O Duque de Medina Sidonia, por exemplo, comentava como teria chamado o almirante para conversar e cobrar dele maior rigor, já que percebia certa “tibieza” em suas ações
O Duque recomendou que, depois da missão do Estreito, a armada subisse a costa das Índias para “limpiarlas de corsarios” até Porto Rico, quando então acompanharia a Frota daquele ano até a Espanha
Carta do rei informando Valdés, e também o Duque de Medina Sidonia, a quem competia supervisionar e despachar a armada, que entre as funções principais da jornada estava “limpar a costa de corsários”, o que já deveria ser feito logo de saída, no caminho para a Ilha Terceira, nos Açores
Os mesmos conselheiros fizeram o primeiro roteiro que a armada deveria seguir. Por meio dele, sabemos que ela deveria sair de Sanlúcar e seguir até as Canárias, dali até Cabo Verde. Do Cabo, descer para o Espírito Santo, no Brasil, e, depois, para Cabo Frio e Rio de Janeiro. Por fim, seguir ao Rio da Prata e ao Estreito
O Doutor Santillan, no mês de outubro, falou sobre as dificuldades impostas pelo tempo para a saída da armada, sem deixar de também mencionar a impressão sobre a tal tibieza de Valdés
No final de outubro, Valdés parecia ter melhorado de sua enfermidade e, segundo Pedro de Tassis, contrariando a opinião geral, o almirante se dispunha a partir o quanto antes
O Duque de Medina, partidário desta solução, a recomendava inclusive por “las diferencias que havia entre los generales los quales aun desde las partidas se empiezaram”
Entre os oficiais da armada tampouco havia consenso. Alonso de Sotomayor lastimava ao rei ter de invernar no Brasil, em qualquer parte, pois isso só atrasaria mais a viagem
Para o Duque de Medina, por exemplo, invernar no Brasil era uma decisão acertada, mas discordava enormemente da opção pelo Rio de Janeiro, já que considerava a Bahia melhor alternativa
Luis Cesar a justificou no dia 14 de novembro, dizendo que, ao conversar com “pilotos práticos”, constatou – estranhamente, diga-se de passagem - que a armada pesaria mais aos moradores da Bahia que aos do Rio de Janeiro. Curiosamente, dizia que a Bahia era de “gente pobre e necessitada” e o Rio de Janeiro seria porto de muito movimento e melhor preço, “por respeito do muito comércio que desta cidade e de todos os portos do mar ante Douro e Minho a ela de ordinário vão...”
Reuniões entre todos procuraram remanejar e readequar a viagem à nova realidade humana e material, inclusive subtrair gente que ia ao Chile para outras funções e dispensar os casados, a fim de diminuir as bocas para alimentar