Pela manhã, inicia-se o inventário de Cornélio de Arzão e a inquisição
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
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À meia-noite de 28 de abril de 1628, um grupo de homens bate à porta da casa de um grande sítio em Pirituba, enquanto um dêles, com voz clara, brada: – Abram, em nome da Santa Inquisição! Uma mulher, pouco depois, escancara as portas, sem surpresa nem susto, pois já espera a incômoda visita. É ela dona Elvira Rodrigues, e sabe que esses homens sinistros a procurariam, pois seu marido, Cornélio de Arzão, acha-se prêso em Lisboa, por ordem do Santo Ofício. Cornélio de Arzão, flamengo que viera a São Paulo como perito em mineração, contratado por D. Francisco de Sousa, é homem de muita consideração na vila, onde se casa com a filha de um grande sertanista espanhol, mas, por motivos que se ignora, cai no desagrado da Inquisição, que o prende na aldeia de Setúbal e o remete para Lisboa, após excomungá-lo. Cornélio não é judeu. Além disso é católico, e tão bom católico que trabalha na conclusão da igreja matriz, alguns anos antes, e ficam a dever-lhe não pouco dinheiro dessa empreitada. O certo é que, por esta ou aquela razão, Miguel Ribeiro, meirinho do Santo Ofício, e o juiz Francisco de Paiva exigem que dona Elvira lhes entregue tôdas as chaves da casa e declare todos os bens que ali dentro se acham, após fazerem-na jurar com a mão sôbre a cruz que o meirinho trás ao peito. (BELMONTE, s.d., p. 155 e 156). [...] entregues as chaves, declara a interpelada que o que há é pouco: uma frasqueira com sete frascos, duas tamboladeiras (termo castelhano) de prata, três colheres de prata e que nada mais existe além de alguns escravos. E acrescenta que, numa casa ao lado, se encontra uma caixa com mais objetos. Vai-se à outra casa, tendo- se o cuidado, entretanto, de deixar guardas na primeira, Mas, como se faz tarde, vão todos dormir por ali mesmo. No dia seguinte, pela manhã, inicia-se o inventário dos bens, – ferramentas, de lavoura, pratos, louças, tenda de marceneiro, tecidos, roupas, jóias, objetos de tôda espécie além de dois negros da Guiné.
No tempo dos bandeirantes Data: 01/01/1939 Créditos/Fonte: Belmonte Página 222 ID: 6190
1987
Hitler: propaganda da W/Brasil para a Folha de S. Paulo (1987)
Atualizado em 02/04/2025 00:10:21
É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade. Como a "História" de
um homem que pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar, aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de Marcos e reduziu uma hiperinflação, a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava a seguir a carreira artística.