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Inscrição Fenícia na Paraíba. mortesubita.net
25 de agosto de 2024, domingo
  

Em 1872, na Paraiba descobriu-se uma pedra que trazia uma inscrição de 8 linhas cujos caracteres com muita evidência não pertenciam às culturas conhecidas da América do Sul.

Em 1874 a inscrição mereceu a atenção do professor Ladislau Neto do Museu Nacional do Rio de Janeiro Nem o professor Neto nem qualquer outro sábio brasileiro parece ter-lhe concedido uma atenção muito séria Todavia ela veio a ser conhecida na Europa onde a analisaram infatigáveis eruditos alemães. Foi inicialmente julgada de origem fenícia. Mais tarde, a filologia alemã afastou-a como não-fenícia.

Aparentemente a pedra se perdeuMas a inscrição permanece em cópia (pdf em alta-resolução) Agora a controvérsia reacendeu-se Apareceu um novo protagonista sustentando a origem fenícia da inscrição, é o Dr. Cyrus H. Gordon da Universidade Brandeis ( de Waltham Massachusetts).

Dois fatores surgiram para reascender a controvérsia Um provém de que novas descobertas na escrita fenícia demonstram segundo o Dr. Gordon, que o uso das palavras na inscrição da pedra da Paraíba está correto contráriamente aos juízos anteriores menos bem informados O outro fato foi a descoberta pelo Dr. Jules Piccus da Universidade de Massachusetts em Amberst de uma caderneta de notas que pertencera a Willbeforce Eames um dos administradores ( ou conservadores-chefe) da New York Public Library do século XIX Nesta caderneta encontrava-se uma carta de 31 de janeiro de 1874 destinada a Mr. Eames pelo professor Neto O Dr. Piccus mostrou esta carta ao Dr. Gordon Este concluiu daí que a transcrição dos caracteres na carta era mais plausível que a versão “definitiva” precedente publicada em 1899.

Enquanto que o professor Frank M. Cross de Harvard continua a estigmatizar a inscrição como uma “falsificação” do século XIX”, o Dr. Gordon sustenta que o uso de uma terminologia desconhecida dos arqueólogos no momento de sua descoberta prova que esta não é uma prova forjada.

A controvérsia prosseguiu portanto até o momento, sem prestar atenção visível a outras inscrições tídas por fenícios encontradas no Brasil. Num apanhado geral estas compreendem:Igualmente em 1872, um engenheiro chamado Francisco Pinto dizia ter descoberto inscrições em mais de 20 cavernas na selva brasileira; ao todo cerca de 250 inscrições A convite do governo brasileiro ofilólogo alemão Ludwig Schoenhagen foi ao Brasil estudou as inscrições durante 15 anos e declarou-as fenícias Nos anos de 1880 o francês Ernest Renan afirma ter descoberto outras inscrições fenícias. No início deste século um industrial afastado de seus negócios Bernardo da Silva Ramos pretendeu ter descoberto mais de 2. 800 inscrições em pedras ao longo do curso do Amazonas Um rabino de Manaus declarou que, em sua opinião estas inscrições eram fenícias. As obras ou artigos de ramos a respeito deste assunto parecem em verdade, ter sido ignoradas. Considera-se, geralmente que os fenícios atingiram os Açores Em Corvo a mais ocidental destas ilhas afirma-se que se teriam descoberto moedas cartaginesas ( em 1749) ; rumores persistentes embora obscuros da existencia de ruínas fenícias ; descoberta feita quando os portugueses aí chegaram de “uma estátua equestre apontando para o Ocidente” a qual, sendo verdadeira foi destruida após muito tempo. Consideremos que conviria prestar atenção nestas possíveis confirmações da presença fenícia no Novo. Extratos de “Autenticidade do texto fenício da Paraíba” pelo Dr. Cyrus H. Gordon da Universidade Brandeis nos Orientalis de Roma vol. 37 (1968) pág. 75. k3071»As singularidades lingüísticas que lançaram dúvidas sobre o texto vêm, pelo contrário, apoiar sua autenticidade. Nenhum falsário conheceria suficientemente as línguas semíticas para compor tal documento, não cometendo erros senão aparentes Agora que um século se passou, é evidente que texto é autêntico, porque inscrições fenícias, ugaríticas e em outras línguas semíticas do noroeste, põe-nos frente aos mesmos “erros”. Å demonstração da autenticidade da inscrição da Paraíba não significa que todos os problemas estejam resolvidos e que todas palavras e todas as construções de frases estejam definitiva e perfeitamente interpretadas. Todavia, o texto não é mais difícil nem mais anormal que o resto dos texto fenícios conhecidos. A importância desta inscrição provém de sua significação histórica. Uma ilustre estudiosa de assuntos colombianos declarou no começo deste século:“[ ] o papel dos fenícios como intermediários da civilização antiga foi maior do que se supôs, e [ ] a América deve ter sido colonizada intermitentemente por interrnédio destes navegadores mediterrânicos ‘ ‘ (Zealia Nuttall, “Os princípios fundamentais das civilizações do Antigo e Novo Mundos” Peabody Museum, Cambridge, Massachusetts, 1901). Em sua obra de mais de 600 página ela nem sequer menciona o texto da Paraíba, que fora condenado como falso. Mas a crescente massa de provas que confirma esta tese, isolada no ostracismo, não deixa nenhuma dúvida quanto à justeza de sua conclusão, como acabamos de expor. Sua aceitação pelos americanistas e historiadores deverá preceder-se pelo reconhecimento da autencidade da inscrição da Paraíba pelos semitista. E tudo o mais qe ajustará. k3073»(O Dr. Gordon talvez seja otimista demais quanto a coisas que se ajustam por si mesmas, especialmente se americanistas e historiadores imaginarem-se humilhados por um simples lingüista. infelizmente os ciúmes entre disciplinas diferentes não é desconhecido Em todo caso, aguardemo que se ajustem as partes. )O boletim New World Antiquity ( Marham House Press Ltd, Brighton Inglaterra ) assinala em seu número de setembro / outubro de 1971, a obra ” The Parayba Phoenican Inscription, publicado por seu autor, Mr. Joseph Ayoob (Aliquippa, Pa LTSA, 1971) qne é a tradução em inglês de seu livro intitulado Sakhrat Barayba publicado em Beirute em 1961. Encontra-se aí esta nova tradução da inscrição :“Demos sepultura (ao) filho de Canaã vindo SRNM ( Surinam) cidade em ruínas e um entreposto abandonado. Não eu, YZD (Yazid) o gravador do meio-dia e os homens que procuram a melhor de todas as coisas. E assim os nono e décimo anos de HRMl (Hiram), nosso rei morreu. (Tínhamos ) deixado alegremente ASU (Azion-Geber numa embarcação no Mar Vermelho e levantamos vela com dez navios. Aí todos desapareceram para mim. De súbito, desapareceram : Hor e Chittim (nomes de navios) foram lançados sobre esta terra maldita : calor frio e tempestades de neve: Mir Baal e Lan (navios) que vogavam em comboio, talvez tenham escapado às intempéries. Morreram vindas KSHN, 6 pessoas de um MBAYH (6 kuchitas de MBEYE), R (Rab, o capitão) e mais 10 pessoas pereceram. As perdas por mim e (mas) porque pelo (meu) camarada HNNA (Hanno). ”Acrescentamos que no número de abril de 1971 o New World Antiquity já havia. publicado três outras traduções diferentes da inscrição da Paraíba vêem-se as numerosas armadilhas que espreitam mesmo os tradutores mais experimentados e, também, porque é difícil ter uma completa certeza. Extraido do livro O Livro do Inexplicável – Jacques Bergier – Hemus –

DATA:25/08/2024
lentemp:4-3-134

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