Ainda restam esclarecer muitos aspectos das origens de Sorocaba. Uma série de contradições dificulta aceitar afirmações. Em 1911, ; Almanak Laemmert: Administrativo, Mercantil e Industrial: "Existe na comarca, no municipio de Campo Largo, o Morro de Ipanêma, abundante em minerio de ferro, onde já existiu out´ora explorada pelo Governo Federal, uma fundição d´esse metal que ficou por muito tempo em abandono, e vae ser agora restaurada por emprezas particulares que concorrem ao seu arrendamento. Tem-se tambem, quasi como certo, que ha minerios de prata no municipio, pois, por tradição dos mais antigos habitantes da cidade, sabe-se que, em principios do seculo passado, havia nos campos de Itapeva uma mina de prata de que o precioso metal era extrahido em grande quantidade pelas familias dos capitães-móres de Sorocaba. A vila de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba foi povoação que, pelos anos de 1670, fundou a paulista Balthazar Fernandes, irmãos dos povoadores da vila de Parnahyba e Itú, com seus genros André de Zunega e Bartholomeu de Zunega, cavaleiros da província do Paraguay das Indias de Castella, e á custa da sua própria fazenda fizeram construir a Igreja matriz, casa de Conselho e Cadeia; e se aclamou vila por provisão do Capitão-mór loco-tenente do donatário de Itanhaém, Francisco Luiz Carneiro de Souza, conde da Ilha do Príncipe. Porém, no sítio chamado "Serra do Biraçoyaba", adiante desta vila, levantou pelourinho D. Francisco de Souza, por conta das minas de ouro, de prata e de ferro, que na dita Serra estavam descobertas pelo paulista Afonso Sardinha; e o mesmo D. Francisco de Souza lhe deu o nome de Minas de Nossa Senhora do Monteserrate: porém com sua ausência para o reino, saindo de São Paulo em junho de 1602, para embarcar no porto de Santos, a direitura cessou e com ela o labor das minas de Biraçoyaba, até que, em melhor sítio se fundou a vila que atualmente existe. DATA:21/04/20268 fontes
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