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*Abandonaram, marchando a maior parte para o Paraguai e saindo outros na pequena embarcação que naufragou em Itanhaém (os vistos por Hans Staden)
1550, domingo ver ano



 Fontes (1)

len: 5884

len: 5884

Pela sua narração, sabemos que ele e os castelhanos da malograda expedição de Diego de Sanábria estiveram dois anos na ilha, até que em 1550 a abandonaram, marchando a maior parte para o Paraguai e saindo outros na pequena embarcação que naufragou em Itanhaém.[0]

Para conquistar aquelle território, mandaram, ha alguns annos, navios dos quaes um tinha voltado pedindo mais auxilio e contou como era rico em ouro. O commandante dos trêsnavios chamava-se Dou Diego de Senabrie e devia ser governador, por parte d´El-Rei, daquelle paiz. Fui a bordo de um dos navios que estavam muito bem equipados, Sahimos de



CAPITULO XICOM O CHEGOU O OUTRO NAVIO DA NOSSA COMPANHIA, QUE SE TINHA PERDIDO, E NO QUAL ESTAVA O PRÍMEIKO PILOTO, CAPUT XI.

Depois de cerca de três semanas de demora, chegou o navio no qual se achava o primeiro piloto, mas o terceiro navio estava perdido de todo e nada mais soubemos dele. Apparelhámos, então, para sahir e fizemos provisão para 6 meses, porque havia ainda cerca de 300 léguas (1448,4km) de viagem por mar.

Quando tudo estava pronto, perdemos o grande navio no porto, o que impediu a nossa ida. Ficámos ahi dois anos, no meio de grandes perigos e soffrendo fome. Éramos obrigados a comer lagartos, ratos do campo e outros animaes exquisitos, que podíamos achar, como mariscos (pie viviam nas pedras e muitos bichos extravagantes.

Os selvagens que nos davam mantimentos, enquanto recebiam presentes de nossa parte, fugiram depois para outros logares e como não podíamos fiar-nos nelles, cançámos de lá estar para talvez perecer.

Deliberamos, pois, que a maior parte dos nossos devia ir por terra para a província de Sumption (Assumpção) que distava cerca de 300 milhas (482,8km) de lá. Os outros iriam com o navio que restava. O capitão conservava alguns de nós, que iriam por água com elle. Aquelles que iam por terra levavam alguns victualhas e alguns selvagens.

Muitos delles, porém, morreram de fome no sertão; mas os outros chegaram, como depois soubemos, e para o resto o navio era pequeno demais para navegar no mar.

CAPITULO XIICOM O DELIBERÁMOS IR A S . VlNCENTE, QUE ERA DOS PORTUGUEZES,ARRANJAR COM ELLES UM NAVIO PARA FRETAR, E TERMINAR ASSIMA NOSSA VIAGEM, PORÉM, NAUFRAGAMOS E NÃO SABÍAMOS AQUE DISTANCIA ESTÁVAMOS DE S . VlNCENTE. CAPUT XII.

Os portuguezes têm perto da terra firme uma ilha denominada S. Vincente (Urbionemt na lingua dos selvagens). Esta ilha se acha a cerca de 70 milhas (112,6km) do logar onde estávamos. Era nossa intenção ir até lá, para ver se poderíamos arranjar com os portuguezes um navio para fretar e ir com elle até o Rio de Platta, porque o navio que tínhamos era pequeno demais para nós todos.

Para effectuar isso, alguns dos nossos foram com o capitão Salasar para a ilha de S. Vincente, mas nenhum de nós tinha estado lá, exceto um de nome Roman(Romão), que se obrigou a descobrir a ilha. Sahimos, pois, do forte de Inbiassape que se acha no grau 28, ao sul do Equinoxio, e chegámos cerca de dois dias depois da nossa partida a uma ilha chamada Alkatrases, mais ou menos a 40 milhas (64,3km) do logar de onde sahimos.

Alli o vento se tornou contrario e nos obrigou a ancorar. Na ilha havia muitos pássaros marítimos chamados Alkatrases, que são laceis de apanhar. Era tempo da incubação. Desembarcámos, para procurar água potável e encontrámos cabanas velhas e cacos de panellas dos selvagens, que lá tinham morado, lambem achamos umas pequenas fontes numa rocha.Alli matamos muitos dos referidos pássaros e levamos seus ovos para bordo, onde cozinhamos os pássaros e os ovos. Acabada a refeição, levantou-se uma grande tempestade do sul que nos fez receiar que as âncoras largassem e fosse arremessassado o navio sobre os rochedos. Isto já era de tarde e pensávamos ainda alcançar o porto chamado Caninee (Cananéa).Mas antes de chegarmos, já era de noite e não pudemos entrar. Affastámonos então da terra com grande perigo, pensando a cada instante que as vagas despedaçassem o navio, porque perto da terra são ellas muito maiores do que no alto mar, longe da terra.Durante a noite tínhamos nos abastado tanto, que de manhã não enxergámos mais a terra. Somente muito depois, appareceu ella a vista, mas a tempestade era tamanha, que pensamos não resistir. Então aquelle que já tinha estado alli pretendeu reconhecer S. Vincente e aproámos para lá.Uma grande neblina, porem, nos não deixou reconhecer benf a terra e tivemos de alijar tudo que era pesado para alliviar o navio. Estávamos com muito medo, mas avançámos pensando encontrar o porto, onde moram os portuguezes, mas enganámo-nos.Ouando então a neblina se levantou um pouco, deixando ver a terra, disse Romão que se lembrava de que o porto estava na nossa frente e bastava dobrar o rochedo para alcançar o porto por de trás.Fomos alli, mas quando chegamos só vimos a morte, porque não era o porto, sendo obrigados a virar para a terra e naufragar. As ondas batiam contra a terra, que era medonho e rogámos a Deus que salvasse a nossas almas, fazendo o que os marinheiros fazem quando estão para naufragar.Ouando chegamos ao logar onde as vagas batiam em terra a dias nos suspendiam tão alto como si estivéssemos sobre uma muralha. O primeiro baque sobre a terra já despedaçou o navio Alguns saltavam no mar e nada vam para a costa, outros alli chegavam agarrados aos pedaços do navio.Assim Deus nos ajudou a chehaor vivos á terra, continuando o vento e a chuva, que quasi nos regelava. [História verídica e descrição de uma terra de selvagens nus e cruéis, comedores de seres humanos, situada no Novo Mundo da América, desconhecido antes e depois de Jesus Cristo e desconhecido aqui nas terras de Hessen até dois anos atrás, visto que Hans Staden, de Homberg, em Hessen, o conheceu por experiência própria e agora publica esse livro com as suas impressões.]




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