Francisco Lopes Pinto foi cavaleiro fidalgo da Casa Real. Nasceu em Mazagão, filho de Diogo Pinto e Beatriz Nunes, e casou em Lisboa com Gracia de Quadros, irmã de Diogo Quadros a quem acompanhou em sua viagem ao Brasil em 1591 na comitiva do governador D. Francisco de Sousa, e a São Paulo posteriormente, pois Diogo foi nomeado provedor das Minas da capitania de São Vicente em 1605.
Quando D. Francisco de Sousa em 1609 voltou a São Paulo cercado de grande comitiva, firmou contrato de uma sociedade com Diogo Quadros e Francisco Lopes Pinto para exploração do que então denominavam engenho de ferro (sociedade para exploração do ferro fundido) renovando-se também tentativas para o estabelecimento do gênero em Araçoiaba, na época chamado Biraçoiaba, que era um monte na região da vila de Sorocaba onde se havia encontrado minério de ferro.
O engenho de Ibirapuera fabricou ferro por 20 anos e cessou ao morrer Francisco Lopes Pinto, que no entanto havia cedido sua parte, por três mil cruzados, ao filho de D. Francisco, D. Antônio de Sousa. Morreu em 1629, respeitado como um dos co-proprietários e fundadores do engenho de fundição de ferro de Biraçoiaba.
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Eduardo Tomasevicius Filho
30 de Janeiro de 2012, domingo
Entre a memória coletiva e a história “cola e tesoura”: as intrigas e os malogros nos relatos sobre a fábrica de ferro de São João de Ipanema. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História Social, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em História. Área de Concentração: História Social Orientadora: Profa. Dra. Nanci Leonzo Vergueiro pretendeu que essa narrativa histórica servisse de lição para aindustrialização do Brasil, já que, em sua concepção de progresso, os acertos vinham com uma série de erros. O início do texto de Vergueiro é curioso, porque seu autor colocou a finalidade da história, afirmando que “sendo a história um ensino prático, em que se apurão as verdades da theoria, e patenteão as difficuldades nella cubertas em hipóteses correntes”.583 Justifica-se essa frase pela intenção de seu autor:
“Não é sem grande desprazer, que vou apresentar o quadro dos grandes obstáculos coi...
Entre a memória coletiva e a história “cola e tesoura”: as intrigas e os malogros nos relatos sobre a fábrica de ferro de São João de Ipanema. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História Social, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em História. Área de Concentração: História Social Orientadora: Profa. Dra. Nanci Leonzo Vergueiro pretendeu que essa narrativa histórica servisse de lição para aindustrialização do Brasil, já que, em sua concepção de progresso, os acertos vinham com uma série de erros. O início do texto de Vergueiro é curioso, porque seu autor colocou a finalidade da história, afirmando que “sendo a história um ensino prático, em que se apurão as verdades da theoria, e patenteão as difficuldades nella cubertas em hipóteses correntes”.583 Justifica-se essa frase pela intenção de seu autor:
“Não é sem grande desprazer, que vou apresentar o quadro dos grandes obstáculos coi...