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Sorocaba/SP
Registros de 1600











ANO COMPLETO
1599  (24)
1600
34 registros / erro fontes
1601  (20)
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1600, sábado
Falecimento de Gaspar Fernandes em sua fazenda de Emboaçava
• 1º fonte - 01/01/2010
*São Paulo na órbita do Império dos Felipes: Conexões Castelhanas de uma vila da américa portuguesa durante a União Ibérica (1580-1640)
- O caso de Manoel Pinheiro Zurara, rapidamente esboçado no capítulo precedente, merece um pouco mais de atenção aqui. Trata-se, sem sombra de dúvida, do mesmo que aparece na data de chão dada ao vigário João Pimentel, em São Paulo, no ano de 1607. Sabemos que, apesar de ter sido identificado como Miguel Pinheiro Azurara e castelhano por alguns autores, era, de fato, português e seu primeiro nome Manoel. Conforme seu depoimento dado em Assunção, era “avencidado” há mais de trinta anos no reino de Nova Granada, onde tinha mulher e filhos. Os processos de 1606 não apresentavam a sua idade, mas, em suas petições, sempre alegava ser “viejo y mui enfermo”. Devia, portanto, ter chegado ainda jovem às Índias de Castela, por volta de 1570. É provável que tenha vindo ao Brasil em 1590 por mandato de D. Francisco de Souza, pois era mineiro de ouro, e seguido para São Paulo, juntamente com Manuel Juan, a fim de averiguar os indícios do minério na região. Ele permaneceu longos anos na vila, já que, em 1600, escreveu o testamento de Gaspar Fernandes - genro de Antonio Preto e sujeito, por sinal, bastante assíduo na região paraguaia.
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Casamento de Balthazar Fernandes e Maria de Zunega
• 1º fonte - 16/02/2023
Biografia de Maria de Zunega, consulado em genearc.net
- Nasceu por volta de 1585, em Vila Rica, no Paraguai. Filha de Bartholomeu de Torales e de Violante de Zunega. Casou-se com o brasileiro Pedro Rodrigues Cabral, filho do português Bartholomeu Fernandes Cabral e da portuguesa Anna Rodrigues. Maria casou-se no Paraguai e veio para o Brasil já viúva, com seu sogro, sua filha e outros parentes.

Foi mãe de pelo menos uma filha, citada acima. Após a morte de Pedro, Maria casou-se pela segunda vez, com o Capitão Balthazar Fernandes, filho do português Manoel Fernandes Ramos e da brasileira Suzana Dias. Após a morte de Maria, Balthazar casou-se pela segunda vez, com Isabel de Proença, filha do português João de Abreu e da brasileira Isabel de Proença Varella. Balthazar faleceu entre 1661 e 1667.
• 2º fonte - 04/10/2022
Biografia de Maria de Zunega, consultada em pt.rodovid.org
- Casou em 1600, em Vila Rica, Paraguai, com Pedro Rodrigues Cabral (1580-1621). Em 1607 nasceu sua filha, no Guairá, Paraguai: Maria Zunega Torales (1607-28/02/1686). Maria casou-se no Paraguai e veio para o Brasil já viúva, com seu sogro, sua filha e outros parentes.Após a morte de Pedro, Maria casou-se pela segunda vez, com o CAPITÃO BALTHAZAR FERNANDES, filho do português MANOEL FERNANDES RAMOS e da brasileira SUZANA DIAS. Após a morte de Maria, Balthazar casou-se pela segunda vez, com ISABEL DE PROENÇA, filha do português JOÃO DE ABREU e da brasileira ISABEL DE PROENÇA VARELLA.
• 3º fonte - 19/06/2022
Biografia de Bartholomeu Fernandes Cabral, consultado em genearc.net
- Pedro Rodrigues Cabral, casado com Maria de Zunega, nascida em Vila Rica do Paraguai, filha de Bartholomeu de Torales e de Violante de Zunega. Após a morte de Pedro, Maria casou-se pela segunda vez, com o Capitão Balthazar Fernandes, filho do português Manoel Fernandes Ramos e da brasileira Suzana Dias. Após a morte de Maria, Balthazar casou-se pela segunda vez, com Isabel de Proença, filha do português João de Abreu e da brasileira Isabel de Proença Varella. Balthazar faleceu entre 1661 e 1667.
• 4º fonte - 04/04/2021
Biografia Pedro Rodrigues Cabral, consultado em Geni.com
- Pedro Rodrigues Cabral (ou Pedro Fernandes Cabral), ainda vivia em 1621, no Paraguai, para onde havia ido com o irmão Antonio, e pode ter sido (ou o mesmo irmão em segundas núpcias), cc. Maria de Zunega (que já seria viúva quando cc. Baltazar Fernandes, e veio para o Brasil com a filha abaixo, do 1º marido), f. de Bartolomeu de Torales e Violante de Zunega, já falecidos em 1636: (PP.77/78 e 182).

2 - 1. Maria de Zunega Torales, c. no Paraguai, com Gabriel Ponce de Leon, n. Cidade Real de Guairá, Paraguai, fct. Parnaíba, 1655, f. do Cap. Barnabé de Contreras e Violante de Gusman, e vieram para o Brasil, com os filhos, a mãe dela e ainda uma prima, e constituem todo o título Ponces Torales. (1.187, 230, 268, 2.67, PP.40, 77/8, 182 e SL.3.90).

- Obs.: Versão de Américo de Moura (1881-1953). Silva Leme descreveu Maria de Zunega Torales como sendo n. Parnaíba e filha de Baltazar Fernandes, por isso, juntou a geração ao Título Fernandes Povoadores, Cap. 2º, Par. 1º.
• 5º fonte - 01/01/2015
*“Fundação de municípios no planalto de São Paulo em um contexto de integração entre América Portuguesa e Espanhola (sé. XVI-XVIII)”. Fernando V. Aguiar Ribeiro. XXVIII Simpósio Nacional de História
- Após a destruição das reduções jesuíticas pelos paulistas e diante da definitiva decadência do Guairá, várias famílias migraram para São Paulo. Jensen descreve que Antonio Gonzáles do Rego, um dos fundadores de Concepción del Bermejo e de San Juan de Vera, “con la llegada de los portugueses a Santiago de Xerez se pasó al bando de estos, sirviendo como guía de los mismos en el saqueo del Itatín, para posteriormente escapar junto con los bandeirantes a San Pablo” (2009:408). [Página 8]

Antonio Gonzáles do Rego “estuvo casado con doña María de Zúñiga, a la cual embarcó rumbo a San Pablo junto con su casa y servicio en compañía de sus cunados Gabriel Ponce de León y Sebastián de Peralta. Estos estaban casados con las hermanas de doña María de Zúñiga” (JENSEN, 2009:480 e FRANCO, 1989:250-1).

Após a morte de Gonzáles do Rego, “María de Zúñiga casó con Baltazar Fernández, hermano del famoso corsario de los sertones André Fernández. De este matrimonio nació María de Torales. Esta casó con Gabriel Ponce de León” (JENSEN, 2009:380).

A interpretação de que o Guairá correspondia a uma região de integração entre o Paraguai e a capitania de São Vicente é corroborada pela migração dos vizinhos da região a São Paulo após o conflito com os jesuítas. Inclusive o apoio dado aos bandeirantes demonstra que a relação das elites locais guairenhas estava mais ligada aos paulistas do que aos padres inacianos.

Sobre essa questão, Carlos Jensen conclui que “estos Guaireños radicados en San Pablo eran miembros de tres familias de Ciudad Real, los Orrego y Mendoza, los Torales y los Contreras, quienes transmitieron apellidos maternos como ser Zúñiga, Ponce de León, Guzmán y Espinosa” (2009:381).

O Guairá atuou, desde seus primórdios no século XVI até sua destruição e êxodo em meados do XVII, como uma zona de trânsito entre o Paraguai e São Paulo. Uma região fluida, marcada pela integração das elites locais através do estabelecimento de contratos matrimonias e interesses comuns. Tal panorama afasta, portanto, a interpretação de dois impérios ibéricos com fronteiras americanas definidas e consolidadas e do isolamento das empresas de conquista e colonização no Novo Mundo nos primeiros séculos. [Página 9]
• 6º fonte - 01/01/2014
*“Baltazar Fernandes: Culpado ou Inocente?”. Sérgio Coelho de Oliveira, jornalista e historiador
- No ano de 1600, já em plena atividade como sertanista, nos sertões de Guairá, conheceu Maria de Zunega, nascida na Vila Rica, com quem se casou e teve uma filha, Maria de Torales. Alguns genealogistas discordam, dizendo que Maria de Torales seria filha adotiva.
• 7º fonte - 01/01/2009
*“El Guairá: caída y exódo”. Carlos Ernesto Romero Jensen, Asunción: Academia Paraguaya de la Historia
- Após a destruição das reduções jesuíticas pelos paulistas e diante da definitiva decadência do Guairá, várias famílias migraram para São Paulo. Jensen descreve que Antonio Gonzáles do Rego, um dos fundadores de Concepción del Bermejo e de San Juan de Vera, “con la llegada de los portugueses a Santiago de Xerez se pasó al bando de estos, sirviendo como guía de los mismos en el saqueo del Itatín, para posteriormente escapar junto con los bandeirantes a San Pablo”.

Antonio Gonzáles do Rego “estuvo casado con doña María de Zúñiga, a la cual embarcó rumbo a San Pablo junto con su casa y servicio en compañía de sus cunados Gabriel Ponce de León y Sebastián de Peralta. Estos estaban casados con las hermanas de doña María de Zúñiga”. Após a morte de Gonzáles do Rego, “María de Zúñiga casó con Baltazar Fernández, hermano del famoso corsario de los sertones André Fernández. De este matrimonio nació María de Torales. Esta casó con Gabriel Ponce de León”.
• 8º fonte - 01/01/1989
*Estudos Regionais Paulistas: História da Instrução em Sorocaba (1660-1956) Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba. Aluísio de Almeida, Jahyra B. Arrua, Jair T. Veiga, Néglio F. Arruda e Oswaldo Cambiaghi
- A primeira esposa, Maria de Zúnega era de Assunção no Paraguai. Como se haveria realizado tal casamento cerca de 1600? Os de Assunção haviam fundado a Vila Rica de Guairá, perto das Sete Quedas. Como a primeira filha aí nasceu e não houve mais, é de crer que logo faleceu a primeira esposa, podendo ele passar às segundas núpcias com dona Isabel de Proença, paulista. Os genros "castelhanos" somente se mudaram para Parnaíba, onde se casaram, depois de 1630.
• 9º fonte - 01/01/1978
*Nobiliarchia Paulistana Histórico e Genealógica, Tomo I, 1978
- E o dito Gabriel Ponce de Leon foi filho do capitão Barnabé de Contreras, e de sua mulher Violante de Gusman. Este ilustre cavalheiro da província do Paraguay se passou a capitania de São Paulo com outros fidalgos seus parentes, entre os quais (...) sua irmã Maria de Zunega, mulher do capitão Balthazar Fernandes o povoador já referido. Barnabé de Contreras y Leon e sua mulher Beatriz de Espinoza, naturais de Santiago de Xerez da província do Paraguay (...)
• 10º fonte - 01/01/1967
*Revista do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo: “Nossos Bandeirantes - Baltazar Fernandes” (1967) Luiz Castanho de Almeida
- Cerca do ano de 1600 casou-se Baltazar Fernandes com Maria de Zúnega, nascida na Vila Rica de Guairá, filha de Bartolomeu de Torales e de Violante se Zúnega. O casamento de Baltazar precedeu de 30 anos a transmigração das famílias do Guairá para São Paulo. É um verdadeiro romance de aventuras este namoro a tantas léguas, de um bandeirante com uma, digamos, sul-americana.

Vê-se com nitidez a união simbólica das duas raças ibéricas no coração da América. Raças que o caldeamento com os guaranís renovou em proporções gigantescas. Desse matrimônio nasceu em Vila Rica Maria de Torales, que se casou com outro vilarriquenho: Gabriel Ponce de Leon e com ele e outros parentes se transplantou para São Paulo antes de 1634 e depois de 1630.
• 11º fonte - 01/09/1940
“Sorocaba e os castelhanos”, Aluísio de Almeida, codinome de Luís Castanho de Almeida (1904-1981). Jornal Diário de Notícias, página 13
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1600, sábado
Chegou a São Paulo
• 1º fonte - 01/01/2007
*A REPRESENTAÇÃO DO IMIGRANTE ALEMÃO NO ROMANCE SUL-RIO-GRANDENSE: A DIVINA PASTORA, FRIDA MEYER, UM RIO IMITA O RENO, O TEMPO E O VENTO E A FERRO E FOGO
- Ferdinand Schröder (2003, p. 34-35) faz menção a alguns nomes que ingressaram aqui:

O mais famoso do período colonial é certamente Hans Staden, de Homburg, no Hesse,que esteve 1547/48 e 1549/55 no Brasil Central e descreveu seu próprio destino. Elepróprio deparou-se em São Vicente com conterrâneos alemães, os comerciantes PeterRoessel e Heliodorus Eobanus Hesse. (...). Por volta de 1600 encontra-se no Brasil umafirma Schatz, sendo Paul Werner diretor de sua feitoria. Em São Paulo residem oartesão alemão Joseph Pranta, pai de sete filhos, e diversos engenheiros de minas: JacobCalte (Palte, Walter), Gerhard Betting e Wilhelm Glimmer. Este último escreveu umroteiro sobre o caminho de São Paulo até o rio São Francisco. Também é conhecido o fato de que nas aldeias jesuítas na margem esquerda do Uruguai se encontravamdiversos padres jesuítas alemães: Karl Linges, Schwartelberger, Strobel, JohannHermes, Anton Sepp, Dominicus Meyer, Joh. Ph. Bettendorf e Samuel Fritz.

Também Maurício de Nassau trouxe alemães para aqui trabalhar, quando este eragovernador da Companhia das Índias, de 1637 a 1644, os quais se fixaram em Pernambuco.Dentre os do grupo o autor destaca “Zacharias Wagner, de Dresden, Joh. Georg Oldenburgk, deCoburg, e Georg Markgraff, de Liebstadt na Saxônia, cuja ´Historia naturalis Brasília` foipublicada em 1747, em Amsterdan” (SCHRÖDER, 2003, p. 35). Era o período do domínioholandês no nordeste do Brasil e muitos imigrantes alemães vieram para atuar no exército, comorelata Oberacker (1985, p. 79): “Entre os imigrantes que vieram para Pernambuco, durante odomínio holandês, havia muitos alemães. Unidades militares completas compunham-se demercenários teutos, e também quase toda a oficialidade era alemã. Foi então que se registrou nahistória brasileira pela primeira vez, a chegada no Brasil de germânicos às centenas."
• 2º fonte - 01/01/1975
*Um neerlandês em São Paulo, Jacyntho José Lins Brandão
- D. Francisco entregou-se às pesquisas de metais na região. Até julho de 1601 a comitiva governamental desceu à costa por três vezes, indo aos rios "Araçoiaba, Jaraguá, Ibituruna e a outros". "Acompanhou-o Geraldo Beting, esse fidalgo português em todas as expedições que partiram de São Paulo". Também conhecido como Gerhart Bettinck ou Geraldo Betting. Natural de Doesburg, Geldrie, Holanda. Engenheiro, veio para o Brasil, na companhia do governador D. Francisco de Souza, posteriormente a 1591, para trabalhar em pesquisas minerais, vivendo na Bahia até o ano de 1600 e passando para São Paulo após essa data. Acompanhou o governador em suas incursões à costa, aos rios Araçoiaba, Jaraguá e Ibituruna, acontecidas até julho de 1601.

Vindo da Bahia com o Governador D. Francisco de Souza (como trataremos adiante), transferiu-se para São Paulo, onde fixou residência e se casou com Custódia Dias. Era Custódia filha de Manoel Fernandes Ramos.
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1600, sábado
D. Francisco enviou mineiros a Valladolid
• 1º fonte - 01/09/2022
Belchior Dias Moréia. Consulta e Wikipedia
- As primeiras minas de prata haviam sido descobertas no Brasil por Gabriel Soares de Sousa, que morreu em 1592, cronista e explorador. Era primo de Belchior Dias Moréia, que com ele aprendeu a varar os sertões da Bahia e de Sergipe, em busca de ouro e prata, mas estava a serviço dos reis da Espanha. Atraiu com isso o interesse de Belchior, que veio se estabelecer na terra. Após dez anos de pesquisa, anunciou a descoberta das minas de prata. As supostas minas de Itabaiana jamais foram encontradas. Se foram descobertas, como afirmava ele, o segredo ficou guardado. Pedindo mercês em troca da informação sobre o local das minas, Belchior foi a Portugal e de lá à Espanha, em 1600, para conseguir um título de nobreza. Demorou-se quatro anos, sem sucesso. Voltaria duas vezes à Europa com novos insucessos. Os governadores Luís de Sousa, de Pernambuco, e D. Francisco de Sousa, da Bahia, marcaram encontro com Belchior Dias Moreia e viajaram juntos para Itabaiana, para marcar a localização das minas. Negando-se a mostrar o local enquanto não fosse recompensado com as mercês, Belchior Dias Moréia foi preso e passou dois anos na cadeia.
• 2º fonte - 01/12/2016
O Brasil na Monarquia Hispânica (1580-1668) Novas Interpretações*
- O livro chegou a ser proibido pela Inquisição, mas foi depois retirado da lista.39 Se Kempis já buscara no livro a suprema felicidade, Granada também tinha uma visão livresca do mundo, já que considerava o livro uma metáfora da vida cristã. A criação e a existência deveriam ser lidas como se lê um livro. Este mesmo título aparece uma segunda vez entre peritos minerais. Manoel Pinheiro Azurara, conhecido de Clemente Alvarez, com quem deixara inclusive algumas amostras de prata certa ocasião, era português e vivera cerca de 30 anos em Nova Granada, onde tinha família. Chegou a São Paulo através de Francisco de Souza, que o mandou para a vila ainda em 1597 para investigar os boatos a respeito dos minérios. Entre 1602 e 1604, andou por Valladolid, Madrid e Lisboa buscando mercês e regulamentações para exploração mineral de São Paulo. Voltou como mineiro-mor do Brasil em 1604.
• 3º fonte - 01/01/2007
*Entre faisqueiras, catas e galerias: Exploração do ouro, leis e cotidiano das Minas do Século XVIII (1702-1762), 2007. Flávia Maria da Mata Reis, Belo Horizonte, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG
- Além disso, outras três de suas disposições se debruçaram sobre a questão do trabalho indígena empregado nas minas. Grosso modo, o regimento determinava que os índios fossem repartidos entre os proprietários de minas que, por sua vez, deveriam ter todo o cuidado com estes trabalhadores, “não obrigando a trabalhar mais que ordinário e quando fizer a entrega dos ditos índios [o Provedor] lhes limitarão os dias que hão de andar no dito trabalho e ordenará o que lhes hão de pagar por dia [...]”97.

O Provedor deveria ainda visitar as minas para verificar se os proprietários “tratam mal aos ditos índios não dando o necessário para sua sustentação ou obrigando-os a trabalhar mais do ordinário e se lhe não pagaram seus salários [...]”, aplicando as punições necessárias, visto que “da conservação dos índios depende o beneficio das ditas minas”98. Ao que parece, essas determinações encontraram apoio no espanhol Manuel Juan de Morales que, a partir de 1624, passou a ocupar o cargo de administrador das minas de São Paulo e também o de Superintendente dos índios das aldeias do Real Padroado99.

Manuel Juan era um homem experiente nos assuntos minerais, pois assim que chegou ao Brasil em 1592, foi enviado pelo governador-geral, D. Francisco de Souza, ao “cerro de Sergipe mais de 200 léguas de la Baía, a descubrir minas, donde se perdio Gabriel Suarez, que vino por descubridor de oro”100.

No ano de 1595, foi enviado pelo governador à Capitania de São Vicente onde, juntamente com outros dois mineiros (um deles alemão), diz ter descoberto a serra de “Sirasoyaba” [Araçoiaba] (A historiografia dos descobrimentos geralmente reconhece Afonso Sardinha como o descobridor dessa serra, o que teria ocorrido nos últimos anos do século XVI. Sem necessidade de aprofundar este debate, resta dizer que nada impede que o espanhol e os Afonso Sardinha (pai e filho) tenham empreendido juntos expedições de descobrimentos em Araçoiaba.), cujas amostras, enviadas à Espanha em 1600, revelaram ser a mesma riquíssima em ferro e ouro, e não em prata como a princípio se acreditava.

Por esse descoberto, o Rei Felipe II fez mercê a um capitão das minas de ferro por “três vidas”; a Manuel Juan, deu 750 cruzados e o “recibio por su criado, y mando q en todo mirase por su real hacienda”102. Em 1636, nos apontamentos dirigidos ao Rei Felipe IV, o minerador expunha as condições em que se encontravam os engenhos de ferro, desativados pela morte dos fundidores, e pedia então que lhe fosse enviados outros para dar continuidade à exploração. Demonstrando experiência na organização do trabalho e da exploração das minas pelos sistemas de mita e encomienda, da forma como se praticava “en las índias de Castilla”, sugeria ainda ao Rei que “cerca de los ingenios se fabriquen três, o cuatro aldeas de índios libres pª que por messes acudam a trabajar por jornal competente, q aqui es moderado, com que se assegura la liberdad suya, y el aumento de las minas [...]”103. Todo este interesse manifestado pelo espanhol em reavivar a produção de ferro revelava, por fim, sua verdadeira intenção:

[...] Es tan façil el hacer navios que yo siendo hombre pobre sin tener Indio ninguno hize dos navios pª ir a Angola por negros pª esta Capitania, y para aumentar a V. Magd los quintos del oro. Pues si las minas del yerro se trabajasen, con que el yerro estuviesse a mano, q facilidad tendria V. Magd de hazer navios sin costa alguna de madera, ni yerro? y sin costa, ni trabajo de acarrearlo, porque la madera esta en el mismo puerto, donde los navios se hazen, y las minas así del Yerro como del oro distan del puerto de la villa de Santos solo 16 leguas [...]104.

Como pode ser observado, Juan Manuel propunha a construção de navios para introduzir os escravos africanos na Capitania de São Vicente. Com essa proposta, visava estimular a mineração na região, uma vez que as bandeiras de apresamento indígena tinham se tornado mais lucrativas e atraentes para os paulistas do que manifestar e trabalhar as lavras, com a condição de pagarem o quinto:

Em los tiempos passados sacaban algo los naturales. Ya no ay remédio q quieran ir a las minas, y las pocas vezes, que van, y sacan, no ay q tratar de q quinten y venden una octava en polvo á siete tostones. Señor todo a cessado desde q tratan de ir cautivar Indios porque trayendolos de la forma que dije, con los que aqui llegan [...] los venden a varios o de esta tierra, o de la isla de S. Sebastiam, o para otras partes del Brasil, y del precio no pagan quintos como lo havian de hazer del oro, y tienen mas esclavos hombres desventurados en esta villa, q vassallos algunos Señores de España105.

Árduo defensor da liberdade dos índios, para Juan Manuel, os mesmos deveriam ser organizados em aldeias administradas por jesuítas e localizadas próximo às minas de ouro e ferro, onde trabalhariam por jornal e “paga justa”. Os africanos, estes sim escravos, seriam então os mais recomendáveis para o trabalho ininterrupto nas minas auríferas, aumentando assim os quintos reais. [Entre faisqueiras, catas e galerias: Exploração do ouro, leis e cotidiano das Minas do Século XVIII (1702-1762), 2007. Flávia Maria da Mata Reis, Belo Horizonte, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG. Páginas 46 e 47]
• 4º fonte - 01/01/1957
*Na Capitania de São Vicente
- As primeiras minas de prata haviam sido descobertas no Brasil por Gabriel Soares de Sousa, que morreu em 1592, cronista e explorador. Era primo de Belchior Dias Moréia, que com ele aprendeu a varar os sertões da Bahia e de Sergipe, em busca de ouro e prata, mas estava a serviço dos reis da Espanha. Atraiu com isso o interesse de Belchior, que veio se estabelecer na terra. Após dez anos de pesquisa, anunciou a descoberta das minas de prata. As supostas minas de Itabaiana jamais foram encontradas. Se foram descobertas, como afirmava ele, o segredo ficou guardado. Pedindo mercês em troca da informação sobre o local das minas, Belchior foi a Portugal e de lá à Espanha, em 1600, para conseguir um título de nobreza. Demorou-se quatro anos, sem sucesso. Voltaria duas vezes à Europa com novos insucessos. Os governadores Luís de Sousa, de Pernambuco, e D. Francisco de Sousa, da Bahia, marcaram encontro com Belchior Dias Moreia e viajaram juntos para Itabaiana, para marcar a localização das minas. Negando-se a mostrar o local enquanto não fosse recompensado com as mercês, Belchior Dias Moréia foi preso e passou dois anos na cadeia.
• 5º fonte - 01/01/1951
*“Jesuítas e bandeirantes no Guairá (1549-1640)”. Pedro de Angelis (1784-1859)
- Relatório de Manuel Juan de Morales das coisas de San Pablo e males de seus habitantes feito a Sua Majestade por um Manuel Juan de Morales da mesma cidade. 1636

vem f. 1 p. a este estado do Brasil no ano de 1592, enviado por seu avô de V. Mag., sendo Virey de Portugal o Duque de Alba, e vindo como governador do Brasil, D. Francisco de Sosa, que ao chegar me enviou ao Serjipe morro a mais de 200 léguas da Baía, para descobrir minas, onde Gabriel Suarez, que veio como descobridor de ouro, se perdeu.

No ano de 1595, ele me enviou a esta Capitania para descobrir um engano, e tendo encontrado, e coletado ouro, fui pessoalmente contar-lhe o que havia acontecido, e novamente ele me ordenou que voltasse na companhia de um garimpeiro. , que não fez nada. , e tendo vindo outro de prata, descobrimos uma montanha chamada Sirasoyaba, que é muito rica de Ferro, e disse que era de prata, em confirmação do que enviou uma pedra, que deve ter trazido ao pai de V. Mag. por ordem de quem veio de D. Francisco de Sosa para frequentar as minas de prata, que vendo que nada foi obtido e que o mineiro alemão havia morrido, ele enviou o mineiro de ouro, o mineiro de prata e eu ao tribunal. chegamos a Valladolid no ano de 1600. [Páginas 182 e 183]
• 6º fonte - 01/01/1636
*Carta de Manuel Juan Morales ao rei Filipe IV (1605- 1665), “O Grande”
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Sardinha, o moço, ainda teria construído dois engenhos para fundição de ferro em Araçoiaba, sendo um deles doado ao próprio governador
• 1º fonte - 01/01/2015
*Imaginária Retabular Colonial em São Paulo. Estudos Iconográficos (2015) Maria José Spiteri Tavolaro Passos
- Segundo Joan Faus (1976, p. 121) Dom Francisco de Souza costumava passar pela região em viagem rumo a Araçoiaba “para inspecionar as minas de ferro, dois fornos catalães de sua propriedade e a vila de Nossa Senhora de Monserrate, que ele fundara.” [p. 271]
• 2º fonte - 01/01/2012
*Entre a memória coletiva e a história “cola e tesoura”: as intrigas e os malogros nos relatos sobre a fábrica de ferro de São João de Ipanema
- A documentação da Câmara de São Paulo registra também a fabricação de ferro na regiãosul da atual cidade de São Paulo. No entanto, os relatos divergem sobre o número de fábricasinstaladas: uma ou duas. Consta que em 1600 foi construído um engenho de ferro na região doIbirapuera, o qual teve como sócios D. Francisco de Sousa e Afonso Sardinha, cuja escritura desociedade foi lavrada pelo tabelião Simão Borges de Cerqueira. O segundo engenho estariasupostamente instalado às margens do Rio Jurubatuba (atual Rio Pinheiros), nas proximidades doatual bairro de Santo Amaro. Essa dúvida é pertinente porque em 15 de agosto de 1606 a Câmarade São Paulo sabia que Diogo de Quadros resolveu abandonar os dois engenhos que construiupara capturar índios.

Eschwege, ao iniciar o capítulo sobre a história antiga do ferro no Brasil,colocou a existência de:

“(...) uma pequena fábrica de ferro, com forno de refino, situada na freguesia de Santo Amaro, à beira de umpequeno ribeirão, afluente do Rio Pinheiros, que é navegável, a uma distância de 2 léguas SE de São Paulo. Nasruínas dessa pequena fábrica ainda se podem ver a vala da roda, o lugar da oficina, os restos de um açude, assimcomo um monte de pesada escória de ferro”.105

Calógeras, por sua vez, ao comentar essa passagem, disse que Eschwege havia dado um infundado parecer.106 Enquanto não há qualquer vestígio dos engenhos do Ibirapuera, até mesmo pela sua localização, cujo terreno sofreu fortes transformações urbanas, somado ao fato de que esses engenhos tiveram pequena duração.

Já ao lado do morro Biraçoiaba, onde se encontrou ferro, também se instalou umapequena fábrica de ferro ao final do século XVI, sobre cuja data divergem todos os autores.Nesse local, que até pouco tempo atrás era local isolado e de difícil acesso, Afonso Sardinha –tanto o pai como o filho - teriam construído dois fornos, cuja localização se desconhecia. Por issoque Mario Neme chegou a levantar a tese de que as ruínas de Afonso Sardinha seriam umagrande ilusão, uma lenda. Como já mencionado na introdução deste trabalho, na década de 1980,a professora Margarida Davina Andreatta encontrou os dois fornos construídos à época.Anicleide Zequini, com base nos estudos arqueológicos realizados por Margarida [p. 43]
• 3º fonte - 14/10/1886
Revista de Engenharia N° 147
- Sardinha, que era homem dotado de grande energia e genio emprehendedor, ahi estabeleceu logo duas forjas para o tratamen- to directo, fazendo presente dellas ao governador D. Francisco de Souza, quando no anno de 1600 visitava estes logares.

As difficuldades, que certamente surgiram a um modesto industrial em tal época e tão remotas paragens, tiveram como con- sequencia o abandono de taes trabalhos e até o esquecimento de quem os iniciou.
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1600, sábado
A primeira povoação dizem que foi estabelecida em 1.600 por habitantes da parte inferior da Ribeira
• 1º fonte - 01/01/2020
*“Razias”, Celso E Junko Sato Prado
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• 2º fonte - 01/09/1993
Santo Antônio da Minas de Apiahy. Rubens Calazans Luz*
- arruinaram o teto da capela inteiro, e quase o de todas as casas. Junho (princípio)5 noites para geada, as manhãs 2 a 3 graus abaixo da geada, com neve em algumas partes. A primeira povoação dizem que foi estabelecida em 1.600 por habitantes da parte inferior da Ribeira; e isto por causa do ouro que eles acharam em todos os rios acima. Vêem-se ainda as pedreiras estéreis das antigas lavagens de ouro, e o lugar onde estavam as casas ou para melhor dizer os ranchos. Quando estes procuradores de ouro descobriram que havia ouro nessa massa de ruínas do vale, na parte meridional do Morro de Ouro, então eles todos foram se mudando sucessivamente para lá e aí construíram suas casas, sem plano e onde mais lhes agradava. Assim formou-se a denominada Vila Velha, isto foi pelo ano de 1.760 a 1.770. Eles obtiveram permissão de construir uma Igreja Paroquial, que era consagrada a Santo Antonio de Lisboa; eles eram muito zelosos em seus negócios de lavar ouro e descobriram o conteúdo de ouro do Morro.”
• 3º fonte - 01/01/1905
*Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, volume X, 1905
- Além das famílias que eram descendentes de Francisco de Chaves, existiam aqui, do meado para o fim do século XVI, outras que rivalizavam com aquelas. Há muitas petições nos livros da Câmara e nos autos velhos em que peticionários requeriam certidões de como seus pais e avôs foram homens de consideração, ocupando cargos públicos, etc., e como diziam: "homens sem mancha nem mácula."

Entre estas famílias podemos citar as de Anhaya, Ozedo, Garcia, Cunha, Dias e Tinoco. As famílias de Ferdinando de Anhaya e Francisco de Ozedo se achavam estabelecidas nos terrenos entre a barra do rio Ribeira e o morro de Jurêa.

Agapito Garcia, casado com Maria Dias, e seu cunhado Domingos Dias, pai de Vicente Dias, e Ildefonso Tinoco se achavam situados nas terras marginais do rio Ribeira, em ambos os lados, entre as que mais tarde foram requerida por Manoel Rodrigues e a barra do rio Peroupaba.

Em relação a Domingos Rodrigues Cunha, pai de Bernardo da Cunha de Carvalho, não podemos ainda saber aonde era seu sítio; porém no ano de 1602 o dito Bernardo da Cunha de Carvalho era juiz ordinário e presidente do conselho da câmara da vila de Iguape.

Do ano 1600 a 1620 aumentou-se bastante o número de família aqui, tendo além das já mencionadas, outras de nome: Peixoto, Franco, Palhano, Ribeiro, Serrano, Góes, Guedes, Costa, Cubas, etc.; algumas das quais foram entrando nas terras marginais dos rios Ribeira, Una e Peroupaba, e outras situando-se em terras já possuídas pelas famílias com que contraíam laços de parentesco pelo matrimônio. [Página 13, 18 do pdf]
• 4º fonte - 01/01/1845
*“Diccionario geographico, historico e descriptivo do Imperio do Brazil”, J.C.R. Milliet de Saint-Adolphe
- Apiahi - Vila pobre e pouco povoada da província de São Paulo, na quarta comarca, e sobre a estrada de Curitiba, aos 24 graus e 22 minutos de latitude. No ano de 1600, alguns indivíduos assentaram vivenda entre os nascentes do Iguape, nas margens do rio rio Apiahi, para extrair ouro em mais que foram mais ou menos rendosas no decurso d´um século; porém, á proporção que o ouro ia diminuindo, diminuía também a povoação deste lugar: assim que foi em vão que se deu o título de paróquia á igreja dedicada a Santo Antonio de Lisboa, com o fim de ali reter os habitantes; continuaram as emigrações mesmo em 1770, quando esta povoação foi elevada á categoria de vila pelo governador D. Luiz Antonio de Souza Botelho.

Achando-se então ouro em certa montanha que ainda não tinha sido explorada, um raio de esperança animou os habitantes de Apiahi, mas esgotada esta mina, volverão ao antigo estado de miséria. O distrito d´esta vila é um deserto montanhoso, e pitoresco entre a cordilheira que acompanha o mar, e o rio Paranapanema. Avalia-se a população a 1800 habitantes derramados em 2 ou 3 léguas quadradas de terra; o restante do distrito é habitado por nativos bracos, chamados Bugres. Alguns habitantes criam gado vacum que levam a vender ás cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro; outros não cultivam senão víveres de que hão mister, e canas de açúcar de que fazem aguardente.

Ribeiro Apiahi - Na província de São Paulo; nasce das cordilheiras fronteiras ao mar, junto ao nascente do rio Iguape, mas corre em sentido oposto, rega a vila a quem dá o nome, e no cabo de muitas voltas vai se lançar no rio Paranapanema pela margem esquerda.
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1600, sábado
Clemente Alvares obteve uma sesmaria de légua junto ao Araçoiaba
• 1º fonte - 01/01/1954
*“Dicionário de bandeirantes e sertanistas do Brasil - séculos XVI - XVII - XVIII” de Francisco de Assis Carvalho Franco
- Teve ele como companheiros Afonso Sardinha o moço e Sebastião Marinho. Exerceu em São Paulo o cargo de almocatel em 1596 e 1600. Nesse ano obteve uma sesmaria de légua junto ao Araçoiaba tendo em 1609 igual concessão no porto de Parapitingui.
• 2º fonte - 01/01/1938
*“Historia Monetária do Brasil Colonial”, Severino Sombra
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1600, sábado
Peabiru
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1600, sábado
Republica
• 1º fonte - 16/11/1940
“São Paulo e Piratininga”, Jornal Correio Paulistano, 16.11.940. Francisco de Assis Cintra (1897-1953)
- Houve, na segunda metade do século XVI, duas povoações no planalto da Serra do Mar, nos vastos campos onde deslisava um pequeno rio, ao qual os guaynazes deram o nome de Piratininga. E do nome do riacho surgiu o do planalto: Rio Piratininga - Campos do Piratininga.

Nessa parte da Capitania, as duas povoações viveram algum tempo em vizinhança, tendo uma o nome de São Paulo e outra o de Piratininga. Os nativos, em guerra com os colonos portugueses, atacaram esses povoados, conseguindo destruir um, que não resistiu aos ataques.

E no ano de 1600, a povoação de São Paulo, fundada pelos jesuítas, continuou a viver, enquanto a sua vizinha, Piratininga, era reduzida a cinzas pelos selvagens, que a tomaram e queimaram.

Piratininga foi uma cidadezinha que desapareceu e São Paulo, outra cidadezinha que cresceu, prospetou, agigantou-se e hoje é motivo de orgulho dos paulistas e dos brasileiros. Apesar disso, é comum a confusão que se faz entre esses dois nomes.
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1600, sábado
Possível nascimento de Gabriel Ponce de Léon, filho de Bartholomeu (ou Barnabé) de Contreras e Violante Ponce De León Y Guzmán Irala (n.1560)
• 1º fonte - 24/02/2024
Gabriel Ponce de Léon. Consulta em ancestors.familysearch.org
- Quando Gabriel Ponce de León nasceu aproximadamente 1600, em Paraguai, seu pai, Cap. Barnabé de Contreras, tinha 47 anos e sua mãe, Violante de Guzmán, tinha 32 anos. Ele casou-se com María de Torales em 1625, em Villarrica, Guairá, Paraguai. Eles tiveram pelo menos 3 filhos e 2 filhas. Ele faleceu em 7 de outubro de 1655, em Parnaíba, São Paulo, Brasil, com 56 anos, e foi sepultado em São Paulo, Brasil.

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1600, sábado
Falecimento de Isabel Rodrigues
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1600, sábado
Relato do padre Andrea Lopez
• 1º fonte - 01/01/2023
A Cidade Inca Perdida De Ouro Poderia Ser Desenterrada Graças À Tecnologia Drone. Autor: Becky Mckinney, em pt.yourtripagent.com*
- Em 2001, o arqueólogo italiano Mario Polia descobriu um relato de um missionário chamado Andres Lopez nos arquivos do Vaticano. No relatório, Lopez descreveu uma cidade grande, rica em ouro, prata e jóias, chamada Paititi pelos nativos. O documento era datado de 1600 e explicava que a cidade ficava no meio da selva tropical, sem dar uma localização exata. Ligações foram feitas imediatamente entre Paititi e a lendária cidade de ouro.
• 2º fonte - 01/01/1969
*“Visão do Paraíso - Os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil”. Sérgio Buarque de Holanda
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1600, sábado
P. Bertij Tabularum geographicarum contractarum libri quatuor. Cum
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1600, sábado
Tordesilhas
• 1º fonte - 01/01/1937
*“História de Santos”. Francisco Martins dos Santos
- Dois séculos e meio depois, o famoso Tratado de 1750, veio desfazer as deficiências do de Tordesilhas. A acção di- plomática do grande santista Alexandre de Gusmão e a ca- pacidade politica de Pombal levaram-no á conclusão entre Portugal e Hespanha, consagrando e mantendo as conquis- tas realizadas pelos paulistas sobre território hespanhól por todos aquelles annos anteriores e desde a época de 1600. Os artigos 13 e 14 do novo Tratado de 1750 estabelece- ram as concessões mutuas feitas entre ambos os paizes e fixaram os novos limites entre os seus territórios, ficando para sempre desfeito o mal concebido Tratado de 1494, cujos erros de apreciação geographica, muito naturáes, em que se baseára, reduziam o Brasil, ou seja a parte portu- gueza naquella época, á pequena proporção indicada. Éra o Tratado de Madrid, celebrado a 13 de Janeiro de 1750 entre D. João V de Portugal e D. Fernando VI de Hespanha, e ractificado por ambas as côrtes em 26 do mesmo mez e em 7 de Fevereiro seguinte.
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1600, sábado
Registram-se por volta de 1600 algumas entradas em busca dessas riquezas, especialmente da lendária lagoa dourada de Paraupeba ou Paraupava
• 1º fonte - 03/03/2003
“Porta para as riquezas do Paraíso Terrestre: 1”. Carlos Pimentel Mendes, em novomilenio.inf.br
- Ainda assim, registram-se por volta de 1600 algumas entradas em busca dessas riquezas, especialmente da lendária lagoa dourada de Paraupeba ou Paraupava (nas montanhas de Sabarabuçu ou Sabaroasu - topônimo proveniente de Taberaboçu, forma corrompida do tupi Itaberaba e seu aumentativo Itaberabaoçu, significando "serra resplandecente"), onde começariam importantes rios, como o São Francisco, o Prata e o Amazonas - que se acreditava estarem interligados a ela, pelo fato de serem rios caudalosos e perenes. Tal lagoa - que explicaria o fato desses rios serem ainda mais caudalosos no verão, quando se esperaria que secassem devido ao calor - estaria no território do atual estado de Goiás ou em Minas Gerais, onde inclusive existe ainda o assim denominado sítio de Paraopeba (e o Rio Paraopeba é um dos principais afluentes do alto curso do Rio São Francisco).(ibidem)
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1600, sábado
As terras de Tibiriçá foram doadas em caráter perpétuo aos beneditinos
• 1º fonte - 01/01/2013
*Frei Agostinho de Jesus e as tradições da imaginária colonial brasileiras, séculos XVI-XVII. Rafael Schunk
- Em 1600, as terras de Tibiriçá foram doadas em caráter perpétuo aos beneditinos, iniciando as obras do claustro e ampliação da primitiva capela. O fundador, frei Mauro Teixeira, habitou esse local por alguns anos, levando uma vida solitária e eremítica. Ausentando-se da vila por volta de 1610, deixa como procurador e protetor da igreja nada menos que o temível bandeirante Manuel Preto,um dos sertanistas de maior prestígio, dono de uma grande fazenda, núcleo inicial do tradicional bairro da Freguesia do Ó. Ficou encarregado de cuidar da ermida de São Bento e demais bens do mosteiro até que novos religiosos viessem:

verdade é que também este procurador […] era um dos paulistanos de maior prestigio, nada menos do que o formidável sertanista Manuel Preto, terror das reducções jesuiticas, generalissimo do exercito paulista de 1628, arrazador do domínio ignacino no Guayrá e morto em 1630 em plena actividade de sua vida de “corsario y ladron de yndios” como delle dizia o Pe. Justo Mansilla. Opulento afazendado no Ó, com mais de mil escravos índios “conquistados por suas armas, alli fundara, em suas terras, a capella da Senhora da Expectação, dotando-a com um sitio de meia legua de terras do sertão e matos maninhos, doze escravos administrados e 36 vacas de ventre”. Era um homem de seu tempo, e da America da conquista este Manuel Preto e a sua mentalidade lhe permittia este bifrontismo de caçador de indios e procurador devotado de uma abbadia de S. Bento a quem prestou muitos relevantes serviços. (Taunay, 1927, p.45-6)

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1 de janeiro de 1600, sábado
Gaspar Vaz Guedes eleito juiz

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13 de jan. de 1600, quinta-feira
Carta dos camaristas de São Paulo
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fev. de 1600
Segunda visita a Nossa Senhora de Montsserrat / Adiante desta vila quatro léguas (19km), no sitio chamado serra de Biraçoiaba*
• 1º fonte - 15/08/2011
Ruínas podem alterar a história de Sorocaba, por Giuliano Bonamim
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• 2º fonte - 01/01/1998
*Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo
- Já em 1°. de outubro estava ele em São Paulo, onde datou uma provisão alterando de 100$ para 200$ o ordenado do Capitão Diogo Gonçalves Laço, e só voltou ás jazidas em 11 de fevereiro de 1601. É pois inexata a afirmação das memórias de Frei Gaspar da Madre de Deus quando dá a D. Francisco como presente em Biraçoyaba em 1600.

Desta segunda viagem voltou ele para São Paulo antes de junho, pois em 19 de julho já nesta vila ele expedia instruções a André de Leão que ia fazer uma expedição pelo sertão á procura da prata. Registrada a doação do engenho de ferro de Afonso Sardinha a El-Rei no primeiro livro de regimentos de 1600, no Archivo da Câmara de São Paulo, como afirmam as Notas Genealógicas citadas por Vergueiro, parece razoável supor ter se dado a transferência no ano anterior.

Em 1601 morria Laço, dando lhe substituto o Governador na pessoa de um neto, daquele e determinando que, durante a menoridade deste, servisse de capitão de São paulo e sua minas Pedro Arias de Aguirre. Assim se fez, e D. Francisco de Souza voltou para Portugal sucedendo-lhe no Governo Diogo Botelho, que em 1608 chegou do reino diretamente á Pernambuco, coisa que nunca acontecera até então. Em Madrid D. Francisco, além de provar a lisura de sua administração, conseguiu despertar a atenção de Felippe IV sobre as riquezas novamente descobertas no Brasil, organizando se então o regimento das terras minerais de 1603 e obteve a concessão [Página 31]
• 3º fonte - 01/01/1959
*Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, volume LV, 1959
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• 4º fonte - 28/08/1954
Síntese histórica do sêlo do tricentenário da cidade de Sorocaba
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• 5º fonte - 01/01/1933
*Brazões e Bandeiras do Brasil, 1933. Clóvis Ribeiro
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• 6º fonte - 01/01/1896
*Ensino Cívico
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• 7º fonte - 14/10/1886
“Memória sobre a fábrica de ferro de São João de Ipanema”. Revista de Engenharia/RJ
- Em 1590, foram descobertas as jazidas de minério de ferro do morro Araçoyaba, pelo paulista Afonso de Sardinha, que percorria os sertões da província em procura de minas de ouro. Sardinha, que era homem dotado de grande energia e gênio empreendedor, ai estabeleceu duas forjas para o tratamento direto, fazendo presente delas ao governador D. Francisco de Souza, quando no ano de 1600 visitava estes lugares.
• 8º fonte - 01/01/1885
*Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro (RJ) - 1844 a 1885
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24 de mar. de 1600, sexta-feira
Está em Santos
• 1º fonte - 01/01/1932
*Vultos e episódios do Brasil, 1932. Baptista Ferreira
- É difícil reconstituir-lhe os pagos em São Paulo. Em 24 de março de 1600 e a 27 de julho de 1601 estava em Santos. Em 26 de junho de 1600, armando cavaleiro Sebastião de Freitas, fala na minas de Biraçoyava e outras por onde andou e na ilha de Santos por ter novas de andarem por São Sebastião quatro velas inimigas.
• 2º fonte - 01/01/1627
*“História do Brasil”, Frei Vicente do Salvador (1564-1639)
- 1º de abril de 1600 não houve câmara em São Paulo, porque os oficiais e os procuradores foram ao mar com o governador, Atas, 2, 76. Fica assim determinada aproximadamente a cronologia das três descidas à marinha.
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1 de abr. de 1600, sábado
Clemente Álvares comparece em casa de Bernardo de Quadros
• 1º fonte - 01/01/1967
*Revista do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo: “Nossos Bandeirantes - Baltazar Fernandes” (1967) Luiz Castanho de Almeida
- Em 1645, ele, os genros e os filhos se transportaram para o lugar chamado Sorocaba, a légua e meia do Itavuvu ou São Felipe, para onde em 1611 D. Francisco de Sousa permitira se transportasse o pelourinho que em 1600 erguera na Araçoiaba. [Página 215]
• 2º fonte - 20/03/1917
O primeiro brasão de Sorocaba foi adotado através de lei, em função de estudo do pesquisador Zulmiro de Campos
- Por timbre adotamos a coroa mural de prata com quatro torres de ameias e sua porta cada uma, porque existe a justificativa histórica das velhas taipas ou fortificações construídas no antigo São Felippe, primitivo local da povoação sorocabana, no atual bairro do Itavuvú.

Essa edificação data de 1600 ou de 1610, e até hoje a tradição conta que alí existiam construções de muros e cercas de paus grossos afectando a forma de fortalezas ou quartéis, com portaes altos como torres, em número de quatro. Ainda hoje se conhece o local da antiga povoação com o nome de “Quartéis”.
• 3º fonte - 01/01/1900
*“A cidade de São Paulo em 1900. Impressões de Viagem”. Alfredo Moreira Pinto
- A povoação foi fundada pelos anos de 1600 a 1610 no bairro denominado Itapebussú, hoje Itavuvú, com o nome de vila de São Philippe; essa povoação, porém, decaiu rapidamente, extinguindo-se de todo.
• 4º fonte - 01/01/1861
*Revista trimensal do Instituto Histórico, Geográfico e Etmográfico do Brasil
- No morro Guracoyava, onde já no ano de 1600 se achou em pessoa D. Francisco de Sousa, que depois passando o reino, voltou a São Paulo, onde chegou em 1609, e faleceu em 10 de junho de 1611, tendo trazido a administração geral as minas com mercê de marquês delas com trinta mil cruzados de juro, e herdade.
• 5º fonte - 01/01/1822
*Memória Histórica Sobre a Fundação da Fábrica de Ferro de S. João de Ipanema, 1822. Senador Vergueiro (1778-1859)
- D. Francisco de Sousa, quando em pessoa passou a Biraçoiaba no ano de 1600, e, como era Governador do Estado, ali fundou pelourinho, que muitos anos depois passou para a Vila de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba:
• 6º fonte - 01/01/1627
*“História do Brasil”, Frei Vicente do Salvador (1564-1639)
- 1º de abril de 1600 não houve câmara em São Paulo, porque os oficiais e os procuradores foram ao mar com o governador, Atas, 2, 76. Fica assim determinada aproximadamente a cronologia das três descidas à marinha.
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17 de abr. de 1600, segunda-feira
Inventário que o juiz de órfãos Bernardo de Quadros mandou fazer por morte e falecimento de Gaspar Fernandes
• 1º fonte - 23/01/2023
ANTIGOS SESMEIROS DE PIRACICABA, Marcelo Meira Amaral Bogaciovas. Consultado em
- Gaspar Fernandes declarou ser antigo morador da capitania, desde cerca 1561 (Registro, I, 42; VII, 107). Desde 1583 já estava estabelecido na vila de São Paulo, para a banda de Pinheiros. De 1584 a 1587 foi escrivão do campo. Em 1590 esteve na guerra com o Capitão Mor Jerônimo Leitão. Foi ainda procurador do concelho no ano de 1591 e vereador no ano de 1595. Gaspar Fernandes fez testamento (Inventários e Testamentos, I, p. 373) a 13 de março de 1600 na vila de São Paulo, estando doente de cama. Deixava por herdeira da terça sua mulher, a quem nomeou por testamenteira; declarou ser casado com Domingas Antunes, filha de Antônio Preto. Por sua morte se fez auto de inventário a 17 de abril de 1600 no termo da vila de São Paulo, na paragem chamada Imbiassava.
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29 de abril de 1600, sábado
Obras atrasadas

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10 de maio de 1600, quarta-feira
Miguel Alvarez foi nomeado como meirinho do campo

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25 de maio de 1600, quinta-feira
João Soares foi nomeado como capitão da aldeia de São Miguel

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27 de maio de 1600, sábado
Geraldo Correa foi nomeado como avaliador e medidor
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6 de junho de 1600, terça-feira
Sebastião de Freitas, por alvará de 6 de junho de 1600, foi armado cavaleiro por d. Francisco de Sousa e nesse documento se faz referência aos serviços que prestara
• 1º fonte - 01/01/1929
*“Os companheiros de D. Francisco de Souza”. Francisco de Assis Carvalho Franco (1886-1953)
- Sebastião de Freitas, por alvará de 6 de junho de 1600, foi armado cavaleiro por d. Francisco de Sousa e nesse documento se faz referência aos serviços que prestara.

Assim, no ano de 1594, acompanhou ao capitão-mór Jorge Corrêa ao sertão - "desta Capitania a dar guerra ao inimigo, tendo vindo a esta vila de São Paulo a dar-lhe guerra e pô-la em cêrco. E no ano de 1595 acompanhou o capitão Manuel Soeiro ao sertão todo o tempo que lá andou e, no ano de 1596, acompanhou ao capitão João Pereira de Sousa ao sertão com sua pessoa e escravizados a uma guerra que para bem da dita Capitania foi dar; e, no ano de 1599 acompanhou ao capitão Diogo Gonçalves Laço, indo de socorro desta vila de São Paulo para o porto e vila de Santos a um rebate que houve de quatro velas inimigas que ali andavam e alí assistiu todo o tempo que o dito capitão esteve até se tornar para esta vila. E, outrossim, me acompanhou com suas armas e escravizados ao descobrimento das minas de ouro e prata e mais metais á serra de Biraçoiaba e ás mais partes por onde andei e, depois disto, me acompanhou até o porto e vila de Santos, indo eu de socorro por ter novas andarem na ilha de São Sebastião quatro velas inimigas..."
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20 de jun. de 1600, terça-feira
D. Francisco está em São Paulo/SP
• 1º fonte - 01/01/1998
*Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo
- 503-DOCUMENTO N. 1Archivo da Comarca de S. Paulo, Livro n. 55- fls. 33Dom Francisco de Souza, do conselho del rei nosso senhor, governador geral deste Estado do Brasil. etc. Faço saber aos que este meu alvará for apresentado e o conhecimento dele com direito pertencer que Antonio Raposo morador nesta villa de São Paulo me fez petição em que me pedia o armasse cavalleiro com a qual apresentou certidões e papeis dos serviços que a S. M. nestas partes tinha feito pelos quaes mostra? ter vindo de Hespanha na armada real que ia para o estreito de Magalhães na qual vinha por general della Diogo Flores de Valdez e nella veio até esta capitania de São Vicente e depois disto esteve em o forte que está situado na barra desta capitania a sua custa sem receber soldo e depois disto vindo eu a esta capitania ao descobrimento destas minas de ouro e prata e mais mestres me acompanhou o dito Antonio Raposo a serra de Biraçoiaba e Caativa, e Bituruna com sua pessoa e escravos e depois disto me acompanhou ás minas de ouro de Jaraguá e depois disto tendo eu aviso que na barra desta capitania andavam alguns inimigos corsários e indo eu de socorro ao porto e villa de Santos me acompanhou sempre com sua pessoa e armas, e escravos e tor- nando eu outra vez de socorro a tomar uma urca de hollandezes e irlandezes que no dito porto estava me acompanhou sempre na dita tomada e outrosi quando voltei terceira vez a fortificar o porto e villa de Santos entre estas e outras vezes ? sempre me acompanhou até eu tornar a esta villa de São Paulo e havendo respeito aos ditos serviços que o supplicante fez a S. M. e ser pessoa que merece hei por bem e serviço do dito senhor armal-o cavalleiro por virtude do capitulo do regimento que de S. M. tenho... as ceremonias em tal caso acostumadas, o qual traslado é o seguinte:

Hei por bem e meu serviço que as pessoas que nos navios armardes cavalleiros ou em terra em algum acto militar servirem de maneira que vos pareça serem feitas cavalleiros vós as possaes fazer encommendo-vos que os que assim fizerdes sejam taes que o mereçam assim pela qualidade do serviço como porque além de assim haver de ser quanto mais exame nisso fizerdes tanto mais estimação terão? os que forem e os que não forem procurarão fazer por onde o mereçam e os que assim fizerdes cavalleiros passareis vossa provisão para sua guarda na qual será declarada e causa porque mereçam ser fei- tos cavalleiros e de como os fizer por bem deste capitulo-r Pelo que notifico a todas as justiças e pessoas a que este fo.·-504-apresentado o conheçam por tal e lhe guardem seus privilegios de cavalleiro por firmeza do que lhe mandei passar o presente: -Dada nesta villa de São Paulo sob meu signal e sello - Pedro Taques a faz por Antonio Coelho, escrivão de minha camara aos vinte dias do mes de Junho de mil e seiscentos anos, eu Antonio Coelho a fiz escrever e a subscrevi. O governador Don Franscisco de Sousa. DOCUMENTO N. 1
• 2º fonte - 01/01/1932
*Vultos e episódios do Brasil, 1932. Baptista Ferreira
- É difícil reconstituir-lhe os pagos em São Paulo. Em 24 de março de 1600 e a 27 de julho de 1601 estava em Santos. Em 26 de junho de 1600, armando cavaleiro Sebastião de Freitas, fala na minas de Biraçoyava e outras por onde andou e na ilha de Santos por ter novas de andarem por São Sebastião quatro velas inimigas.

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22 de julho de 1600, sábado
Processo

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8 de ago. de 1600, terça-feira
Nomeação
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27 de nov. de 1600, segunda-feira
Ata desaparecida
• 1º fonte - 01/01/1957
*“Na capitania de São Vicente” II. Washington Luís (1869-1957), 11° presidente do Brasil
- Em 1902, segundo vejo do meu caderno, tomei a seguinte nota:

“Em 27 de novembro de 1600, por um termo de vereança, vê-se que nessa data se preparava, com consentimento de D. Francisco de Sousa, uma entrada ao sertão, que não era o da capitania, da qual faziam parte moradores da terra e de fora dela. Era sem dúvida a de André de Leão, que partida era dezembro de 1600 (pág. 403), ainda estava no sertão em 1601, tendo voltado por agosto ou setembro, assim completando os nove meses de que fala Glymmer. Este tomou parte em uma bandeira quando D. Francisco de Sousa, vindo da Bahia, chegou a S. Paulo para descobrir as minas de metal que continham prata extraída dos montes Sabarousom”.

No vol. 2º das Atas, em que foram publicadas as vereanças de 1600, não se encontra essa de 27 de novembro de 1600, a que se refere à nota transcrita. Como se vê no vol. 2º, das Atas às págs. 82 e 83 com que termina o ano de 1600 há uma vereança a 27 de novembro que não se refere ao preparo dessa entrada. Há depois um termo (pág. 83) de seis linhas que nada diz. Provavelmente quando Manuel Alves de Sousa copiou esse livro já as páginas correspondentes à vereança de 27 de novembro, de que foi copiada a nota transcrita, haviam desaparecido, consumidas pelo manuseio ou por outra qualquer razão. Para tal informação só resta a nota por mim tomada, que pouco valor tem, quanto à autoridade do extrato, que ficou acima transcrito. [Página 296]

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20 de dezembro de 1600, quarta-feira
Nascimento de Nicolas Sanson, em Abbeville, França
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23 de dez. de 1600, sábado
Retorno
• 1º fonte - 01/01/1934
*“O bandeirismo paulista e o recuo do meridiano”, Alfredo Ellis Júnior (1896-1974)
- Longos anos permaneceu internada no sertão a expedição de Domingos Rodrigues, pois tendo partido de São Paulo como parte integrante da expedição de João Pereira de Sousa Botafogo, como dissemos acima, em outubro de 1596, somente chegou a São Paulo em 23 de dezembro de 1600, isto é, mais de quatro anos depois. É o que nos demonstra o inventário de Francisco da Gama, um dos expedicionários, que faleceu em fevereiro de 1600, ainda no sertão, onde o capitão Domingos Rodrigues procedeu ao arrolamento dos bens, que o falecido trazia consigo ("Inventários e testamentos", v. I.o., 339). Só foi iniciado judicialmente em São Paulo esse inventário a 23 de dezembro do mesmo 1600, pela volta da expedição. ("Inventários e testamentos", I.o., 335).

ERROFONTE!!!
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28 de dezembro de 1600, quinta-feira
Sebastião de Freitas, muitos filhos e filhas, sem chãos, genro de Antonio Rodrigues. Quer mais terras no caminho dêle mesmo vindo para a vila, até a encruzilhada de Garcia Rodrigues. Recebe 300 braças

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FONTES:55

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Cassius Marcellus Clay Jr.
1942-2016
Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

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Dúvidas, críticas ou sugestões: Adriano César Koboyama