'Medalhão furtado da estátua de Baltasar será reinstalado 0 06/06/2015 Wildcard SSL Certificates
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   6 de junho de 2015, sábado
Medalhão furtado da estátua de Baltasar será reinstalado
      Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

  


A Secretaria de Serviços Públicos (Serp) de Sorocaba promete recolocar nesta semana o medalhão de bronze pertencente à estátua de Baltasar Fernandes, situada em frente ao Mosteiro de São Bento. A peça, segundo a Prefeitura, foi furtada e encontrada em fevereiro por guardas civis municipais em uma via pública. O objeto foi submetido a um processo de recuperação e, quatro meses depois, voltará à base do monumento em homenagem ao fundador da cidade.O medalhão tem o formato de um losango, com aproximadamente 20 centímetros de raio. A peça é toda esculpida nas laterais e, no centro, há a seguinte inscrição: "Capitão Baltasar Fernandes - fundador de Sorocaba - 1654". O objeto de bronze estava preso por quatro parafusos, justamente na fachada da base da estátua, onde hoje é possível encontrar apenas as marcas do vandalismo.A Prefeitura de Sorocaba não soube informar quando o medalhão foi furtado. No local não há nenhum aparelho de videomonitoramento controlado pelo governo municipal, apesar de a região abrigar um dos principais sítios históricos da cidade, que abrange a Igreja de Sant"Ana e o mosteiro dos beneditinos. Existe somente uma câmera na praça Carlos de Campos, distante cerca de 100 metros do monumento, mas a visão fica prejudicada pela copa das árvores.A base do monumento possui outras sete peças de bronze. Nenhuma delas foi danificada. Segundo o jornalista Sérgio Coelho de Oliveira, autor de um livro baseado na história de Baltasar Fernandes, algumas dessas imagens retratam passagens históricas da fundação de Sorocaba. "Por isso é necessário um monitoramento mais intenso nessa região", diz. O monge responsável pelo Mosteiro de São Bento, dom José Carlos Camorim Gatti, soube do sumiço da peça há aproximadamente duas semanas. Segundo ele, as câmeras recentemente instaladas na fachada do prédio para evitar vandalismo não captaram a ação no monumento.VandalismoQuem convive na região do Largo de São Bento já não se surpreende com os atos de vandalismo. O taxista José Antônio Doce, 68, trabalha há quatro décadas em frente à igreja e flagrou no início do ano um jovem em cima do monumento. "Chamei a atenção e ele disse que estava tentando tirar a espada da mão do Baltasar", conta. Na sequência, o jovem, que aparentava 14 anos de idade, desceu da estátua e fugiu. A Polícia Militar foi chamada, mas o rapaz não foi encontrado.Os registros de vandalismo são vistos em vários cantos da praça do Mosteiro de São Bento. A parte de trás do monumento de pedra do Rotary Club está todo pichado. O mesmo ocorre no ponto de táxi e nas placas de trânsito. De acordo com Doce, essa falta de segurança levou os taxistas situados no Largo de São Bento a cancelar o trabalho noturno. No local, o trabalho diário é encerrado sempre às 18h, antes de escurecer.Monumento está instado há 61 anosO monumento em homenagem a Baltasar Fernandes está instalado no Largo de São Bento desde 15 de agosto de 1954. A estátua fundida em bronze foi feita pelo escultor Ernesto Biancalana, a pedido da colônia espanhola existente na cidade, em comemoração ao terceiro centenário de fundação de Sorocaba.Todas as peças de bronze presentes na base da escultura são originais e estão instaladas há 61 anos. Em agosto do ano passado, a obra de Biancalana foi submetida a um processo de limpeza.Baltazar Fernandes era filho do fidalgo português Manoel Fernandes Ramos e de Suzana Dias, filha do português Lopo Dias. Nasceu aproximadamente em 1580, em uma fazenda onde hoje é o Parque Ibirapuera, em São Paulo. Em 1654, já octogenário, veio para Sorocaba, onde fixou residência.O fundador de Sorocaba faleceu aproximadamente em 1667. O seu corpo foi sepultado junto ao altar principal da sua capela, hoje Igreja de Sant"Ana, do Mosteiro de São Bento.


O que é História?
Abraham Lincoln (1809-1865) dizia que "se não for verdade, não é História. Porém, é possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade.

Existiu um homem que pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar, aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de Marcos e reduziu uma hiperinflação, a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava a seguir a carreira artística. [28174] Você votaria neste homem Adolf Hitler (1889-1945)?



Quantos ou quais eventos são necessários para uma História?
Segundo Aluf Alba, arquivista do Arquivo Naciona: o documento, ele começa a ser memória já no seu nascimento, e os documentos que chegam no Arquivo Nacional fazem parte de um processo, político e técnico de escolhas. O que vai virar arquivo histórico, na verdade é um processo político de escolhas, daquilo que vai constituir um acervo que vai ser perene e que vai representar, de alguma forma a História daquela empresa, daquele grupo social e também do Brasil, como é o caso do Arquivo Nacional.

É sempre um processo político de escolha, por isso que é tão importante termos servidores públicos posicionados, de pessoas preparadas para estarem atuando nesse aspecto.


Mary Del Priori, historiadora:

Nós temos leis aqui no Brasil, que são inclusive eu diria bastante rigorosas. Elas não são cumpridas, mas nós temos leis para arquivos municipais, estaduais e arquivos federais, que deveriam ser cobradas pela própria população, para manutenção desses acervos, acervos que estão desaparecendo, como vimos recentemente com o Museu Nacional e agora com a Cinemateca de São Paulo. E no caso dos arquivos municipais, esses são os mais fragilizados, porque eles tem a memória das pequenas cidades e dos seus prefeitos, que muitas vezes fazem queimar ou fazem simplesmente desaparecer a documentação que não os interessa para a sua posteridade. Então esse, eu diria que essa vigilância sobre o nosso passado, sobre o valor dos nossos arquivos, ainda está faltando na nossa população.

Lia Calabre, historiadora:

A memória de Josef Stálin inclusive, ela serve para que não se repitam os mesmos erros, ela serve para que se aprenda e se caminhe. Os processos constantes de apagamento. Existe um depósito obrigatório de documentação que não é feita, na verdade se a gente pensar, desde que a capital foi para Brasília, os documentos não vieram mais para o Arquivo Nacional. [4080]

Quantos registros? Fernando Henrique Cardoso recupera a memória das mais influentes personalidades da história do país.

Uma das principais obras do barão chama-se "Efemérides Brasileiras". Foi publicada parcialmente em 1891 e mostra o serviço de um artesão. Ele colecionou os acontecimentos de cada dia da nossa história e enquanto viveu atualizou o manuscrito. Vejamos o que aconteceu no dia 8 de julho. Diz ele:

- Em 1691 o padre Samuel Fritz, missionário da província castelhana dos Omáguas, regressa a sua missão, depois de uma detenção de 22 meses na cidade de Belém do Pará (ver 11 de setembro de 1689).

- Em 1706 o rei de Portugal mandou fechar uma tipografia que funcionava no Recife.

- Em 1785 nasceu o pai do Duque de Caxias.

- Em 1827 um tenente repeliu um ataque argentino na Ilha de São Sebastião.

- Em 1869 o general Portinho obriga os paraguaios a abandonar o Piraporaru e atravessa esse rio.

- Em 1875 falece no Rio Grande do Sul o doutor Manuel Pereira da Silva Ubatuba, a quem se deve a preparação do extractum carnis, que se tornou um dos primeiros artigos de exportação daquela parte do Brasil.

Ainda bem que o barão estava morto em 2014 julho que a Alemanha fez seus 7 a 1 contra o Brasil.

(...) Quem já foi ministro das relações exteriores como eu trabalha numa mesa sobre a qual a um pequeno busto do barão. É como se ele continuasse lá vigiando seus sucessores.

Ele enfrentou as questões de fronteiras com habilidade de um advogado e a erudição de um historiador. Ele ganhava nas arbitragens porque de longe o Brasil levava a melhor documentação. Durante o litígio com a Argentina fez com que se localiza-se o mapa de 1749, que mostrava que a documentação adversária estava simplesmente errada.

Esse caso foi arbitrado pelo presidente Cleveland dos Estados Unidos e Rio Branco preparou a defesa do Brasil morando em uma pensão em Nova York. Conforme registrou passou quatro anos sem qualquer ida ao teatro ou a divertimento.

Vitorioso nas questões de fronteiras tornou-se um herói nacional. Poderia desembarcar entre um Rio, coisa que Nabuco provavelmente faria. O barão ouviu a sentença da arbitragem em Washington e quieto tomou o navio de volta para Liverpool. Preferia viver com seus livros e achava-se um desajeitado para a função de ministro.


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