"COLÓQUIO DOS SIMPLES, E DROGAS E COISAS MEDICINAIS DA ÍNDIA E ASSIM DE ALGUMAS FRUTAS ACHADAS NELA ONDE SE TRATAM ALGUMAS COISAS TOCANTES A MEDICINA PRÁTICA, E OUTRAS COISAS BOAS PARA SABER", POR GARCIA DE ORTA, FÍSICO DO REINÍVEL DE DESCRIÇÃODocumento composto Documento compostoCÓDIGO DE REFERÊNCIAPT/TT/CF/088TIPO DE TÍTULOFormalDATAS DE PRODUÇÃO1563-04-10 A data é certa a A data é certaDIMENSÃO E SUPORTE1 liv. impresso (220 x 150 x 35mm); papelHISTÓRIA ADMINISTRATIVA/BIOGRÁFICA/FAMILIARGarcia de Orta foi um médico e botânico ou naturalista português do século XVI. Nasceu, em 1501, em Castelo de Vide. Primeiro filho de Fernando de Orta, natural de Valência de Alcântara, e de Leonor Gomes, natural de Albuquerque, judeus, expulsos de Espanha em 1492 pelos Reis Católicos. Era irmão de Catarina de Orta, natural da mesma localidade, em cujo processo da Inquisição de Lisboa, os pais são identificados como cristãos novos. Estudou em Salamanca e Alcalá de Henares (durante os anos de 1515-1523) Gramática, Artes, Súmulas, e Filosofia Natural, licenciando-se em Medicina. Em Alcalá estudou Botânica tendo por mestre Antonio de Lebrija cujo ensino incluía também saídas para herborização. Cerca de 1523 regressou a Castelo de Vide. Obteve licença para exercer o cargo de físico após exame e aprovação como "auto e suficiente" pelo físico mor, por carta régia de 10 de abril de 1526. No final deste ano, estava em Lisboa, concorrendo às cadeiras universitárias de Lógica, Filosofia Moral (1529), Súmulas (1530) embora sem sucesso. Em Novembro, deste ano, obteve interinamente, a cadeira de Filosofia Natural. Em 1531, recebeu o encargo de reger interinamente o curso de Filosofia Moral, vago pela saída de Pedro Nunes. Em 4 de Outubro de 1533, foi eleito deputado do Conselho da Universidade. Terá exercido clínica em Lisboa entre 1530 e 1534.Em 12 de março de 1534, Garcia de Orta partiu para a Índia na armada e como físico do Capitão Mor do Mar da Índia, Martim Afonso de Sousa, recentemente vindo do Brasil, chegando à Índia em Setembro desse ano. Por um período de quatro anos, acompanhou-o nas campanhas de mar e terra na costa ocidental da Índia, de Diu a Ceilão, percorrendo a costa de Cambaia e atravessando o Golfo. Participou na expedição pela região de Guzarate, visitou os portos da Índia setentrional, penetrou no interior, atravessando toda a Península do Kathiawar, desde Diu até Ahmedábád. Viu por si o aspecto da vegetação daquela parte da Índia, com clima mais temperado e com certa aridez e as terras mais ricas e viçosas de Concan, Canará e Malabar, que mais tarde visitou. Viu a região de Malabar rica em diversos produtos vegetais que não vira no Norte e onde fez observações muito diferentes. Na baía de Bombaim visitou o templo de Elephanta, tornando-se o primeiro europeu a dar notícia deste local e da sua degradação, como veio a registar no Colóquio de Turbit. Assistiu à assinatura do tratado de aliança que Martim Afonso faz com o sultão Badur, pelo qual foi cedida Baçaím, que seria a capital da «provincia do
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