João Barcelos, autor de
Do Fabuloso Araçoiaba ao Brasil Industrial:
Da notável mameluca Suzana ao Ferro ybiraçoiabano dos Sardinha
A expansão dos lusos de serr´acima pelo planalto piratiningo (oriundos de "fogos" de subsistência no Cubatão e na Paranapiacaba) levou-os do rio Jerybatiba ao rio Anhamby; e, entre o Pico do Jaraguá, aberto que foi por
Affonso Sardinha à exploração minerária, aos cerros d´Ibituruna e d´Ybiraçoiaba, eis que surge
Suzana Dias, a neta do cacique
Tibiriçã, casada com um português. Dona de altos cabedais, decide erguer na região de Paneíbo a vila Santa Anna de Parnahyba na outra mais anhambyana, e é esta vila da notável mameluca Piratininga que vai servir de eixo fluvial e viário entre os ramais do Piabiyu, via estrada d´itapevis, como já havia servido ao jesuíta
Manoel da Nóbrega para estabelecer a aldeia de Maniçoba.
A cada passo dos portugueses e dos luso-portugueses e da gente mameluca na direção do oeste, os povos nativos (guaranis, tupis e etc. ) são empurrados para a imensidão das
Ybi Soroc (q. s. "terra rasgada", ou atualmente, "sorocaba"), onde o "velho"
Affonso Sardinha vai minerar ferro com o filho ("o moço"), enquanto explora outro no Ibituruna e outro tanto no Jaraguá.
Logo, pela importância estratégica da vila da notável mameluca, as
Yby Soroc ficam sob sua jurisdição e um de seus filhos, Balthazar Fernandes, val ali erguer a vila Sorocaba margeando o rio Brízida (depois batizado Sorocaba).
[João Barcellos, Revista ICorpous, 07. 2022. Página