*Anais do V Simpósio Nacional dos Professores Universitários de História 1971, sexta-feira
ciona (página 4) o fato de terem os navios sido atacados, em janeiro de 1587, na entrada do Rio da Prata por "três corsários inglêses", sem no entanto identificá-los. Mas tais navios são conhecidos: trata-s´e das embarcações que, sob o comando de Robert Withrington, partiram da Inglaterra em junho de 1586 em demanda doMar do Sul. A relação da viagem, que fala, aliás, em dois navios, encontra-se publicada na obra de Richard Hakluyt The principal navigations, voyages, traftiques and discoveries of The English Nation (volume 8, páginas 132-154, da edição publicada por J. M. Dent &Sons Ltd. Londres, 1927). Nessa relação da viagem vem mencionado o apresamento no estuário do Prata de dois navios´ pertencentesao bispo de Tucumã (página l38), cujo carregamento, assim como apresença nêles de "4 ou 5 frades" são indicados. A relação contém, além disso, uma série de informações sôbre a região do Rio da Pratae sôbre as ligações comerciais entre Buenos´ Aires, Assunção e Tucumã. Afirma também que são encontradas referências sôbre os naviosem questão no trabalho de Alice Piffer Canabrava, O comércio português no Rio da Prata (1580-1640), publicado em 1944 (Boletimn. o 35 da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidadede São Paulo) em cuja página 62 se diz que "na entrada do estuário, encontraram-se (os navios´ de D. Francisco Victória) com o pirata inglês Withrington ". Aliás a emprêsa do bispo de Tucumã, narradano trabalho que está examinando, foi muito bem estudada na obrada Profa. Canabrava (páginas 60-63), onde vem tratada com o apôiode abundante documentação. E´ estranhável, portanto, que tal obranão apareça sequer da bibliografia do trabalho do Prof. Veiga Garcia, que nada acrescentou de nôvo ao que lá já se encontra. Gostaria ainda de mencionar, à guisa de informação sôbre atividades dos inglêses no Atlântico Sul, que no final do século XVI vários naVe&\. 1ntes inglêses estiveram na costa sul do Brasil, e um dêles, chamado Abraham Cocke, fêz mesmo ponto na Ilha Grande, para esperar as embarcações mercantes que de Buenos Aires demandavamo Brasil com o fito de interceptá-las. [p. DATA:01/01/1971 lentemp:4-3-109
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