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Primeiro transplante de coração da América Latina
26 de maio de 1968, domingo ver ano
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Euryclides de Jesus Zerbini foi o quinto cirurgião do mundo e o primeiro da América Latina e do Brasil a realizar um transplante de coração.

O primeiro transplante de coração do mundo foi realizado na Cidade do Cabo, em 3 de dezembro de 1967 pelo cirurgião Christiaan Barnard.

O paciente teve uma sobrevida de apenas 18 dias e apesar das enormes críticas recebidas, o procedimento despertou interesse nos centros de cirurgia cardíaca de todo o mundo.

No mesmo mês, desta fez nos Estados Unidos, Adrian Kantrowitz realizou o transplante em uma criança, novamente sem sucesso.

O Brasil quase foi pioneiro no transplante cardíaco. Em 1967, o Conselho do Hospital das Clínicas proibiu o procedimento.

A partir de 1968, vários hospitais pelo mundo começaram a realizar o procedimento e a equipe chefiada por Euryclides Zerbini realizou o primeiro transplante da América Latina e do Brasil em 26 de maio de 1968, cinco meses após o transplante na África do Sul.

João Ferreira da Cunha, o João Boiadeiro, de 23 anos, sofria de insuficiência cardíaca e recebeu o coração de Luís Fernando de Barros, vítima de atropelamento.

Após constatada a morte cerebral do doador, duas equipes, com 41 pessoas ao todo, entrou em ação.

Euryclides Zerbini retirou o coração de João na madrugada, mantido em temperatura normal, irrigado pela máquina de perfusão, para melhor proteção dos tecidos, diferente da técnica sul-africana, de resfriamento.

O transplante terminou às 7h53 da manhã. João, infelizmente, teve uma sobrevida de apenas 28 dias, mas a técnica ganhou notoriedade nacional e internacional.

O então governador do Estado de São Paulo, Abreu Sodré, chegou a visitar o hospital na madrugada da cirurgia para congratular a equipe.

O feito científico convenceu o governador a liberar os recursos para a construção do Instituto do Coração (InCor), dedicado exclusivamente o diagnóstico, tratamento e pesquisas de doenças cardiovasculares.

Outros dois pacientes seriam transplantados até 1969, com sobrevida de 400 dias e 60 dias. A essa altura, o Hospital das Clínicas já era considerado um centro de referência mundial e o cirurgião Christiaan Barnard chegou a visitar as instalações em 1969.





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