Segundo o documentário do jornal o Cruzeiro do Sul (2004); (. ) “Almeidaconstata que, em
1780, a vila de Sorocaba tinha 6. 614 habitantes. Os escravoseram 1. 174, ou seja, representavam quase 18% da população ou um para cada seispessoas livres”. (A trajetória silenciosa dos escravos e a abolição em Sorocaba. Umahistória ilustrada 350 anos. Fascículo 14, p. 212,
2004. In: Publicação do jornalCruzeiro do Sul). Entretanto, o mesmo documentário relata que o pesquisadorFrancisco Vidal Luna nos seus estudos, chega a uma conclusão diferente dapostulada por Aluísio de Almeida:Francisco Vidal Luna (FEA/USP), esmiuçando dados do período que vai de1778 a
1836, a partir dos censos populacionais existentes no Arquivo doEstado de São Paulo, chega a conclusões diferentes. Naqueles quase 50anos, o total de fogos (moradias) em Sorocaba oscilou entre um mínimo de901, em
1785, a um máximo de
2075 em
1829. Esse aumento do número de residências, constatado pelo pesquisador daUSP, pode ter resultado da consolidação da feira de muares, que ocorrepraticamente na mesma ocasião. No período estudado, o percentual das moradias com presença de escravosvariou de 19, 9% do total, em
1785, a 22, 7% em
1836. Conclui o autor que, “no que se refere ao regime de trabalho escravo, tantono período colonial como na fase de país independente”, as condiçõesentão aqui vigentes, “assemelham-se às obtidas de outros estudos sobreMinas Gerais e São Paulo”. (A trajetória silenciosa dos escravos e aabolição em Sorocaba: uma história ilustrada 350 anos. Fascículo 14 p. 213 In: Publicação do jornal Cruzeiro do Sul, 2004).