As Origens e os Pioneiros “ Abrindo Caminhos” 15 de abril de 2016, sexta-feira 13975§ Capítulo I“Uma Bandeira em Araraquara em 1723. O ‘Picadão de Cuiabá, de Pimenta Bueno, em 1837. Sesmarias e posses nesta região. ” O conhecimento do recanto paulista em que vivemos começou em 1723. Um bandeirante de fama, Sebastião Sutil de Oliveira, juntamente com um seu irmão e o padre Frutuoso da Conceição conseguiram licença para organizar uma bandeira e procurar ouro nas imediações de Araraquara, que estava localizada em pleno sertão e onde só havia índios. Vieram e deixaram vestígios de mineração citados por vários cronistas antigos. Por esse tempo, governava São Paulo D. Ro-drigo Cezar de Menezes. Esse governador pensou em abrir caminho por terra para as minas de Cuiabá, em Mato Grosso, minas essas muito ricas e recentemente descobertas. Havia comunicação pelo Rio Tietê, mas era muito penosa por causa das quedas d’água desse rio. Além disso, somente um caminho terrestre resolveria bem o transporte de tropas e materiais. Abriram-se na época vários caminhos em sentido a diversas direções como Goiás, Sul do Brasil e Mato Grosso. Para que se tenha ideia da lentidão da conquista da terra quando a população é pouca citaremos apenas uma estrada que foi aberta em nosso território em 1837, época bem recente e que permanece na tradição oral. Essa estrada cortou sesmarias e posses com suas sedes distantes e isoladas. Em 1837, de Araraquara até as barrancas do Rio Paraná, não existia nenhuma povoação, apenas cons-tam pousos de monções à beira das quedas d’água do Rio Tietê. Chamava-se essa via de comunicação Picadão do Cuiabá, e foi aberta por Joaquim Francisco Lopes, irmão do guia Lopes[p. 11] Estrada do Avanhandava;Estrada do Sertão;Caminho do Sertão;Estrada Reiuna;Ponte Reiuna;Estrada Velha de Pedras à Araraquara;Estrada do Taboado;Estrada dos Fugidos;Estrada da Estiva;Estrada Velha do São Bento e outras. Muitos, como é fácil de verificar são os sinônimos. “NO CAMINHO DAS PEDRAS. ”Fundação de ItápolisComo acontece de um modo geral com as cidades sertanejas, Itápolis foi fundada seguindo os mesmos parâmetros. Após ser fundada a capital de São Paulo e estabelecida a comunicação com o litoral, iniciavam-se as conquistas de terras desconhecidas. Para desenvolver riquezas, fazia-se necessário o braço do trabalhador. Com esse pensamento, o paulista partiu em busca do índio para torná-lo seu escravo, embrenhando-se pelas matas inóspitas de um sertão desconhecido. Para atingir suas metas, percorriam caminhos dos rios, picadas ou trilhas feitas pelos índios. [p. 13] (permuta por dois animais), foi passada em documento particular datado de 13 de março de 1838; Antonio Ferreira de Sousa, em 15 de julho de 1843, vendeu ao Sargento Amaro José do Vale sua posse da Fazenda da Grama; além de Antonio Batista Gil que também vendeu sua posse da Fazenda Cachoeira do Ribeirão dos Porcos a Francisco Pinto de Sousa em 12 de fevereiro de 1833. Antes dessa compra da Fazenda Boa Vista do São Lourenço, pouco se sabe do local, a não ser que em 1723, no governo de Rodrigo Cezar Meneses, uma bandeira partiu de São Paulo a caminho de Goiás e Mato Grosso à procura de ouro. Na rota para Goiás, cortando o sertão paulista, fica nossa região, sendo possível acreditar que o chefe da Bandeira, Sebastião Sutil de Oliveira e o irmão Padre Frutuoso da Conceição por aqui passaram e provavelmente das terras desfrutaram por algum tempo, depois rumaram em busca de ouro, deixando abertos os caminhos, dos quais a História não tem registro, num período de pouco mais de cem anos. Os dados passam a ser confiáveis a partir dos Castilho que eram criadores de cavalos e venderam a Fazenda Boa Vista para Pedro Alves de Oliveira. Assim sendo, a fazenda comprada por Pedro Alves de Oliveira consiste no berço de nossa Itápolis. O Alferes ergueu a Capela Velha do Espírito Santo do Ribeirão dos Porcos. Doou 12 alqueires e três quar-tas de terras ao Divino Espírito Santo. A fazenda passou a se chamar Boa Vista do São Lourenço. Em 20 de outubro de 1862 estava fundada a cidade de Itápolis pelo Alferes Pedro Alves de Oliveira, data em que o juiz de Araraquara homologou o inventário de Pedro, pela morte de sua mulher Maria Jerônima Soares, com quem teve 12 filhos. Surgiu o Patrimônio do Espírito Santo, localizado dentro e a leste da Fazenda Boa Vista, à beira do Ribeirão dos Porcos, rente à estrada velha de Novo Horizonte. Devido à malária que grassava por ali, Pedro, o fundador da cidade, transferiu-se para onde hoje é a cidade de Itápolis, erguendo o povoado Espírito Santo do Córrego das Pedras, doando 112 alqueires de terras para o Patrimônio. Tornou a casar-se, desta vez com Ana Luiza de Jesus e tiveram mais três filhos. Continuou cedendo seus terrenos com a finalidade de povoar a região. No ano de 1891, quem veio proceder à instalação do município, em meio a muita festa, foi o coronel Rodolfo Augusto de Moura, então presidente da Câmara Municipal de Araraquara. Foi ele quem deu posse ao primeiro Conselho da In-tendência de Boa Vista das Pedras. Como intendente, Antonio da Silva Florêncio Terra deu a primeira nomenclatura das ruas da Cidade em 22 de março de 1892 e os primeiros passos para encaminhá-la dentro da ordem e do progresso. Família numerosa e abastada, os Amaro tiveram decisiva influência no desenvolvimento da região. Mais de um Amaro fundou povoações nos arredores. Nova América, Tapinas, Quadro, Vila Alicina, Mon-jolinho, São Lourenço, Borborema, Novo Horizonte, Itajobi, Urupês (Mundo Novo), Marapuama, Vila Açaí (pertencente a Itajobi), Vila Cajado (Tijuco Preto) e outras, todas resultaram da influência direta e fecundante de Itápolis. Fácil é aquilatar a grandeza da extensão territorial que as localidades citadas abrangem, da sua população e sua riqueza. Itápolis foi de tudo isso a célula geradora. Após 32 anos, Boa Vista das Pedras passou à categoria de cidade, graças ao projeto do vereador Victor Antonio Lagrotti, o qual foi apresentado à edilidade na reunião do dia 21 de outubro de 1894. Estavam pre-sentes e votaram com o autor do projeto os seguintes vereadores: Vicente Gallo (presidente da Câmara), Lino da Costa Machado, Thomé Francisco de Passos, José Belarmino Pereira e Benedito Patrocínio de Carvalho. Já na categoria de cidade, Boa Vista das Pedras inicia seu desenvolvimento. Não há notícias de lutas por causas de limites ou posses, a não ser as perdas e reconquistas da Comarca para Ibitinga, a cidade vizinha. Somente no ano de 1910, quando a cidade se chamava Pedras, graças a uma Lei que favoreceu os locais já considerados “Termos” a instalarem as Comarcas, é que o problema se resolveu. Então, a cidade que se chamava Pedras conquista definitivamente a sede da Comarca, passando a denominar-se Itápolis. Itápolis é um hibridismo, isto é, vocábulo com diferentes raízes, “ITA” do Tupi Guarani, significa pedra e “POLIS” do grego, significa cidade. Portanto, esta cidade teve quatro denominações: Espírito Santo do Córrego das Pedras, Boa Vista das Pedras, Cidades das Pedras e Itápolis. [p. DATA:15/04/2016 lentemp:3-2-27
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