1823 — Convenção assinada no pastoreio de Pereira, nascentes doarroio Miguelete, entre os delegados do general dom Álvaro da Costa deSousa de Macedo, comandante das tropas que ocupavam Montevidéu e seconservavam fiéis ao rei de Portugal, e os delegados do general Lecór, barãoda Laguna (depois visconde), comandante em chefe do Exército brasileiroque sitiava essa praça (guerra da Independência). A convenção foi ratificadapelos dois generais no dia seguinte. Por ela, obrigou-se dom Álvaro deMacedo a embarcar para Lisboa com as tropas portuguesas, entregando apraça ao general brasileiro. Entre as forças que até o último momento seconservavam fiéis a Portugal e que defenderam a praça estavam o 1o e o 2obatalhões de libertos do Rio de Janeiro, incorporados ao Exército imperialdepois desta convenção e do embarque dos portugueses. Em consequência dademora na prontificação dos transportes que deveriam conduzir a guarniçãoeuropeia, o Exército brasileiro só pôde fazer sua entrada em Montevidéu nodia 2 de março do ano seguinte. A convenção de 18 de novembro foi assinadapelo coronel Inácio José Vicente da Fonseca, chefe da legião de São Paulo,pelo tenente-coronel Wenceslau de Oliveira Belo, comandante da artilhariado Rio de Janeiro (representantes do general brasileiro), pelo coronel FilipeNéri Gurjão e pelo major Inácio da Cunha Gasparinho (representantes dogeneral português). Este Wenceslau de Oliveira Belo, segundo Balbi, foi umdos maiores mestres de esgrima de seu tempo.