25 de fevereiro de 2015, quarta-feira
| Laudo aponta que bebê jogado pela janela estava vivo quando nasceu | | Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
Laudo aponta que bebê jogado pela janela estava vivo quando nasceuParto foi no banheiro do posto de saúde do Éden, em Sorocaba (SP). Em depoimento à polícia, gestante disse que família não sabia da gravidez.25/02/2015 17h41 - Atualizado em 25/02/2015 17h51O laudo técnico feito no corpo do bebê que foi jogado pela janela do posto de saúde no bairro Éden, em novembro do ano passado, em Sorocaba (SP), comprovou que a criança estava viva quando nasceu. A delegada responsável pelo caso, Ana Luiza Salomone, confirmou em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (25) o resultado do exame, que apontou também que a mãe, de 25 anos, estava grávida de seis meses e meio no dia do nascimento e morte da criança.Ainda de acordo com a delegada, o legista responsável pelo caso não conseguiu identificar se a mulher fez uso de algum tipo de medicamento para induzir o aborto. "Só foi possível comprovar que houve a expulsão do feto, mas não dá saber de que forma isso ocorreu", explica Ana Luiza, que pretende finalizar o inquérito que investiga o caso nas primeiras semanas de março.Enquanto isso, a delegada pretende ouvir mais testemunhas do caso, provavelmente funcionários do posto de saúde que estavam no local no dia do aborto. "A intenção é ver se tem algum elemento que possa complementar o inquérito. Irei ouvir mais algumas pessoas, para assim concluir qual será a pena adequada."Caso seja comprovado o aborto induzido, a mulher poderá responder por homícidio doloso, quando há intenção de matar, com pena de até 20 anos de prisão. Porém, Ana Luiza ainda frisa que ela poderá responder por infanticídio, que significa assassinato do recém-nascido logo após o seu nascimento. A pena é a detenção de dois a seis anos, para esse crime.Entenda o casoO feto foi encontrado no período da manhã do dia 13 de novembro de 2014 por funcionários da unidade de saúde do Éden. De acordo com a coordenação da Regional Leste da Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES), a grávida esteve no Pronto Atendimento do Éden por volta das 3h, queixando-se de fortes dores abdominais. Ela foi atendida, medicada e recebeu uma guia de encaminhamento para uma unidade do seu convênio médico.Na saída da consulta, a gestante pediu para ir ao banheiro. Foi neste momento, segundo a polícia, que ela teria abortado e jogado o feto pela janela da unidade. A mulher deixou o Pronto Atendimento do Éden sem que ninguém percebesse algo estranho. Depois que o feto foi encontrado, a polícia técnica foi acionada e esteve no local para fazer a averiguação dos fatos.Em depoimento à polícia, a mãe da criança disse que ficou assustada, já que a sua família não sabia da gravidez. Mesmo assim, ela alegou que o aborto foi espontâneo e que teria passado mal, foi ao banheiro, expeliu o feto e, como ficou com medo por causa da família não saber da gravidez, acabou abandonando o bebê que, segundo ela, já nasceu morto.
O que é História?
Abraham Lincoln (1809-1865) dizia que "se não for verdade, não é História. Porém, é possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade.
Existiu um homem que pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar, aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de Marcos e reduziu uma hiperinflação, a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava a seguir a carreira artística. [28174] Você votaria neste homem Adolf Hitler (1889-1945)?
Quantos ou quais eventos são necessários para uma História? Segundo Aluf Alba, arquivista do Arquivo Naciona: o documento, ele começa a ser memória já no seu nascimento, e os documentos que chegam no Arquivo Nacional fazem parte de um processo, político e técnico de escolhas. O que vai virar arquivo histórico, na verdade é um processo político de escolhas, daquilo que vai constituir um acervo que vai ser perene e que vai representar, de alguma forma a História daquela empresa, daquele grupo social e também do Brasil, como é o caso do Arquivo Nacional.
É sempre um processo político de escolha, por isso que é tão importante termos servidores públicos posicionados, de pessoas preparadas para estarem atuando nesse aspecto.
Mary Del Priori, historiadora:
Nós temos leis aqui no Brasil, que são inclusive eu diria bastante rigorosas. Elas não são cumpridas, mas nós temos leis para arquivos municipais, estaduais e arquivos federais, que deveriam ser cobradas pela própria população, para manutenção desses acervos, acervos que estão desaparecendo, como vimos recentemente com o Museu Nacional e agora com a Cinemateca de São Paulo. E no caso dos arquivos municipais, esses são os mais fragilizados, porque eles tem a memória das pequenas cidades e dos seus prefeitos, que muitas vezes fazem queimar ou fazem simplesmente desaparecer a documentação que não os interessa para a sua posteridade. Então esse, eu diria que essa vigilância sobre o nosso passado, sobre o valor dos nossos arquivos, ainda está faltando na nossa população.
Lia Calabre, historiadora:
A memória de Josef Stálin inclusive, ela serve para que não se repitam os mesmos erros, ela serve para que se aprenda e se caminhe. Os processos constantes de apagamento. Existe um depósito obrigatório de documentação que não é feita, na verdade se a gente pensar, desde que a capital foi para Brasília, os documentos não vieram mais para o Arquivo Nacional. [4080]
Quantos registros?
Fernando Henrique Cardoso recupera a memória das mais influentes personalidades da história do país.
Uma das principais obras do barão chama-se "Efemérides Brasileiras". Foi publicada parcialmente em 1891 e mostra o serviço de um artesão. Ele colecionou os acontecimentos de cada dia da nossa história e enquanto viveu atualizou o manuscrito. Vejamos o que aconteceu no dia 8 de julho. Diz ele:
- Em 1691 o padre Samuel Fritz, missionário da província castelhana dos Omáguas, regressa a sua missão, depois de uma detenção de 22 meses na cidade de Belém do Pará (ver 11 de setembro de 1689).
- Em 1706 o rei de Portugal mandou fechar uma tipografia que funcionava no Recife.
- Em 1785 nasceu o pai do Duque de Caxias.
- Em 1827 um tenente repeliu um ataque argentino na Ilha de São Sebastião.
- Em 1869 o general Portinho obriga os paraguaios a abandonar o Piraporaru e atravessa esse rio.
- Em 1875 falece no Rio Grande do Sul o doutor Manuel Pereira da Silva Ubatuba, a quem se deve a preparação do extractum carnis, que se tornou um dos primeiros artigos de exportação daquela parte do Brasil.
Ainda bem que o barão estava morto em 2014 julho que a Alemanha fez seus 7 a 1 contra o Brasil.
(...) Quem já foi ministro das relações exteriores como eu trabalha numa mesa sobre a qual a um pequeno busto do barão. É como se ele continuasse lá vigiando seus sucessores.
Ele enfrentou as questões de fronteiras com habilidade de um advogado e a erudição de um historiador. Ele ganhava nas arbitragens porque de longe o Brasil levava a melhor documentação. Durante o litígio com a Argentina fez com que se localiza-se o mapa de 1749, que mostrava que a documentação adversária estava simplesmente errada.
Esse caso foi arbitrado pelo presidente Cleveland dos Estados Unidos e Rio Branco preparou a defesa do Brasil morando em uma pensão em Nova York. Conforme registrou passou quatro anos sem qualquer ida ao teatro ou a divertimento.
Vitorioso nas questões de fronteiras tornou-se um herói nacional. Poderia desembarcar entre um Rio, coisa que Nabuco provavelmente faria. O barão ouviu a sentença da arbitragem em Washington e quieto tomou o navio de volta para Liverpool. Preferia viver com seus livros e achava-se um desajeitado para a função de ministro.
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