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TERRITÓRIOS DE CIVILIDADE: O PAPEL DAS “MOGIS” NA FORMAÇÃO E RECONFIGURAÇÃO DO LESTE PAULISTA, SÉCULOS XVII-XIX
2013
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A terra era dividida em lotes de onde as famílias indígenas tiravam seusustento. Os melhores lotes eram destinados à criação de gado e plantio de ervamate para a venda aos colonos. Era com o dinheiro destas vendas que osjesuítas conseguiam comprar ferramentas para o plantio. A princípio, os aldeamentos foram viáveis à Coroa porque garantiam mãode obra abundante e também auxiliava na proteção do território contra os ataquesde corsários e demais indígenas bravios. Nessa época, os jesuítas tiveram umaforte influência na formação cultural e educacional de todos os continentescolonizados pelos países ibéricos, entretanto, no Brasil, eles encontraram umaenorme dificuldade de comunicação, principalmente no que diz respeito atradução dos pontos fundamentais do cristianismo para o idioma tupi-guarani. Segundo Sabeh (2009), os padres entendiam que a língua falada entre osameríndios era a “língua da falta”, ou seja, ausentavam-se as letras “R”, “F” e “L”, principalmente. A língua deste gentio toda pela Costa eh huma: carece de trêsletras – sciliet, não se acha nella F, nem L, nem R, cousa digna deespanto, porque assi não tem Fé, nem Lei, nem Rei; e destamaneira vivem sem justiça e desordenadamente. (GÂNDAVO, 1980 appud SABEH, 2009, p. 52)Observamos, então, a mudança pela qual passou o olhar do homembranco colonizador, que a princípio entendiam os indígenas como seres puros ehabitantes do paraíso, tal qual descreveu Pero Vaz de Caminha ao compará-los àAdão e Eva. Na medida em que a relação com esse indígena foi se intensificando, os colonizadores passaram a interpretar o gentio como um empecilho ou “atraso”para a colonização, dado as diferentes características sociais e culturais entrecolonizador e nativo. A dificuldade enfrentada no entendimento dos costumes e tradições dosindígenas foi grande. Os símbolos e signos deles não eram os mesmos doscolonizadores; daí então o olhar pejorativo dos portugueses sobre aquela gente, como demonstrado no trecho transcrito por Sabeh, acima citado. Os colonizadores desconheciam as estruturas que compunham associedades tribais, suas crenças e organização. A população indígena era A terra era dividida em lotes de onde as famílias indígenas tiravam seusustento. Os melhores lotes eram destinados à criação de gado e plantio de ervamate para a venda aos colonos. Era com o dinheiro destas vendas que osjesuítas conseguiam comprar ferramentas para o plantio. A princípio, os aldeamentos foram viáveis à Coroa porque garantiam mãode obra abundante e também auxiliava na proteção do território contra os ataquesde corsários e demais indígenas bravios. Nessa época, os jesuítas tiveram umaforte influência na formação cultural e educacional de todos os continentescolonizados pelos países ibéricos, entretanto, no Brasil, eles encontraram umaenorme dificuldade de comunicação, principalmente no que diz respeito atradução dos pontos fundamentais do cristianismo para o idioma tupi-guarani. Segundo Sabeh (2009), os padres entendiam que a língua falada entre osameríndios era a “língua da falta”, ou seja, ausentavam-se as letras “R”, “F” e “L”, principalmente. A língua deste gentio toda pela Costa eh huma: carece de trêsletras – sciliet, não se acha nella F, nem L, nem R, cousa digna deespanto, porque assi não tem Fé, nem Lei, nem Rei; e destamaneira vivem sem justiça e desordenadamente. (GÂNDAVO, 1980 appud SABEH, 2009, p. 52)Observamos, então, a mudança pela qual passou o olhar do homembranco colonizador, que a princípio entendiam os indígenas como seres puros ehabitantes do paraíso, tal qual descreveu Pero Vaz de Caminha ao compará-los àAdão e Eva. Na medida em que a relação com esse indígena foi se intensificando, os colonizadores passaram a interpretar o gentio como um empecilho ou “atraso”para a colonização, dado as diferentes características sociais e culturais entrecolonizador e nativo. A dificuldade enfrentada no entendimento dos costumes e tradições dosindígenas foi grande. Os símbolos e signos deles não eram os mesmos doscolonizadores; daí então o olhar pejorativo dos portugueses sobre aquela gente, como demonstrado no trecho transcrito por Sabeh, acima citado. Os colonizadores desconheciam as estruturas que compunham associedades tribais, suas crenças e organização. A população indígena era


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Cassius Marcellus Clay Jr.
1942-2016
Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

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Dúvidas, críticas ou sugestões: Adriano César Koboyama