Fragmentos de História: índios e colonos em Sorocaba - 1769-1752* - O mapa de Jansenius Blaeu também pode ser encontrado na série de fascículos do jornal Cruzeiro do Sul (Figura 4), escritos por Bonadio e Frioli (2004, p. 31), para os quais O povoado do Itavuvu, elevado a vila com o nome de São Felipe, aparece neste mapa de 1640, de Guilherme Jansênio Blaeu com o nome de Philippa villa. O trabalho cartográfico a localiza corretamente num ponto próximo ao rio Sorocaba e registra a vizinhança dos Tupiniquim. A região, no entanto, é mostrada como se estivesse muito mais próxima do Paraguai do que na realidade (minhas ênfases). As bases físicas sobre as quais se encontra o município começaram a ganhar forma há milhões de anos, com a definição geológica da bacia do rio Sorocaba, na chamada depressão periférica. Até há pouco tempo, a historiografia sorocabana afirmava que a região em que se encontra o município de Sorocaba era habitada antes de sua fundação por índios Tupis. A prova disso seria um mapa de Guilherme Blaeu, de 1640, em que a região de Sorocaba aparece em território Tupiniquim e as urnas funerárias encontradas na cidade. No entanto, um estudo recente, publicado na REU (Revista de Estudos Universitários) da Uniso (Universidade de Sorocaba), demonstrou que o mapa citado como prova pela historiografia sorocabana é fraudulento, tratando-se de uma sobreposição moderna de dois outros mapas, o Plata America e provincia de Corneille Wytfliet e o Accuratissima Brasilae Tabula de Joannes Janssonius. Além disso, sabe-se que os Tupi se localizavam na costa do Brasil e não no interior, como fica evidente no trabalho do arqueólogo Joaquim Brochado. Por fim, o importante mapa etno-histórico de Curt Nimuendaju localiza a região de Sorocaba em território Jê. Portanto, ao contrário do que afirma a historiografia sorocabana, a hipótese de que Sorocaba fosse fundada em território Tupi está completamente fora de cogitação. Da mesma forma, a ideia de que o Peabiru cortasse a cidade de Sorocaba permitindo o comércio dos índios com os incas não passa de especulação e carece de fontes históricas e arqueológicas. No entanto até hoje são encontradas cerâmicas indígenas. Por exemplo, durante escavações efetuadas para a instalação do sistema de esgoto em fevereiro de 2006, encontraram-se pedaços de cerâmica rústica a cerca de dez quilômetros do centro da cidade, no bairro Brigadeiro Tobias. [Página 295] ERROFONTE!!! O Caminho de Peabiru e o Paraná Espanhol (Cláudia Inês Parellada, arqueóloga do Museu Paranaense). GEAR Unicentro - *Cadernos da divisão do arquivo histórico e pedagógico municipal Nº 2, 1988. Prof. Dr. Armando Sérgio da Silva, Secretário Municipal de Educação e Cultura de Mogi das Cruzes - ERROFONTE!!! ERROFONTE!!! ERROFONTE!!! ERROFONTE!!! ERROFONTE!!! ERROFONTE!!! ERROFONTE!!! *Sesmarias de 1602-1642, Publicação Oficial do Arquivo do Estado de São Paulo, impresso pela Tipografia Piratininga - Registo da dada de terras de João Moreira, Innocencio de Brito e Felippe Moreira. Antonio de Aguiar Barriga, capitão-mor e ouvidor com alçada em toda esta capitania de São Vicente, pelo senhor conde de Monsanto, donatário perpétuo dela por Sua Majestade, etc., aos que a presente minha carta de dada de terras de sesmaria, de hoje para todo sempre, apresentada for, e o conhecimento dela com direito deva e haja de pertencer, faço saber que João Moreira, Innocencio de Brito e Felippe Moreira me fizeram a petição atrás escrita, dizendo em ela que eles eram filhos e netos de povoadores e conquistadores daquela villa de São Paulo, e que nunca lhes foram dadas terras pelos sesmeiros passados para fazerem suas roças para sustentarem suas mulheres e filhos, pedindo-me lhes fizesse mercê, em nome do conde donatário, para cada um deles suplicantes de uma légua de terras de sesmaria na paragem de Jarabobom Soro..., vindo do sertão à mão direita, correndo. [p. 385]para Piraca..., por diante, atrás ou adiante, onde dadas não fossem, no que receberiam mercê. A qual sua petição, sendo por mim vista, e seu pedimento ser justo, houve por bem de lhes prover o despacho seguinte: Visto a petição dos suplicantes e o que nela alegam, lhes dou, em nome do conde donatário, a terra que pedem, não sendo dada; e, sendo-o, correrão adiante onde por dar estiver, para o que se passe carta. Santos, dois de maio de mil e seiscentos e quarenta....................................................................................... Em nome do conde de Monsanto, aos ditos João Moreira, Innocencio de Brito e Felippe Moreira, das três léguas de terras que em sua petição fazem menção, na parte e paragem nela declarada, as quais terras lhes dou para eles suplicantes e para suas mulheres e filhos, herdeiros ascendentes e descendentes que após deles vierem, de sesmaria, forras, livres de todo tributo e pensão, pagando somente o dízimo a Deus Nosso Senhor dos frutos que nelas colherem; as quais lhes dou com todas suas entradas e saídas, e logradouros e serventias novas e velhas, e por esta somente hei por empossados e metidos de posse das ditas três léguas de terra aos ditos João Moreira, Innocencio de Brito e Felippe Moreira, cada um da sua. E, sendo caso que sejam dadas, correrão atrás ou adiante onde por dar estiver, para que, em diante, como suas que são, possam fazer suas roças e lavouras e benfeitorias. E assim mando a todas as justiças desta dita capitania que lhes cumpram e façam cumprir esta como nela se contém, sem dúvida nem embargo algum. Dada nesta villa de Santos... [p. 386]aos dois dias do .........., de seiscentos e quarenta anos, a qual será registrada nos livros do registro da fazenda de Sua Majestade, onde as tais se costumam registrar. Francisco Rodrigues Raposo, escrivão de meu cargo, a fez no dito dia, mês e ano. O qual traslado de carta de data de terras de sesmaria eu, Francisco Rodrigues Raposo, escrivão da fazenda de Sua Majestade nestas capitanias de São Vicente e Nossa Senhora da Conceição, a fiz trasladar da própria, que tornei à parte, e vai na verdade sem coisa que dúvida faça; e a corri e concertei com oficial da fazenda comigo assinado nesta villa de Santos, aos dois dias do mês de abril de mil e seiscentos e quarenta anos, e a subscrevi.Francisco Rodrigues RaposoConcertado por mim, escrivão da fazendaFrancisco Rodrigues Raposo ERROFONTE!!! *“Baltazar Fernandes: Culpado ou Inocente?”. Sérgio Coelho de Oliveira, jornalista e historiador - O monsenhor Paulo Florêncio da Silveira Camargo descreve este fato em seu livro "História de Santa Ana de Parnaíba": "Repercutiu em Parnaíba, o breve libertador dos nativos, a dita bula do papa Urbano VIII (22 de abril de 1639). Atribuíram aos jesuítas a consecução da referida bula e queria expulsá-los de São Paulo. Na reunião das Câmaras, em São Vicente (24 e 25 de junho de 1640), Baltazar Fernandes representou Parnaíba". *Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, volume XLII - ERROFONTE!!! *“Baltazar Fernandes: Culpado ou Inocente?”. Sérgio Coelho de Oliveira, jornalista e historiador - Nas questões políticas, como representante de Santa Ana de Parnaíba e líder de sua comunidade, está sempre na vanguarda dos acontecimentos a qualquer preço. Por ter participado, em 1640, juntamente com outras lideranças paulistas, do episódio da expulsão dos jesuítas de São Paulo, foi castigado pela Igreja, sofrendo a pena de excomunhão. Os paulistas justificavam a decisão, diante do fato dos padres terem extrapolado as suas funções, indo além do poder espiritual, interferindo nas questões políticas do povoado. Pesou, principalmente, na decisão dos paulistas, a publicação da bula do Papa Urbano VIII, que proibiu a escravização dos nativos, uma causa defendida pelos jesuítas. Em 1647, esclarecidos os fatos, um alvará régio suspendeu a pena de excomunhão. ERROFONTE!!! ERROFONTE!!! ERROFONTE!!! update tabela set fontes=8 where autor=10641 and ano=1640 FONTES:8 DEUS!
![]() Fonte: ERRO!
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