2° fonte: Quem foi o primeiro descobridor do Rio da Prata e da Argentina? Alexandre Gaspar da Naia
Também nada deveu Magalhães ao globo de Schoner de 1515, porque o estreito que nele se vê a separar o continente sul-americano da contra-parte austral denominada Brasilie Regio não é mais que uma errônea figuração do "gôlfo" (Rio da Prata) explorado em 1514 por dois navios portuguêses armados por D. Nuno Manuel e Cristóvão de Haro, e descrito na Newen Zeytung auss Pressilg Landt da seguinte maneira:
"Sabei que aos 12 do mês de outubro de 1514 aqui aportou da Terra do Brasil, por falta de vitualhas, um navio que D. Nuno e Cristóvão de Haro e outros armaram ou aprestaram. São dois os navios com licença do rei de Portugal para descrever ou reconhecer a terra do Brasil. E descreveram a terra mais 600 ou 700 milhas do que antes se sabia. E assim chegaram (à altura do) Cabo da Boa Esperança que é uma ponta ou lugar que avança no mar de Norte a Sul e ainda um grau mais acima ou mais longe. E quando chegaram àquêle clima ou região, isto é, quarenta graus de altura (latitude Sul) descobriram o Brasil, com um Cabo, isto é, uma ponta ou um lugar que avança no mar. E navegaram em volta ou circum-navegaram êsse mesmo Cabo e acharam que aquêle gôlfo corre do mesmo modo que a Europa, do lado do poente para levante, isto é, situada entre o Levante ou Este e o Poente ou Oeste. Depois viram terra também do outro lado, quando tinham navegado perto de sessenta milhas em volta do Cabo, do mesmo modo que quem navega para Levante e passa o estreito de Gibraltar, isto é, passa por êle e vê a terra da Berbéria. E quando deram volta ao Cabo, como fica dito, e navegaram para Noroeste, era tão grande aí o temporal e também ventava de tal modo que não puderam navegar mais para diante. Assim foram obrigados a voltar pela Tramontana, isto é, Norte ou Meia Noite, ao outro lado e costa, isto é, à terra do Brasil." [Página 9 do pdf]