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2013
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O Ranger das Dobradiças
2013
   
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UM PEQUENO SÍTIOLá pelo meado de Novembro de 1975 meu pai vendeu nosso pequeno sítio que ficava no município de Dourados, uma das maiores cidades do então estado do Mato Grosso e comprou outro, só que bem maior do que o que fora vendido e, dias depois, tomamos posse da nova propriedade. O novo sítio ficava na vizinhança de um simplório vilarejo de nome Lagoa Bonita, coisa de uns quatrocentos e cinquenta quilômetros distantes de Dourados. Era um sítio realmente grande, se comparado ao que fora vendido, pois este continha vinte e dois alqueires de terra, enquanto o anterior era de apenas dez alqueires. A princípio meu pai não tinha intenção de dispor daquele sítio, pois ele havia chegado ali aos quinze anos de idade, em companhia de seus pais e de um irmão mais velho, e ali mesmo fez-se homem, casou-se e viu seus filhos nascerem. Portanto ele considerava-se filho legítimo daquela terra mãe, que tão bem o acolhera em seu seio há mais de vinte anos atrás. Outro detalhe bastante significativo para que nós continuássemos ali, era o fato de estarmos morando relativamente próximos à cidade de Dourados, que naquela época já era uma cidade em pleno crescimento, tendo sua economia baseada na pecuária e agricultura, além de poder contar com o fato de estar bem localizada no contexto geográfico do estado. Para meu pai, entretanto, todas aquelas vantagens foram deixando de existir depois que ele passou a ser coagido por um determinado fazendeiro que queria, a qualquer custo, adquirir o nosso pequeno sítio para estender um pouco mais as suas cercas, já que uma das bases da economia da região, como eu já disse, era a pecuária. Esse tal pecuarista havia chegado à região, coisa de uns dois [p. 11]O Ranger das Dobradiçasanos antes. Vindo de onde? Sei lá. Maléfico e peçonhento como era, talvez tenha sido expulso do inferno!Só sei que ele chegou comprando todos os sítios que circundavam a sua fazenda. Sua intenção? Formar pastos para a engorda de bois de cortes, que seriam abatidos ali mesmo, em um frigorífico existente em Dourados. Meu pai foi um dos últimos sitiantes a ceder às investidas do decrépito pecuarista e só o fez depois que as cercas de nosso pasto passaram a ser cortadas, quase que diariamente, já que nosso sítio há algum tempo, passara a fazer divisas com a fazenda do tal homem. Logo leva a crer que não era outro, senão ele, o pecuarista, o autor das ordens perniciosas, e quem as executava, fazia-o com a óbvia intenção de ver nossas lavouras sendo destruídas pelo gado do mesmo, já que nossas lavouras faziam divisas com o pasto dele. Portanto não dava mais. Naqueles últimos dois anos, os nossos prejuízos foram incalculáveis!Meu pai percebendo que coisas piores poderiam nos acontecer, principalmente depois de conseguir sair ileso de duas emboscadas perpetradas pelo ambicioso fazendeiro, onde numa das quais, levara dois tiros de raspão, chamou mamãe para uma conversa franca e definitiva, e disse-lhe:- Rosinha, infelizmente não vai dá mais, vou ter que vender o sítio!Vamos embora daqui, antes que eu perca a paciência com esse homem!- ele estava transtornado de raiva. Aquele vizinho ambicioso o estava enlouquecendo. Aquela decisão chocou mamãe, mas mesmo assim ela o apoiou:- Faça isso, Onofre, para que brigar por terra? A gente morre, ela fica aí, intacta!- disse olhando as vaquinhas que pastavam um pouco além da porteira. - É verdade, Rosinha!Vou lá agorinha mesmo falar com aquele filho de uma. - Pare homem, não fale palavrão!As crianças podem ouvir![p.

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Cassius Marcellus Clay Jr.
1942-2016
Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

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Dúvidas, críticas ou sugestões: Adriano César Koboyama