18 de novembro de 1757, sexta-feira
| Última licença dada em Lisboa para a impressão do Etíope resgatado, obra do padre Manuel Ribeiro Rocha | | Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
1757 — Última licença dada em Lisboa para a impressão do Etíoperesgatado, obra do padre Manuel Ribeiro Rocha, natural de Lisboa,“domiciliário na cidade da Bahia e nela advogado, e bacharel formadona universidade de Coimbra.” O nome Manuel Ribeiro Rocha, esquecidodurante as nossas lutas em favor da emancipação da raça negra, deveser venerado como o do mais antigo abolicionista do Brasil. Todas asideias que triunfaram em 1871 e 1888, ele as pregou desde o séculoXVIII naquele livro precioso, muito antes de pronunciar-se Condorcetpela liberdade dos nascituros (1781), de escrever Clarkson a sua célebredissertação de 1786, e antes também da resolução tomada pelos Quakersde libertarem os seus escravos (1o de janeiro de 1788). Foi, portanto,um precursor de todos estes beneméritos da humanidade e dos queposteriormente se ilustraram, defendendo a grande causa, hoje vencedoraem todo o mundo civilizado. “Esta, pois, me meteu na mão a pena [diziaRocha] para a formatura do opúsculo presente, na primeira parte doqual mostro que se não podem comerciar, haver, e possuir estes pretosafricanos por título de permutação ou compra, com aquisição de domínio,sem pecado, e gravíssimos encargos de consciência.” Só admitia otráfico para resgatar os que já fossem cativos dos bárbaros africanos:“[...] Resgatado da escravidão injusta, a que barbaramente reduziram osseus mesmos nacionais.” O senhor devia conservar em seu poder apenasdurante certo prazo esses africanos resgatados e “a título de redenção,com aquisição somente do direito de senhor e retenção, para nos servirem,como escravos, até pagarem seu valor, ou até que com diuturnos serviçoso compensem, ficando depois disso totalmente desobrigados e restituídosa natural liberdade com que nasceram”. Os filhos das africanas detidasem servidão, esses nasciam livres: “E ultimamente: que os partos dasescravas remidas nascem ingênuos, e sem contraírem a causa do penhore retenção em que elas existirem... Deve-se observar esta lei com amodificação de que fiquem servindo e obedecendo a seus patronos atéterem a idade de 14 ou 15 anos: não por escravidão, senão somente porrecompensa e gratificação do benefício da criação e educação que delesreceberam.” O que o padre Rocha propunha em 1757 era muito mais doque o obtido a tanto custo na lei brasileira de 28 de setembro de 1871.
O que é História?
Abraham Lincoln (1809-1865) dizia que "se não for verdade, não é História. Porém, é possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade.
Existiu um homem que pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar, aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de Marcos e reduziu uma hiperinflação, a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava a seguir a carreira artística. [28174] Você votaria neste homem Adolf Hitler (1889-1945)?
Quantos ou quais eventos são necessários para uma História? Segundo Aluf Alba, arquivista do Arquivo Naciona: o documento, ele começa a ser memória já no seu nascimento, e os documentos que chegam no Arquivo Nacional fazem parte de um processo, político e técnico de escolhas. O que vai virar arquivo histórico, na verdade é um processo político de escolhas, daquilo que vai constituir um acervo que vai ser perene e que vai representar, de alguma forma a História daquela empresa, daquele grupo social e também do Brasil, como é o caso do Arquivo Nacional.
É sempre um processo político de escolha, por isso que é tão importante termos servidores públicos posicionados, de pessoas preparadas para estarem atuando nesse aspecto.
Mary Del Priori, historiadora:
Nós temos leis aqui no Brasil, que são inclusive eu diria bastante rigorosas. Elas não são cumpridas, mas nós temos leis para arquivos municipais, estaduais e arquivos federais, que deveriam ser cobradas pela própria população, para manutenção desses acervos, acervos que estão desaparecendo, como vimos recentemente com o Museu Nacional e agora com a Cinemateca de São Paulo. E no caso dos arquivos municipais, esses são os mais fragilizados, porque eles tem a memória das pequenas cidades e dos seus prefeitos, que muitas vezes fazem queimar ou fazem simplesmente desaparecer a documentação que não os interessa para a sua posteridade. Então esse, eu diria que essa vigilância sobre o nosso passado, sobre o valor dos nossos arquivos, ainda está faltando na nossa população.
Lia Calabre, historiadora:
A memória de Josef Stálin inclusive, ela serve para que não se repitam os mesmos erros, ela serve para que se aprenda e se caminhe. Os processos constantes de apagamento. Existe um depósito obrigatório de documentação que não é feita, na verdade se a gente pensar, desde que a capital foi para Brasília, os documentos não vieram mais para o Arquivo Nacional. [4080]
Quantos registros?
Fernando Henrique Cardoso recupera a memória das mais influentes personalidades da história do país.
Uma das principais obras do barão chama-se "Efemérides Brasileiras". Foi publicada parcialmente em 1891 e mostra o serviço de um artesão. Ele colecionou os acontecimentos de cada dia da nossa história e enquanto viveu atualizou o manuscrito. Vejamos o que aconteceu no dia 8 de julho. Diz ele:
- Em 1691 o padre Samuel Fritz, missionário da província castelhana dos Omáguas, regressa a sua missão, depois de uma detenção de 22 meses na cidade de Belém do Pará (ver 11 de setembro de 1689).
- Em 1706 o rei de Portugal mandou fechar uma tipografia que funcionava no Recife.
- Em 1785 nasceu o pai do Duque de Caxias.
- Em 1827 um tenente repeliu um ataque argentino na Ilha de São Sebastião.
- Em 1869 o general Portinho obriga os paraguaios a abandonar o Piraporaru e atravessa esse rio.
- Em 1875 falece no Rio Grande do Sul o doutor Manuel Pereira da Silva Ubatuba, a quem se deve a preparação do extractum carnis, que se tornou um dos primeiros artigos de exportação daquela parte do Brasil.
Ainda bem que o barão estava morto em 2014 julho que a Alemanha fez seus 7 a 1 contra o Brasil.
(...) Quem já foi ministro das relações exteriores como eu trabalha numa mesa sobre a qual a um pequeno busto do barão. É como se ele continuasse lá vigiando seus sucessores.
Ele enfrentou as questões de fronteiras com habilidade de um advogado e a erudição de um historiador. Ele ganhava nas arbitragens porque de longe o Brasil levava a melhor documentação. Durante o litígio com a Argentina fez com que se localiza-se o mapa de 1749, que mostrava que a documentação adversária estava simplesmente errada.
Esse caso foi arbitrado pelo presidente Cleveland dos Estados Unidos e Rio Branco preparou a defesa do Brasil morando em uma pensão em Nova York. Conforme registrou passou quatro anos sem qualquer ida ao teatro ou a divertimento.
Vitorioso nas questões de fronteiras tornou-se um herói nacional. Poderia desembarcar entre um Rio, coisa que Nabuco provavelmente faria. O barão ouviu a sentença da arbitragem em Washington e quieto tomou o navio de volta para Liverpool. Preferia viver com seus livros e achava-se um desajeitado para a função de ministro.
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