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Sorocaba/SP
Registros de 1607











ANO COMPLETO
1606  (9)
1607
34 registros / erro fontes
1608  (24)
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1607, segunda-feira
“se vendiam mui bons cavalos, cada qual por um chapéu ou meias-calças, e as vacas andavam em almoeda, sem haver quem as quisesse por três patacas, que era a dívida pela qual se rematavam”
• 1º fonte - 30/09/1958
“Os transportes em São Paulo no período colonial”, José Gonçalves Salvador
- E o padre Jácome Monteiro, que também por aquí estivera, por volta de 1607, pôde observar como

"se vendiam mui bons cavalos, cada qual por um chapéu ou meias-calças, e as vacas andavam em almoeda, sem haver quem as quisesse por três patacas, que era a dívida pela qual se rematavam".

Não se julgue, no entanto, que andar a cavalo ou servir-se dêle como cargueiro fôsse muito comezinho, porque não o exigiam as distâncias e nem os caminhos se prestavam para tanto.

As roças ficavam perto . Os trilhos predominavam em quase tôdas as direções. Apenas quatro dêles escapavam à regra geral, em fins do século: o do mar, que partindo do Páteo do Colégio, prosseguia pela atual rua do Carmo até à várzea e dali rumava para os lados do extinto Santo André da Borba do Campo, passando antes pela ribeira do Ipiranga. O outro, dirigia-se para a aldeia de Ibirapuera, a três léguas de distância, pelo espigão que separa o Anhangabaú e o Cambucí, velha trilha palmilhada pelos indígenas, e que se transformaria no caminho para Santo Amaro, no trajeto que hoje conhecemos como rua da Liberdade, rua do Vergueiro, Domingos de Morais e Avenida Jabaquara. O terceiro, seguia para os lados da aldeia de Pinheiros e demandava os sertões de Jundiaí, "nesse tempo apenas habitado por criminosos e homiziados". [Página 87]

Ainda neste século foram os rios de grande importância na vida do Planalto. Até 1610 quem quisesse ir de São Paulo para Mogí das Cruzes teria que meter-se numa canoa Tietê acima. De igual modo, quem quer que tivesse sítio ou fazenda próximo a curso navegáveis, recorria ao uso desse meio de transporte. Fabricavam os escravizados nativos à sua moda, mas com o auxílio de ferramentas introduzidas pelo europeu. [Página 92]

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1607, segunda-feira
Vida do Padre José de Anchieta. Padre Pedro Rodrigues (1542-1628)

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1607, segunda-feira
M´Boi Mirim, que na língua indígena significa rio das cobras pequenas, teve seu primeiro processo de ocupação
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1607, segunda-feira
Nascimento de Maria de Torales y Zunega Fernandes
• 1º fonte - 16/02/2023
Biografia de Maria Zunega Torales, consultada em pt.rodovid.org/wk/Pessoa:1123474
-
• 2º fonte - 12/02/2022
Biografia de Pedro Rodrigues Cabral, consultado em pt.rodovid.org/wk/Pessoa:1123471
-
• 3º fonte - 12/02/2022
Biografia de Maria de Zunega Ponce de Leon y Contreras, consultado em My Heritage
- Maria de Zunega Ponce de Leon y Contreras (nascida Torales) nasceu cerca de 1607, filha de Pedro Rodrigues Cabral e Maria Rodrigues Cabral (nascida Zunega).
• 4º fonte - 28/06/2012
História Viva - Conceição do Mato Dentro
- Gabriel Ponce de Leon, n. Cidade Real de Guairá, Paraguai, fct. Parnaíba, 1655, filha do Capitão Barnabé de Contreras e Violante de Gúsman, casado no Paraguai com Maria de Zunega e Torales, filha de Pedro Fernandes ou Rodrigues Cabral ou do seu irmão Antonio Rodrigues Cabral, ambos paulistas, filhos de Bartolomeu Fernandes e de Ana Rodrigues (ou Fernandes), que em 1611 foram para o Guairá, num suposto primeiro casamento de um deles com Maria de Zunega, nascida em Vila Rica, naquele país, que depois foi a primeira esposa do Capitão Baltazar Fernandes, o Povoador, fundador de Sorocaba, e com este vieram para Parnaíba, acompanhados ainda do irmão de Maria de Zunega, Bartolomeu de Torales, este filho de outro Bartolomeu de Torales e Violante de Zunega (em Fernandes), e de sua primeira mulher Ana Rodrigues Cabral, falecida em Parnaíba em 1634 (em Raposos Góes, de Silva Leme), todos naturais de Vila Rica, esta filha de Antonio Rodrigues Cabral, já citado, e Joanna de Escobar.

Obs. Versão de Américo de Moura. Silva Leme descreveu Maria de Torales como sendo nascida em Santa Ana de Parnaíba e filha de Baltazar Fernandes, por isso, apesar de não ter feito este Título, juntou a geração ao Título Fernandes Povoadores, Cap. 2o., Part. 1o.

Além dessas informações, no geral, os dados genealógicos brasileiros sobre Ponce de Leon não apresentam variações notáveis, inclusive nos estudos de Pedro Taques, um dos mais famosos genealogistas brasileiros, sobre Barnané de Contreras y Leon, também podemos encontrar referências esparsas a Ponce de Leon, que segue, como demonstrado antes, o itinerário de Fernão Dias Paes, que se empenhou na busca da Ilha Brasil e da lendárias Sabarabuçu. Referências mais completas sobre a genealogia da nobrezas espanhola são encontradas em sites de busca internacionais mais especializados sobre o tema.

Mas, apesar da escassez de dados, merece atenção a íntima ligação de Ponce de Leon com o Capitão Baltazar Fernandes, Povoador e Fundador de Sorocaba. Pois, a presença de castelhanos em São Paulo durante a União Ibérica (1580-1640) problematiza conexões dos moradores castelhanos com a Coroa Portuguesa (Vilardaga, 2008), mormente no tocante às rotas de escoamentos de minérios que se utilizavam para tanto do Caminho do Peabiru, trajeto também envolvido no mito do Eldorado.

A família Fernandes construiu vínculos bastante estreitos com o Paraguai, estabelecendo relações entre São Paulo e aquele país. O Capitão Baltazar (Vilardaga, ibidem), amigo e participe ativo na mítica Aclamação de Amador Bueno, parece intencionar construir, por intermédio de ligações familiares por casamento com outras famílias castelhanas poderosas e influentes, proveitosos laços que ultrapassam os vínculos familiares. Assim, o casamento de Ponce de Leon com a filha de Fernandes que, a princípio, poderia parecer singelo, evidencia uma arquitetura econômico-política de influentes famílias castelhanas do ovale paraibano, com repercussões em Minas Gerais e outras regiões do Brasil: [Páginas 273 e 274]
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janeiro de 1607
Afonso Sardinha – 1607 – Morador antigo, tinha trapiche de açúcar junto ao rio Jeribatiba. Pede os alagados nas duas bandas do rio. Esceivão já era Diogo de Unhate*
• 1º fonte - 15/03/2023
SESMARIAS, projetocompartilhar.org
- Afonso Sardinha – 1607 – Morador antigo, tinha trapiche de açúcar junto ao rio Jeribatiba. Pede os alagados nas duas bandas do rio. Esceivão já era Diogo de Unhate*

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1 de janeiro de 1607, segunda-feira
Ascenso Ribeiro prestou juramento perante a Câmara de S. Paulo, para exercer o cargo de almotacé
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1607, segunda-feira
O ferro era extraído das chamadas minas de Tambó, perto da mesma Vila Rica
• 1º fonte - 01/01/2010
*São Paulo na órbita do Império dos Felipes: Conexões Castelhanas de uma vila da américa portuguesa durante a União Ibérica (1580-1640)
- Para reforçar a importância do metal no contexto regional, vale lembrar que a moeda de ampla circulação no mundo paraguaio, em especial no Guairá - também usada para resgate com os mesmos carijós -, era a chamada cuña, pequena peça de ferro fundida.

A cuña supria a carência de moeda na região e, apesar de sua larga utilização no século XVI, foi pouco a pouco abandonada em troca dos frutos da terra. Em 1607, foi difícil encontrar alguém em Vila Rica que soubesse precisar quantos reales valia a moeda, in: AGI, Contadoria, 1609, Auto de visita a Vila Rica. 1607.

O ferro era extraído das chamadas minas de Tambó, perto da mesma Vila Rica. Em torno deste ferro e da necessidade de sua fundição, Rui Dias de Melgarejo, fundador da vila, fez uma probanza com o sentido de alavancar a atividade, mas com o cuidado de garantir sua nobre condição embora praticasse o ofício. “Probanza hecha em Villa Rica em 1578”. Apud: CARDOZO, Ramón. La Antigua…op.cit. p. 72-74

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20 de janeiro de 1607, sábado
Os índios por seu procurador acusam João Soares de maltratar os indios, que se queixavam de serem obrigados a prestar serviços “sem lhes pagar seu trabalho”

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16 de fevereiro de 1607, sexta-feira
Antonio Gonzáles do Rego deixa o cargo
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18 de fevereiro de 1607, domingo
Diversos homens poderosos, cujos nomes por essa razão não são talvez mencionados, revéis e desobedientes aos mandos das justiças, se aprontavam para ir aos carijós
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8 de março de 1607, quinta-feira
Ebirapoeira, na qual se fabricavam coisas para resgate: Testamento de “Belchior casado com Hilária Luís Grou, tio de Domingos Fernandes”
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9 de março de 1607, sexta-feira
Belchior Dias Carneiro comandou uma bandeira de cerca de 50 homens brancos e muitos nativos. Esta expedição partiu de Pirapitingui, no rio Tietê, rumo ao sertão dos nativos bilreiros e caiapós. O objetivo explícito era o descobrimento de ouro e prata e mais metais
• 1º fonte - 09/05/2022
Biografia de Lopo Dias Machado, consultada em genearc.net
- Em 9 de Março de 1607, comandou uma bandeira de cerca de 50 homens brancos e muitos índios. Esta expedição partiu de Pirapitingüi, no rio Tietê, rumo ao sertão dos índios bilreiros e caiapós. Se objetivo explícito era "descobrimento de ouro e prata e mais metais". Assaltado pelos índios, Belchior faleceu no sertão, sendo substituído no comando por Antonio Raposo, o Velho. A bandeira retornou a São Paulo no ano seguinte.
• 2º fonte - 01/01/1969
*Dados para a História dos Índios Caiapó; Mario Abdo Neme (1912-1973)
- Pouco se sabe da história dos índios Caiapó ou Bilreiros nos dois primeiros séculos do povoamento. Em 1607, o sertanista Belchior Dias Carneiro, "língua da terra", comandava uma expedição no rumo de sertões desconhecidos; para Carvalho Franco ela se destinava à "região dos bilreiros ou caiapós" que compreendia "o Rio Tietê abaixo, indo para Mato Grosso e para Goiás".

Na bibliografia paulista, essa seria a primeira referência por ordem cronológica aos Caiapó em relação com sertanistas de São Paulo. Depois, disso, pouco aparecem na documentação até cêrca de un século mais tarde, quando passam a ser continuamente citados, em razão das proezas que praticam contra viajantes de Cuiabá e também por causa da guerra implacável que os brancos lhes movem.

Realmente, a maior soma de informações a respeito dos Caiapó ou Bilreiros começa a aparecer a partir de 1720,marcando esta data o início de um período em que êles são a todo momento apontados como índios gu·erreiros evolantes. Não obstante, essa disposição de ânimo dos Caiapó era já denunciada na segunda metade do século antecedente, ocasião em que ocupavam a área araguaiana do Planalto Central. A respeito de uma bandeira paulista que desde 1671 se havia arranchado junto das cabeceiras do Tocantins, informava em 1676 o padre Antônio Raposo que no ano anterior,"passando pelo sítio onde se tinha alojado o cabo da tropa de Sã. [Página 103]
• 3º fonte - 01/01/1969
*“Visão do Paraíso - Os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil”. Sérgio Buarque de Holanda
-
• 4º fonte - 01/01/1954
*“Dicionário de bandeirantes e sertanistas do Brasil - séculos XVI - XVII - XVIII” de Francisco de Assis Carvalho Franco
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13 de março de 1607, terça-feira
Sesmarias
• 1º fonte - 01/01/2006
*Caminhos e descaminhos: a ferrovia e a rodovia no bairro Barcelona em Sorocaba/SP, 2006. Emerson Ribeiro, Orientadora Drª. Glória da Anunciação Alves
- E o caminho do meio, isto é, por Vargem Grande e São Roque, tem a mesma antiguidade, pois Pedro Vaz Guaçu é do tempo de Baltazar, só que me parece que a principio este caminho ladeava a sesmaria de Pirajibu vindo a sair no Iporanga e daí no primeiro caminho, além do Boa Vista.

Ainda segundo Almeida, os caminhos que ramificavam na serra de São Francisco iam a dois sentidos: um ia para a cidade de São Roque e o outro para Sorocaba.

O caminho dos Morros e o da Caputera, como até hoje, encontravam-se numa encruzilhada que levava à Penha a ao Popolo ou São Francisco, e, enfim, o de São Roque procurou Inhaíba, passa três, Caputera, quase como hoje. Estes ramais dos Morros e tronco para São Roque existiam pelo menos aí por 1750, mas teriam começado antes. [Páginas 107 e 108]

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22 de abril de 1607, domingo
Testamento de Izabel Fernandes
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5 de maio de 1607, sábado
Carta de Hernando Arias ao rei, sugeriu que pelo menos seis padres da Companhia de Jesus partissem de São Paulo, pela via proibida, para atuar no Guairá
• 1º fonte - 01/01/2010
*São Paulo na órbita do Império dos Felipes: Conexões Castelhanas de uma vila da américa portuguesa durante a União Ibérica (1580-1640)
- Portanto, num primeiro momento, entre os anos de 1603 e 1607, o caminho esteve bastante frequentado e facilitado, como atesta inclusive a quantidade de clérigos que o utilizaram tanto para se ordenar em Assunção quanto para assumir os vicariatos de Ciudad Real e Villa Rica, que contavam, ambos, com religiosos de São Paulo. O próprio Hernando Arias sugeriu que pelo menos seis padres da Companhia de Jesus partissem de São Paulo, pela via proibida, para atuar no Guairá. [página 234]

Podemos comprovar incontestavelmente que Pero Ribeiro acompanhou Manoel Pinheiro. Diante das suspeitas quanto ao episódio do negro confiscado - e depois resgatado pelo próprio dono -, Hernando Arias ordenou uma visita às caixas reais de Ciudad Real e Villa Rica em 1607. Na cabeça das investigações estava o “apaixonado” antilusitano Diego de Teva. A visita e os autos mostraram que as caixas reais das duas cidades tinham parte da cera, ferro e pólvora retirada ilegalmente pelos moradores ou mesmo com mandatos do bispo e outras autoridades. Dentro delas, restava somente alguma ametista, ferro, cera, e alguns documentos antigos. O histórico dos dízimos estava todo calculado em cuñas, cujo valor correspondente o inquérito não conseguiu precisar. Os envolvidos eram os falecidos Diego de Zuniga e Juan Merino, respectivamente contador e tesoureiro, e os seus sucessores Blas de Almada e Bartolomeu de Torales.

Torales aparecia, nos depoimentos, como aquele que havia mandado confiscar os negros da Guiné, ao mesmo tempo em que deixara passar a grande quantidade de tecido trazida pelos mercadores, sem registro. Eram dois escravos: um de Manoel Pinheiro e outro de Pero Ribeiro. Cobrados os dízimos, que aparentemente nunca foram para a caixa real, os escravos foram leiloados, sendo um arrematado pelo próprio dono e o outro arrematado por um terceiro, mas que, conforme depoimento de Antonio Aresco, que demonstrava conhecer os mercadores pelo nome, também foi parar na mão do dono original. No fundo, uma operação corrupta travestida de legalidade. [página 245]
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junho de 1607
Falecimento de Belchior Dias Carneiro*
• 1º fonte - 01/01/1957
*Na Capitania de São Vicente
- Foi cabo da bandeira que em 1607 entrou pelo sertão dos bilreiros a cativar índios a mandado de Diogo de Quadros, provedor das minas, a fim de arranjar mão-de-obra para uma fábrica de ferro que havia em Ebirapoeira, na qual se fabricavam coisas para resgate. Belchior Carneiro tomou parte na entrada de Antônio de Macedo e de Domingos Luís Grou, seu sogro, a qual na volta, fora desbaratada perto do rio Jaguari; fora um dos membros da companhia de Nicolau Barreto e, parece, fizera uma entrada por sua própria conta no sertão dos índios temiminós (Inv., vol. 2º, pág. 111). [Página 331]
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1 de junho de 1607, sexta-feira
Engenho de ferro
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6 de junho de 1607, quarta-feira
Engenho
• 1º fonte - 07/01/2023
Martim Rodrigues Tenório de Aguilar (1560-1612), genearc.net
- "Tenho gasto em duas vezes que tenho mandado buscar esta gente que dizem estar em este mato: a primeira vez, 34 dias a 3 negros cada dia, que são perto dos 102; mais outra vez, 46 dias a 3 negros cada dia, que são perto de 148, e juntando-se todas 240 peças às que tenho gastado em esta demanda até hoje, 6 de Junho de 1607 anos, são por todo 207 serviços os que hei gastado em buscar esta gente encantada".

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21 de julho de 1607, sábado
Carta do bispo de Leiria, vice rei de Portugal, D. Pedro de Castilho ao rei (D. Flipie II) acerca de uma consulta do Conselho da India, relativa ao que pede o fundidor-mor da artilharia do Estado do Brasil, Domingos Rodrigues; é de precer que pela suficiência deste homem, convirá a sua residência naquelas partes, e que se lhe deve fazer mercê de vinte mil reis cada ano, até que seja provido nalgum oficio

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ago. de 1607
Falecimento de Izabel Fernandes*

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11 de agosto de 1607, sábado
Declaração, procuração, crédito comercial) de Adriaen van Santvoort, Cornelis Munnincx, Balthasar de Smith, Jeronimus van de Brugge, Hendrick van Lemens, Pieter van Leyden, Gerrit Claess, Claes Clouck, Nicolaes du Gardyn

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15 de agosto de 1607, quarta-feira
Diogo de Quadros resolveu abandonar os dois engenhos que construiu para capturar índios
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15 de ago. de 1607, quarta-feira
Construção de um engenho de ferro sob a invocação de Nossa Senhora de Agosto
• 1º fonte - 07/01/2023
Martim Rodrigues Tenório de Aguilar (1560-1612), genearc.net
- "Este livro, hize por quietud de mi memória, para por ele saber na verdad lo que debo e o que me devem".

Entre as contas: Deu 10 arretéis de cera a Baltazar Gonçalves, mordomo de Santo Amaro.

Em 15 de Agosto de 1601, assentou-se como confrade de Nossa Senhora do Carmo e tomou o batismo. (Nota: este fato tem sido tomado como prova de que Martim seria judeu, tendo recebido o batismo "de pé", isto é, em adulto. No entanto, aqui Martim se refere ao batismo da ordem, quando o novo irmão é recebido como parte da congregação, após os ritos de iniciação).

Contas com Clemente Álvares "lhe devo sete cruzados em dinheiro, menos aquilo que no traslado do inventário de seu pai se achar que paguei a Antonio de Siqueira, de o buscar e trasladar".

Com Baltazar Gonçalves tinha contas de feitio de sapatos que Baltazar fizera.

Contas com José Planta eram freqüentes e as últimas datam de 29 de Maio de 1608. (Dá a impressão que José Planta fazia as vezes de secretário, comprador e pagador de Martim).

Com Damião Simões tinha anotado despesas que fizera com educação, vestuário, com carta de emancipação datada de 2 de Maio de 1602, para tratamento de saúde que Damião fez em casa de Pascoal Leite. Com Gaspar Conqueiro tinha tráfego de mercadorias, entregues por Gaspar, para Martim dar à gente de Conqueiro. Neste manuscrito, constam também algumas lembranças:

"El engeño de hierro começo a moler quinta fera a 16 de aguosto de mil y quinientos y siete años, al qual engeño pusieram por nombre Nuestra Señora de Aguosto, qués la assuncion bendita y su dia a 15 del dito mes."

"Tenho gasto em duas vezes que tenho mandado buscar esta gente que dizem estar em este mato: a primeira vez, 34 dias a 3 negros cada dia, que são perto dos 102; mais outra vez, 46 dias a 3 negros cada dia, que são perto de 148, e juntando-se todas 240 peças às que tenho gastado em esta demanda até hoje, 6 de Junho de 1607 anos, são por todo 207 serviços os que hei gastado em buscar esta gente encantada".

"Tenho gasto de vinho desde que cheguei até agora [...] mais 3$800 réis que comprei em a vila de São Paulo, de casa de Rafael de Oliveira, por dois couros [...] e tenho gasto em vinho desde que vim do sertão até agora, primeiro de junho de 1607 anos, 9$800 réis.

Mais meia pataca, mais duas patacas, até hoje, 13 de Setembro de 1607 anos, são treze mil réis os que tenho gasto.
• 2º fonte - 18/02/2012
“A fábrica de ferro no morro da Barra da barra de Santo Antônio - Século XVII - Uma indagação”
- Fatos históricos contados e averbados por documentos são marcantes para desvendar mistérios que ficam por vezes obscuros. Ao possuir maiores informações da história transmitida, surge uma série de indagações presumíveis, da qual pode resultar uma dedução.

Ao descortinar a história, nos aproximamos de uma citação a um rio denominado Geribatiba, o atual Rio Pinheiros, que por certo não possui nenhuma semelhança ao Rio Jurubatuba, com sua nascente na Serra do Paranapiacaba. O Rio Pinheiros teve sua sinuosidade alterada, contornando a margem de Santo Amaro que, diga-se também é a mais antiga vila do planalto, anterior até a São Paulo de Piratininga.

À beira do rio, a madeira, combustível básico das forjas, e o minério a céu aberto, eram transportados rapidamente do litoral de Santos, com vilas prósperas, construídas às margens de rios ou litorâneas.

A implantação da forja foi a passos lentos, pois parte do equipamento perdeu-se na viagem marítima, talvez provindo da metrópole portuguesa ou de seus consórcios com holandeses ou ingleses. Citava-se que Diogo de Quadros era provedor das minas, tinha poucas posses e ia devagar com o projeto, mas acabá-lo era importante, pois ali havia muito metal de ferro.

Não havia mão de obra especializada, e era tudo lento, demorando quase dois anos para sua implantação. A produção tornou-se dispendiosa, o ferro era produzido a custo de 4 mil réis o quintal, quando valia só a metade.

Queixava-se Diogo de Quadros da baixa produtividade dos “índios maramomís” na produção de carvão e o serviço não se desenvolvia como “Sua Majestade” pretendia, perdendo seus reais quintos, imposto da produção efetiva.
• 3º fonte - 07/11/1965
Anais do III Simpósio dos Professores Universitários de História
- Contudo no mesmo ano, novamente os vereadores de São Paulo reportam-se a dois engenhos que Diogo Quadros pretende abandonar, ausentando-se para o sertão; e como um dos engenhos estivesse "em bom estado de se acabar", os representantes do povo" requeriam mandar notificar "Diogo Quadros não largar o dito engenho..." (94).

E de fato, certamente o administrador das minas terminou a forja, pois o início dos trabalhos de fundição é fixado em 1607, como comprova o texto do Livro de Assentos, de Martim Rodrigues Tenório, morador em Ibirapuera: "... el enjl:!fio de hierro começo a moler quinta fera a 16 de agousto de mil y seiscientos y siete afios aI qual enjefio pusieron por nombre nuestra sefiora de aguosto quis la assuncion bendita y du dia a 15 deI dicho mes ... " (95).

Podemos extrair dessa documentação algumas informações claras:

1. - Diogo Quadros, para receber as ferramf:ntas e ajuda financeira de S. Magestade, compromete-se a erigir dois engenhos na capitania de São Vicente;

2. - de fato, o administrador das minas inicia a construção dos dois engenhos; contudo, somente um dêles parece chegar a seu término, começando os trabalhos de fundição a 15 de agosto de 1607 e recebendo por isso, em honra à fêsta litúrgica, a denominação de Nossa Senhora da Assunção;

3. - a localização dêsse engenho é próxima a São Paulo e, portanto, identifica-se com a forja de Santo Amaro, em Emboaçava, muito bem focalizada pelo Prof. Sérgio Buarque de Holanda em artigo sôbre o assunto;

4. - em tôda a documentação, o texto que fêz alusão à serra de Biraçoiaba é confuso, não esclarecendo se há engenho ou apenas metal de ferro em abundância. [Páginas 191 e 192]
• 4º fonte - 01/01/1954
*“Dicionário de bandeirantes e sertanistas do Brasil - séculos XVI - XVII - XVIII” de Francisco de Assis Carvalho Franco
- Com seu sogro construiu no ano de 1606, em Santo Amaro, um engenho de ferro sob a invocação de Nossa Senhora de Agosto, engenho esse que, por herança, veio a pertencer a Luiz Fernandes Folgado.
• 5º fonte - 01/01/1948
*A Fábrica de Ferro, DIGESTO ECONÔMICO. Sérgio Buarque de Holanda
- Fatos históricos contados e averbados por documentos são marcantes para desvendar mistérios que ficam por vezes obscuros. Ao possuir maiores informações da história transmitida, surge uma série de indagações presumíveis, da qual pode resultar uma dedução.

Ao descortinar a história, nos aproximamos de uma citação a um rio denominado Geribatiba, o atual Rio Pinheiros, que por certo não possui nenhuma semelhança ao Rio Jurubatuba, com sua nascente na Serra do Paranapiacaba. O Rio Pinheiros teve sua sinuosidade alterada, contornando a margem de Santo Amaro que, diga-se também é a mais antiga vila do planalto, anterior até a São Paulo de Piratininga. À beira do rio, a madeira, combustível básico das forjas, e o minério a céu aberto, eram transportados rapidamente do litoral de Santos, com vilas prósperas, construídas às margens de rios ou litorâneas.

A implantação da forja foi a passos lentos, pois parte do equipamento perdeu-se na viagem marítima, talvez provindo da metrópole portuguesa ou de seus consórcios com holandeses ou ingleses. Citava-se que Diogo de Quadros era provedor das minas, tinha poucas posses e ia devagar com o projeto, mas acabá-lo era importante, pois ali havia muito metal de ferro.

O equipamento era composto de dois malhos de 175 quilos, duas argolas de mesmo peso, duas chapas cada de 30 quilos e duas de 60 quilos. Tudo perfazendo a soma de investimento de 36 mil réis. [HOLANDA, S. B. (1948). A Fábrica de Ferro, DIGESTO ECONÔMICO, no 38. 78-81.]

Assim as forjas, que hoje denominaríamos fábricas, estavam situadas nas terras de Afonso Sardinha (Titulado de Fundador da Siderurgia Brasileira) que, embora fixado em Santos, possuía lá seus interesses no planalto e aqui tinha morada em Ubatá, atual Butantã. Uma gleba de terra naquele tempo incluía léguas e léguas de distância, até perder-se de vista. Abrangia o “Borapoeira”, tornando-se depois Ibirapuera e que, devido à devoção portuguesa a Santo Amaro, já deu muitas histórias maravilhosas, nascidas da fé erigindo muitas igrejas e capelas. Havia uma capela de Santo Amaro de Ibirapuera referenciada em 1605, anterior a fábrica de ferro datada de 1607 nos assentos de Martin Rodrigues Tenorio:

“O engenho de Ferro começou a fundir quinta-feira a 16 de agosto de 1607 ao qual possuíram por nome Nossa Senhora de Agosto que é a Assunção Bendita e seu dia 15 do dito mês”. [HOLANDA, S. B. (1948). A Fábrica de Ferro, DIGESTO ECONÔMICO, no 38. 78-81]
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setembro de 1607
Sardinha é eleito vereador*

ERROFONTE!!!
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6 de setembro de 1607, quinta-feira
Contract (Statement) of Cornelis Meunicx, Adriaen van Santvoort, Balthasar Smit, Jeronimus Verbruggen, Rogier Nicola

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10 de set. de 1607, segunda-feira
Iniciado o Inventário de Izabel Fernandes
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13 de setembro de 1607, quinta-feira
Martim

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17 de setembro de 1607, segunda-feira
Desconfiança de D. Francisco

ERROFONTE!!!
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19 de outubro de 1607, sexta-feira
Conselho de Portugal -Sobre vinte e nove consultas [do Conselho de Portugal] que el-rei ordenou que o conselho revisse, cujas pessoas são as seguintes: D. Manuel Mascarenhas; Francisco Privado de Faria; D. Luís Coutinho de Meneses; João Álvares Soares; D. Pedro Mascarenhas; D. Violante Henriques; Luís de Aragão de Sousa; D. Inácia de Meneses; D. Isabel de Castro; Aires Correia Barem; Baltasar Pereira de Castel-Branco; D.
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3 de nov. de 1607, sábado
Terras
• 1º fonte - 12/08/1982
Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado-CONDEPHAAT
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• 2º fonte - 01/01/1969
*Revista do Arquivo Municipal de São Paulo CLXXVI. Prefeitura do Município de SP
- No ano seguinte veria Afonso Sardinha aumentada suas propriedades. Tendo requerido a Gaspar Conqueiro, capitão e ouvidor com alçada em São Vicente, loco tenente de Lopo de Souza, que como morador antigo da capitania, que em tudo servira a el-Rei e pronto estava para outra vez o fazer, desse-lhe "uns alagadiços e campos", situados ao longo do rio "Jerobatiba", de ambos os lados, onde tinha sua fazenda e um trapiche de açúcar, deferindo-lhe o ouvidor ao que pedia, mandando passar-lhe a respectiva carta em data de 3 de novembro de 1607.
• 3º fonte - 01/01/1921
*Sesmarias de 1602-1642, Publicação Oficial do Arquivo do Estado de São Paulo, impresso pela Tipografia Piratininga
-
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16 de novembro de 1607, sexta-feira
João Soares nomeado capitão dos índios de Guarapiranga
• 1º fonte - 01/01/1957
*Na Capitania de São Vicente
- Não estará longe da verdade quem disser que João Ramalho fazia parte da feitoria, estabelecida por iniciativa particular no porto de São Vicente, e, sem perder o contacto com essa feitoria, estabeleceu-se no planalto. Morou em lugar chamado Jaguaporecuba, próximo a Ururaí, como se vai ver.

Na carta de sesmaria, concedida por Jerônimo Leitão aos índios de Piratininga em 1580 (Registro Geral, vol. 1º, pág. 354) escreve-se a palavra Jaguaporecuba cuja penúltima sílaba está roída por traças. Mas no mesmo 1º volume desse Registro, pág. 150, se encontra a transcrição da provisão em que João Soares, em 1607, é nomeado capitão-mor dos índios da aldeia de Guarapiranga, da aldeia-nova de Guanga e de Jaguaporecuba. [Página 152

ERROFONTE!!!
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26 de novembro de 1607, segunda-feira
Duque mandou interromper a tomada de residência que se fazia sobre o governo de Francisco
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1 de dezembro de 1607, sábado
Os oficiais da Câmara Municipal da vila de São Paulo dizem ter recebido a notícia de que "Belchior Rodrigues, de Birapoeira, com forja de ferreiro, queria ir para "Piassava das Conoas", onde desembacarvam carijós e que era um prejuízo para esta vila"

ERROFONTE!!!
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1 de dezembro de 1607, sábado
O ferro era de fundamental importância na vila, pois tanto os objetos como as ferramentas feitos deste metal eram amplamente utilizados para o pagamento dos serviços praticados por índios

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FONTES:22

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Cassius Marcellus Clay Jr.
1942-2016
Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

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