Martim Afonso de Sousa, partindo para a Índia, deixa procuração bastante a sua mulher, dona Ana Pimentel, para gerir seus negócios, inclusive os das suas capitanias no Brasil
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Martim Afonso de Sousa, partindo para a Índia, deixa procuração bastante a sua mulher, dona Ana Pimentel, para gerir seus negócios, inclusive os das suas capitanias no Brasil
Martim Afonso de Sousa, partindo para a Índia, deixa procuração bastante a sua mulher, dona Ana Pimentel, para gerir seus negócios, inclusive os das suas capitanias no Brasil
Ana Pimentel Henriques Maldonado, esposa de Martim Afonso de Sousa, era uma fidalga espanhola. Quando seu marido viajou para o Brasil para tomar posse da capitania de São Vicente, em dezembro de 1530, Ana Pimentel permaneceu em Lisboa.
Martim Afonso fundou São Vicente em 1532, a primeira vila do Brasil. No ano seguinte, regressou a Lisboa onde ficou poucos meses, pois logo recebeu nova missão, dessa vez para a Índia. Designou Ana Pimentel como sua procuradora para administrar a capitania de São Vicente, através de uma procuração datada de 3 de março de 1534. Ana Pimentel exerceu seu mandato por mais de uma década e com grande competência. Fez cartas de doação de sesmaria, uma das quais para Brás Cubas que fundou a vila de Santos. Enviou mudas de laranjeiras para São Vicente ordenando seu cultivo na capitania para combater o escorbuto – doença provocada pela falta de vitamina C e que atacava os marinheiros durante a travessia no Atlântico. Introduziu, também, o cultivo do arroz, do trigo e da criação de gado na região. Revogou a ordem do marido que proibia os colonos de subirem a serra e entrarem no planalto paulista, onde havia terra mais férteis e um clima mais ameno do que no litoral. A proibição de Martim Afonso visava evitar que os portugueses se instalassem em terras dos índios aliados provocando conflitos que colocassem em perigo a colonização. Em 1546, esse zelo não era mais necessário e Ana Pimentel revogou a proibição. Com isso, ocorreu a capitania se estendeu para o interior.[Ensinar História - Joelza Ester Domingues ]
“O fato das hostilidades com os de Iguape se confirma por um livro da Câmara de SãoPaulo (de 1585/1586, fls. 13-V, fl. 14, onde lemos que a razão por que Pero de Góis e RuiPinto não foram contra os índios de Curutiba, que haviam assassinado os oitentaexploradores partidos de Cananéia, foi POR ESTAREM OCUPADOS COM ASGUERRAS DE IGUAPE.”Junto com a declaração do documento mencionado por Varnhagen, pode ser colocada estapergunta: Quem teria ordenado àqueles dois fidalgos portugueses a guerra aos índios dosul?A resposta é encontrada na obra de Pedro Taques “História da Capitania de São Vicente” –Edição Taunay, pág. 67: “é que o donatário Martim Afonso de Sousa, quando seausentara, deixara ordenado se continuasse a guerra pelos cabos dela os fidalgos Pedro deGóis e Rui Pinto, porque lhe haviam morto oitenta homens que tinham mandado ao sertãoa descobrimentos...”Reafirmando ainda estas afirmativas, veremos ainda o que diz Roberto Southry, em sua“História do Brasil”, 1862 – Tomo I, pág. 104:“Destruído o estabelecimento de Caboto, emigrara parte da sua gente para o Brasil, ondenuma baía chamada Iguá, vinte e quatro léguas distante de São Vicente, principiaram afazer plantações, continuando a viver por dois anos em termos amigáveis com osindígenas vizinhos e com os portugueses. Suscitaram-se, então, questões e segundo versãocastelhana (única que temos), resolveram os portugueses cair sobre eles, e expulsaram-nosdo país, disto tiveram aviso, surpreenderam os futuros invasores, saquearam a cidade deSão Vicente, etc...”. [/ São Vicente Primeiros Tempos]
«Enquanto não partiu para o novo desti- no ocupou-se da sua Capitania, enviando-lhe casais, plantas e se- mentes — incluindo cana de açúcar; e celebrando contratos para a f atura deste.» 11 ) O Dr. Urbino Viana, que assina interessante trabalho sobre o assunto, coloca a introdução do gado, em São Vicente, entre aquelas duas datas, acrescentando que foi mandado por D. Ana Pimentel, mulher de Martim Afonso e sua procuradora nos negó- cios atinentes à capitania. in ) Essa procuração está datada de 3 e 6 de Março de 1534. ") Não se pode, ainda, de sã consciência, determinar uma data precisa para a introdução do gado no Brasil. É possível que nos arquivos portugueses se encontrem indicações não reveladas até hoje. Nas feitorias que se estabeleceram no Norte, antes da fun- dação de São Vicente, é provável mesmo que portugueses ou fran- ceses houvessem introduzido algumas cabeças de gado, mas em número tão resumido que não se destinariam senão exclusivamen- te para o consumo. [ / "Histo´ria das misso~es orientais do Uruguai"]