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Carta do rei dom Manuel, datada de Sintra, anunciando aos príncipes católicos o descobrimento da terra de Santa Cruz, por Pedro Álvares Cabral
9 de jul. de 1501, terça-feira
   
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VERAS
4 fontes

1º fonte - 1937
Fernando de Azevedo; Biblioteca pedagógica brasileira: Brasiliana. Ser. 5a, Volume 98

A lenda de São Brandão chegou a Portugal no século XVI, quando se refere o curioso achado duma terra chamada ILHA DO BRASIL DE BRANDAM. A expressão BRASIL DE BRANDAM traduz origem diréta celtica. Não p6de haver dúvida a êsse respeito.

Na lingua celta, a TERRA REPROMISSI_ONIS SANCTORUM das versões latinas da "Peregrinatio Sancti Brandani", se chama textualmente Ho BRASILE, o que significa tão somente: TERRA FELIZ, TERRA DA FELICIDADE, TERRA DA PROMISSÃO. Essa terra ou ilha de nome HO BRASILE foi achada por BRENNAM ou BRANDÃO. Naturalmente, pois, HO BRASlLE DE BRENNAM teria de ficar sendo para todos os efeitos - o BRASIL DE BRANDÃO. Não sabemos do que possa ser mais claro e mais logico do que isso.

Daí talvez aquele trecho que muitos autores e de peso consideram lendario ou fantasioso, porem outros citam como verdadeiro, da pretensa carta de Pedro Alvares Cabral a El Rei D. Manuel o Venturoso, que se afirma ter sido encontrada entre os papeis de Lord Stuart e em que o capitão-mór da Armada se refere à Terra Nova onde chantara a Cruz como aquela "que os antigos chamavam S. Brandam ou Brasil".

Verdade ou não, não deixa a aproximação da palavra Brasil com a idéa de Terra da Promissão e de Terra da Felicidade de ser bastante curiosa, sobretudo através da lingua celta. Veremos bem por que, no desenrolar dêstes estudos sobre o batismo do nosso país. [p. 74, 75]

2º fonte - 1937
Francisco Martins dos Santos; “História de Santos”. Francisco Martins dos Santos

Comunicava o Rei D. Manoel a seus sogros, Fernando e Izabel de Espanha o sucesso da segunda viagem á índia, por seu almirante Pedro Alvares Cabral, dizendo no que se referia ao Brasil, o seguinte:

“...O dito meu capitão partiu com 13 naus, de Lisboa, a 9 de março do ano passado, e nas oitavas da Pascoa seguinte chegou a uma terra que novamente descobriu, á qual colocou nome de Santa Cruz, na qual encontrou gente nua como na primitiva inocência, mansa e pacifica; a qual terra parece que Nosso Senhor quis que se achasse, porque é muito conveniente e necessária para a navegação da índia, porque ali reparou seus navios e tomou água; e pela grande extensão do caminho que tinha de percorrer, não se deteve afim de se informar das cousas da dita terra, somente me enviou de lá um navio para me noticiar como a achou.”

3º fonte - 10 de novembro de 2022, quinta-feira
Arthur Virmond de Lacerda (n.1966); “Bobeira que ainda alguns repetem neste país”, Arthur Virmond de Lacerda

Das inúmeras outra cartas redigidas então, perderam-se algumas no incêndio de 1570, no saque dos arquivos de Lisboa em 1612, no terremoto de 1755, exceto a de Caminha e a de Cabral, que a deste confessa a intencionalidade da rota seguida pela frota e o prévio conhecimento que detinham ele e el-rei, da existência do futuro Brasil, em sua missiva a D. Manuel:

“[…] em obediencia a instruçam de vossa alteza navegamos no Ocidente e tomamos posse, com padram, da Terra de vossa alteza que os antigos chamavam Brandam ou Brasil”, por sua vez encontrada em 1343, pelo mareante português Sancho Brandão.

É extraordinário que este passo da missiva de Cabral, divulgada pelo brasileiro Assis Cintra nos anos 1930, passe despercebida até ao presente. Como arquivei na nota 1, ele foi publicado por dois brasileiros e em duas fontes portugueses; a fonte brasileira mais recente data de 2001.

4º fonte - set. de 2023
João Barcellos; Piabiyu Inca-Guarani - Coacaya a Coacaya... Por João Barcellos*

Da floresta da Paranapiacaba, rio Acutia arriba, passando pela aldeia Guaru, no sopé da Jaguamimbaba, até à foz do Ryo Siará, eis a rota (de sul a nortenordeste) do Império Inca guardada em fase última pelo povo Guarani e suas ramificações geo-linguísticas, como os Guaru e os Kariri.

Em 1342 o capitão Sancho Brandam, da Marinha Mercante lusa, foi apanhado por intensa e prolongada tempestade e arremessado do golfo guineense para a outra banda atlântica: a Ilha do Brasil. Súbito, o capitão Brandam estava ao largo da foz do Ryo Siará, e, desembarcando para consertar o navio, ou os navios, entrou em contato com povos nativos; foi Ryo Siará arriba o encontrou o ´ouro´ da época – um “...páo vermelho para tinta” de melhor qualidade que o ´brasil´ comprado no oriente via Lila Hanseática.

Em entrada triunfal no cais de Lisboa, o capitão Brandam deu a notícia ao rei Afonso IV e, este, em 12 de fevereiro de 1343, enviou carta e mapa ao papa Clemente VI anunciando a descoberta da “Ilha do Brasil, ou de Brandam”. Por isso, o “brazil of oportugal´ é conhecido desde então em todos os cais hanseáticos. Por isso, também, em 1500, uma frota na rota para a Índia fez a volta larga no oceano para fincar o padrão da posse portuguesa sobre a “Ilha do Brasil”, renomeada ali como “Terra de Vera Cruz”.

E assim é que hoje sabemos que da aldeia nativa Coacaya, na foz do Ryo Siará, à Coacaya da serra da Paranapiacaba passando pela Coacaya da serra da Jaguamimbaba, a rota inca-guarani situa-se não somente no Piabiyu a sul, mas de sul a norte-nordeste. Faz-se jus dizer que a Barra do Ryo Siará, na Coacaya, foi e é a ponta do Mundo Novo...


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Direto ao ano:





Cassius Marcellus Clay Jr.
1942-2016
Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

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Dúvidas, críticas ou sugestões: Adriano César Koboyama