Em 1606, oficiais da Câmara ainda reclamavam que Afonso Sardinha, o pai, abrigara certos índios carijós que teriam ido buscar “paz e vassalagem” junto ao donatário da capitania, e que os teria mantido em sua casa, em Carapicuíba, se recusando a remetê-los à Câmara, onde deveriam fazer as tratativas para os préstimos de obediência.
Na mesma sessão, buscava-se proibir que Sardinha, nesta altura provavelmente beirando os oitenta anos, empreendesse mais uma entrada ao sertão,como se ouvira dizer na vila.370 Neste sentido, fica claro que Afonso geria uma ampla mão de obra indígena, grande parte concentrada em sua própria aldeia, de Carapicuíba, mais tarde transferida aos padres da Companhia de Jesus através de seu testamento de 1616.
Por mais cinco anos permaneceria Sardinha na obscuridade, cuidando tão somente de seus negócios particulares. E, nesse mistér, viria a tentar, em 1606, sair em resgate a terra dos índios Carijós. Porém, na sessão da Câmara, de 9 de setembro, protestava o procurador Pero Correia, pedindo providências que embargassem a partida de Afonso Sardinha e de outro homem branco e seus escravos. Lembrassem que um enviado do antigo capitão Jerônimo Leitão, com propostas de paz, deles não retornara. Que se proibisse a entrada, evitando-se arriscar novas vidas. Acusava mais. Que o velho Sardinha recebera ultimamente uns chefes da tribo Carijó vindos a pedir pazes e a vassalagem do donatário, ocultando-os em sua morada, sem os apresentar à Câmara e nem mesmo ao capitão da terra, intentando fazê-los partir sem os mostrar. Viu-se satisfeito o procurador do Concelho, sendo Afonso Sardinha notificado para que, desde logo, sob pena de pagar a multa de "seis mil que o haviam condenado", exibisse, até às nove horas do dia imediato, os principais carijós do Paranapanema. [Páginas 610, 611 e 612 do pdf]
“Algumas notas genealógicas: livro de família: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX” Data: 01/01/1886 Página 352
Em 1606, oficiais da Câmara ainda reclamavam que Afonso Sardinha, o pai, abrigara certos índios carijós que teriam ido buscar “paz e vassalagem” junto ao donatário da capitania, e que os teria mantido em sua casa, em Carapicuíba, se recusando a remetê-los à Câmara, onde deveriam fazer as tratativas para os préstimos de obediência.
Na mesma sessão, buscava-se proibir que Sardinha, nesta altura provavelmente beirando os oitenta anos, empreendesse mais uma entrada ao sertão,como se ouvira dizer na vila.370 Neste sentido, fica claro que Afonso geria uma ampla mão de obra indígena, grande parte concentrada em sua própria aldeia, de Carapicuíba, mais tarde transferida aos padres da Companhia de Jesus através de seu testamento de 1616.
Por mais cinco anos permaneceria Sardinha na obscuridade, cuidando tão somente de seus negócios particulares. E, nesse mistér, viria a tentar, em 1606, sair em resgate a terra dos índios Carijós. Porém, na sessão da Câmara, de 9 de setembro, protestava o procurador Pero Correia, pedindo providências que embargassem a partida de Afonso Sardinha e de outro homem branco e seus escravos. Lembrassem que um enviado do antigo capitão Jerônimo Leitão, com propostas de paz, deles não retornara. Que se proibisse a entrada, evitando-se arriscar novas vidas. Acusava mais. Que o velho Sardinha recebera ultimamente uns chefes da tribo Carijó vindos a pedir pazes e a vassalagem do donatário, ocultando-os em sua morada, sem os apresentar à Câmara e nem mesmo ao capitão da terra, intentando fazê-los partir sem os mostrar. Viu-se satisfeito o procurador do Concelho, sendo Afonso Sardinha notificado para que, desde logo, sob pena de pagar a multa de "seis mil que o haviam condenado", exibisse, até às nove horas do dia imediato, os principais carijós do Paranapanema. [Páginas 610, 611 e 612 do pdf]
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