Wildcard SSL Certificates
  
Vale do Anhangabaú
Registros de 1554











ANO COMPLETO
1553  (1)
1554
1 registro / 3 fontes
1557  (1)
1 de 1
25 de jan. de 1554, segunda-feira
Mudança para Piratininga: Tibiriça e Caiubi
• 1º fonte - 31/03/2000
Os brutos que conquistaram o Brasil, super.abril.com.br
- De costas para o mar, de olho no sertão

De todos os núcleos de colonização portuguesa no Brasil do século XVI, São Paulo era o único que não ficava no litoral e não dependia do comércio com a Europa. A sobrevivência da vila, nos seus primórdios, era garantida pela esperta política de alianças do cacique tupiniquim Tibiriçá, que havia casado sua filha com o português João Ramalho. Seus guerreiros conseguiam cativos de outras tribos para as lavouras dos primeiros colonos.

Ao perceber que não conseguiria chegar pelo sul do Brasil às cobiçadas minas de ouro e prata do Peru, a Coroa portuguesa abandonou os paulistas à própria sorte. Aos bandeirantes restou a exploração do ouro vermelho, os índios. Assim começou o “negócio do sertão”, como era chamado o ofício da caça de gente, base da economia paulista até o século XVIII.

A mão-de-obra escrava foi a base do desenvolvimento de prósperas plantações de trigo no século XVI ao XVII, vizinhas à cidade. Áreas rurais, como Cotia e Santana de Parnaíba, abasteciam São Vicente e Rio de Janeiro, os centros produtores de açúcar, a maior mercadoria da colônia.

“Até há pouco pensava-se que os bandeirantes capturavam índios para exportar para as plantações de cana no litoral”, disse à SUPER o historiador John Monteiro, da Universidade Estadual de Campinas. “Mas hoje sabemos que a maioria dos cativos ia para as lavouras dos próprios bandeirantes”, ressalta. Enquanto houve índios, o interior de São Paulo foi o celeiro do Brasil colonial.
• 2º fonte - 24/01/1943
“São Paulo foi fundada a 29 de agosto de 1553?”, Benedito Carneiro Bastos Barreto "Belmonte", jornal Folha de São Paulo
- São Paulo, domingo, 24 de janeiro de 1943. A História do Brasil ainda está inçada de lacunas e obscuridades que, não poucas vezes, levam os próprios historiadores a cair no terreno arenoso das conjeturas e probabilidades. O enorme acervo documental, ainda inédito, existente nos arquivos brasileiros, portugueses, espanhóis, assim como o que se encontra em poder dos jesuítas — inacessível aos leigos— tem feito da nossa História uma obra inacabada e constantemente sujeita a corrigendas e alterações, algumas de caráter tão profundo que, muitas vezes, modificam radicalmente episódios tidos até então como incontestáveis e definitivos.

Acontece então que, pela ausência de uma documentação idônea, existente mas ignorada, surgem opiniões individuais perfilhadas por este ou aquele historiador a respeito de tais e tais acontecimentos mais ou menos importantes. E daí, como é fácil imaginar, se desencadeiam as controvérsias, em torneios que empolgam e que fascinam mas que, apesar de tudo, não resolvem nada. E, sobre o panorama impreciso de nossa História, permanecem as neblinas, que o calor das discussões não dilui, nem afasta.

Por exemplo: quando se fundou S. Paulo? Quem a fundou?

Na escola nos ensinaram que foi a 25 de janeiro de 1554, pelo padre José de Anchieta.

Isso é o que se sabia nos tempos amáveis em que ainda íamos à escola. Mas, depois, surgiram da poeira dos arquivos, documentos que vieram alterar aquilo que se estabeleceu como coisa certa, definitiva e indiscutível.
• 3º fonte - 01/01/1886
*Algumas notas genealógicas: livro de família: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX
- Mais tarde vieram o padre Manoel de Paiva, superior, o padre José de Anchieta, e outros. Fundaram o Colégio de São Paulo em janeiro de 1554; e, desde então, por causa da escravização dos gentios, começou a luta surda e latente entre os padres jesuítas e os que queriam especular com os infelizes nativos.

Entretanto, outra causa não deixara de concorrer originariamente para criar um certo conflito entre os padres da Companhia e os que acompanhavam a João Ramalho: - a fundação da vila de São Paulo, em prejuízo de Santo André. [Página 107]

A tribo Ururay ocuparia o território desde o vale de Ururay, da banda do norte, na serra de Paranapiacaba, seguindo o curso do Piquiroby (ora Rio Grande até que, encontrando o Rio Pequeno, toma o nome dos Pinheiros), a afluir no Anhemby (Tieté). A aldeia, portanto estaria á margem do Piquiroby, mais adiante, no vale de Ururay.

Alguns chronistas referem que os indigenas desta aldea foram transferidos posteriormente para S. Miguel que por isso foi denominado de Ururay; sendo capitão-mór, loco-tenente do então donatário Lopo de Souza, Jeronymo Leitão, o qual «concedeu-lhes terras por uma só sesmaria lavrada aos 12 de Outubro de 1580, na qual consignou aos Índios dos Pinheiros seis léguas em quadro na paragem chamada Carapicuiva, e outras tantas aos de S. Miguel em Ururay.

Parece que a antiga aldeia de Ururay de 1531, fora fraccionada em duas, logo que João Ramalho edificou a villa de Santo André e que os padres da Companhia de Jesus, fazendo demolir esta, fundaram a de S. Paulo, 1554 — 1560; pois que o titulo da sesmaria de 12 de Outubro de 1580 os presuppõe já estabelecidos nos dous lugares, Pinheiros e S. Miguel. E tanto mais provável é isso, quanto é sabido o costume dos indigenas de não manterem suas aldeãs muitos anos, no mesmo lugar.

Também Pedro Taques, Nobiliarchia Paulistana, na Revista do Instituto Histórico, Geográfico e Ethnographico do Brazil, XXXIV, parte primeira, página 31, referindo-se a João Pires, bisneto de Piqueroby, escreveu:

"Foi abundante em cabedaes, com estabelecimento de uma grandiosa fazenda de terras de cultura em uma légua de testada até o rio Macoroby, que lhe foi concedida de sesmaria em 1610, com o seu sertão para a serra de Juquery."

Quando os padres da Companhia de Jesus resolveram convidar os nativos para povoarem a sua vila de São Paulo, a fim de ser mais facilitada a catequese, não são mencionados senão Tebir-içá e Cayubi. E até o cronista (Gaspar da Madre de Deus), cujas primeiras narrações já foram transcritas, tratando da escolha do local para a fundação do Colégio da Companhia de Jesus, escreveu:

"Eram os campos de Pirá-tininga habitados nesse tempo por algumas tribos guayanás que obedeciam a Tebyreçá e Cayubi, os régulos que, consentindo no desembarque de Martim Afonso, perseveravam em lealdade para com os brancos, tudo em deferência a João Ramalho. Chegados os padres ao campo, e fitando na formosa miragem do país que ante eles se distendia, fizeram parada nas alturas sobranceiras ao rio Tamanduaethy e ribeiro Anhamgabahú, e ai levantaram um rustico aposento para abrigo, e em que celebrou-se missa a 25 de janeiro de 1554, dia em que se soleniza a conversão de São Paulo, que dai derivou seu nome a povoação que então se começou a edificar naquelas paragens; e, como para essa edificação dependia-se de gente afeita a tais trabalhos, convidaram os jesuítas a Tebyreçá e Cayubi para que com suas tribos viessem levantar seus alojamentos nas vizinhanças do sítio em que haviam feito seu aposento; e assim praticaram, estabelecendo-se Tebyreçá no local em que vê-se hoje o mosteiro de São Bento, e derramando-se os nativos pela área que depois serviu de assento á atual cidade.

Ha na História silêncios inexplicáveis. Está neste caso a obscuridade que rodeou a pessoa e o nome do chefe da tribo e aldeia de Ururay, Piqueroby, eis que Martim Afonso de Souza tomou posse do território Pirá-tininga e começou a distribuir sesmarias. Parece que Piquiroby já era falecido; e ou, aliás, foi o chefe que "não preservou em lealdade para com os brancos", visto que a cronica não refere senão três, Tebir-içá, Piquiroby e Cayubi, quando Martim Afonso de Souza aportou á Buriqui-óca, ou, por corrupção, Bertioga.

update tabela set fontes=3 where autor=3107 and ano=1554
FONTES:3
1 de erro
10 de agosto de 1549, quarta-feira
“Já sabe a língua de maneira que se entende com eles, e a todos nos faz vantagem, porque esta língua parece muito à biscainha”
2 de erro
31 de ago. de 1553, segunda-feira
Carta de Manoel da Nóbrega á Luís Gonçalves da Câmara: “Vou em frente procurar alguns escolhidos que Nosso Senhor terá entre esses gentios”
3 de erro
25 de jan. de 1554, segunda-feira
Mudança para Piratininga: Tibiriça e Caiubi
4 de erro
22 de setembro de 1557, domingo
Antonio Rodrigues de Almeida feito capitão-mór governador e ouvidor ela capitania ele Santo Amaro de Guaibe
5 de erro
22 de janeiro de 1560, sexta-feira
Antonio Rodrigues de Almeida pede terras “(...) até se findar no rio da Tapera do Cacique e dali irá por ele abaixo até chegar ao dito regato, onde começou primeiro a partir, que será onde se vê o dito regato meter no rio Anhangavahy”
6 de erro
30 de maio de 1589, terça-feira
Numa escritura pública, datada de 30 de maio de 1589, em que é feita a descrição dos limites das terras cedidas por Brás Cubas aos frades carmelitas
7 de erro
26 de jan. de 1599, terça-feira
Jorge João, alferes da companhia de Diogo Gonçalves Lasso, “e que viera para o descobrimento de minas”, consegue concessão de terras
8 de erro
10 de setembro de 1599, sexta-feira
Gaspar Fernandes na terra ha 38 anos pedia que nos chãos do concelho lhe dessemos cinquenta braças craveiras além do rio que está fora desta vila chamado Anhangobay
9 de erro
1601, segunda-feira
A precária vila de São Paulo tinha apenas 1500 habitantes
10 de erro
1607, segunda-feira
“se vendiam mui bons cavalos, cada qual por um chapéu ou meias-calças, e as vacas andavam em almoeda, sem haver quem as quisesse por três patacas, que era a dívida pela qual se rematavam”
11 de erro
1610, sexta-feira
Cornélio Arzão teria erguido a matriz de São Paulo
12 de erro
3 de março de 1610, quarta-feira
Manoel Homem da Costa e Pascoal Delgado – 3/3/1610- Pedem terras da travessa que está demarcada pelo outão de Antonio de Oliveira até o Anhangabaú, nos arrebaldes da vila indo pelo caminho que vai para o Ibirapoera. São moradores da vila sem chãos até agora. Eram oficiais da câmara: Gaspar Cubas, Francisco Alvarenga e Pascoal Monteiro
13 de erro
1613, terça-feira
Cornélio Arzão teria introduzido o plantio de trigo em São Paulo com um moinho no Anhangabaú
14 de erro
1615, quinta-feira
Inicio do povoamento de Jundiaí ao redor do então cruzeiro da Catedral Nossa Senhora do Desterro
15 de erro
1616, sexta-feira
Planta atribuída a Alexandre Massaii
16 de erro
15 de fevereiro de 1625, sábado
estando caída a ponte do ribeiro "anangahú", caminho de "Piratininga", ordenou a Câmara a Amador Bueno, Salvador, João Pires, Ascenso Ribeiro, Antonio Lourenço que a restabelecessem, sob pena de 500 réis de multa
17 de erro
3 de dezembro de 1633, sábado
Terras
18 de erro
6 de agosto de 1639, sábado
Calixto da Mota e seu filho Anacleto da Mota, Manoel da Cunha, Ambrosio Pereira, pedem 20 braças para cada um de chãos devolutos, começando com a data de Antonio Fernandes e Ambrosio Pereira para diante do caminho que vai para o mar até o ribeiro do Anhangabaú
19 de erro
30 de junho de 1640, sábado
Pedro da Silva e Gaspar Sardinha, são netos de conquistadores, casados e filhos. Pedem chãos atrás de S. Francisco para a banda do Anhangabaú
20 de erro
15 de agosto de 1651, terça-feira
Fundação da Catedral Nossa Senhora do Desterro
21 de erro
1668, domingo
Fundação do Mosteiro de São Bento em Jundiaí
22 de erro
1 de jan. de 1802, sexta-feira
Carta reducida que comprehende los reconocimentos practicados por las primeiras y segundas Subdivisiones Españolas y Portuguesas de los Señores Dn. Jose Varella y Ulloa Comisario Principal Director, Dn. Diego de d´Abear, el Teniente General Luciano Sebastian Xavier da Vega Cabral da Camara, y el Coronel Francisco Juan Roscio en cumplimiento del Tratado Preliminar de limites de 11 [sic] de Octubre de 1777
23 de erro
23 de agosto de 1853, terça-feira
Tomavam-se providencias em Camara para se refazerem as pontes "debaixo desta vila chamada Anhangobahy e a ponte de Manuel da Cunha debaixo do Carmo". Durante todo o século XVII se repetem estas allusÕes aos contínuos desconcertos das pontes provocados pelos animaes.
24 de erro
1875, sexta-feira
“Há o Anhangabaú, (...) Sorocabuçu, Sorocabamirim, (...). Os rios que vai a ter à margem direita do Tietê, são dezoito confluentes: (...) Pirapitinguy”
25 de erro
1886, sexta-feira
Algumas notas genealógicas: livro de família: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX
26 de erro
1895, terça-feira
Revista do IHGSP, volume VI
27 de erro
nov. de 1929
“Urbanismo incipiente seiscentista”, Afonso d´Escragnolle Taunay. Revista Ilustração Brasileira*
28 de erro
1937, sexta-feira
Cartas de Datas de Terras (1700 a 1750), vol. IV, 1937. Prefeitura do Município de SP, Departamento de Cultura
29 de erro
1937, sexta-feira
Cartas de Datas de Terra (1555 a 1600). Volume I, 1937
30 de erro
24 de janeiro de 1943, domingo
“São Paulo foi fundada a 29 de agosto de 1553?”, Benedito Carneiro Bastos Barreto "Belmonte", jornal Folha de São Paulo
31 de erro
junho de 1964
Histórico do Aproveitamento das Águas da Região Paulistana - Eng. Mário Savelli*
32 de erro
26 de julho de 1964, domingo
Segundo alguns historiadores onde hoje se encontra o bairro da Luz, ficavam os famosos Campo de Piratininga, território de caça e pesca dos nativos guainás. Eram atingidos pelo caminho do Guaré (atual rua Florencio de Abreu, que partia do Largo de São Bento, transpunha o ribeirão do Anhangabaú e chegava até ao Guaré.
33 de erro
1992, quarta-feira
Revista do Instituto Histórico e Geográfico de SP. Vol. LXXXVII
34 de erro
31 de março de 2000, sexta-feira
Os brutos que conquistaram o Brasil, super.abril.com.br
35 de erro
2009, quinta-feira
A Vila de São Paulo em seus primórdios – ensaio de reconstituição do núcleo urbano quinhentista
36 de erro
2010, sexta-feira
São Paulo na órbita do Império dos Felipes: Conexões Castelhanas de uma vila da américa portuguesa durante a União Ibérica (1580-1640)
37 de erro
7 de fevereiro de 2011, segunda-feira
INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE – ICMBio
38 de erro
2 de mai. de 2018, quarta-feira
“O nascimento de São Paulo”, 02.05.2018. Eduardo Bueno
39 de erro
3 de maio de 2018, quinta-feira
25 FATOS CURIOSOS E INFORMATIVOS SOBRE OS BANDEIRANTES. sabedoriaecia.com.br
40 de erro
21 de ago. de 2019, quarta-feira
“Os rios de São Paulo”, 21/08/2019. Eduardo Bueno
41 de erro
8 de julho de 2022, sexta-feira
O que foi o Cerco de Piratininga, o 9 de julho há 460 anos que permitiu São Paulo existir - BBC.cm
42 de erro
2023, domingo
“Proventus ad perpetuam”: criação de reservas de madeira e a idealização de um serviço florestal para a urbanização de São Paulo. Por NATASHA TSIFTZOGLOU
43 de erro
10 de janeiro de 2024, quarta-feira
Consulta em biblioteca.ibge.gov.br

DEUS!

  História  (33054)
  Cidades  (713)
   Imagens  (12736)
  Pessoas  (10468)
  Temas  (1478)
Direto ao ano:





Cassius Marcellus Clay Jr.
1942-2016
Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

.

Dúvidas, críticas ou sugestões: Adriano César Koboyama