Paulo do Chevrolet verde-creme: o comerciante que atirou em Erasmo Carlos a 120km/h 14 de janeiro de 1967, sábado
Eram sete horas da manhã quando Erasmo Carlos apareceu na Central de Polícia de São Paulo. Apresentando-se ao Delegado Tobias Delbel Júnior, contou a seguinte história: "Se não fosse meu Santo Antônio, a esta hora estaria frito, mano. O meu azar não foi na sexta-feira 13, mas no sábado 14. Quando vinha para São Paulo, de avião, ficamos sobrevoando um tempão a pista. Um dos pneus do aparelho estava furado, mas aterrisamos bem, graças ao Santo Antônio. Depois fui para Sorocaba, onde faria um "show" no Clube Recreativo dessa cidade. Logo na porta, eu e meus companheiros fomos desacatados. No meio do espetáculo o mesmo gaiato quis engrossa, mas eu aguentei firme. Na saída, porém, ele continou de piadinhas, e e eu parti para cima do bruto. Brigamos aos socos. Depois quase fui linchado na cidade. A polícia nos escoltou, com duas radiopatrulhas, evitando que quinze carros, cheios de moços da cidade, nos alcançassem. Pelas 4 horas da madrugada, quando chegavamos próximo a uma cidadezinha, chamada Brigadeiro Tobias, a 120 km por hora, escutei cinco disparos de arma de fogo. Atiravam de um Chevrolet verde-creme, com tal sujeito dentro, que soube chamar-se Paulo e ser comerciante de Sorocaba. Furaram meu carrão todo mas, graças a Santo Antônio, eu e meus companheiros não fomos feridos". Fonte: Revista "O DATA:14/01/1967 fontes lentemp:3-2-91
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