'Inventário de João Rodrigues Paes 0 06/04/1695 Wildcard SSL Certificates
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   6 de abril de 1695, quarta-feira
Inventário de João Rodrigues Paes
      Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

  


PROJETO COMPARTILHARCoordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueirawww.projetocompartilhar.org SL. 4º, 505, 1-5 João Paes Rodrigues, foi 1.º casado com Anna Maria Rodrigues Garcia, 2.ª vez com Messia Ferreira.Teve da 1.ª mulher os 2 f.ºs:2-1 Garcia Rodrigues Paes Betim2-2 João Paes Rodrigues, Da 2.ª mulher teve João Paes Rodrigues a f.ª única:2-3 Sebastiana Ribeira, casada em 1700 em S. Paulo com o Capitão Pedro Fernandes de Avellar. Subsídios à Genealogia Paulistana (Regina Junqueira) Faleceu Ana Maria Rodrigues em 1682, e neste ano sua mãe ainda era viva.Deixou legado para uma órfã pobre que foi recebido por uma Izabel da Costa, viúva, em nome de sua filha órfã. Esta Izabel era mãe também de João Gonçalves. Faleceu João Paes Rodrigues em 1693, casado em segundas com Messia Ferreira da Tavora. Teve João, da segunda mulher a filha única:-Ana Ribeiro (citada na GP como Sebastiana), nascida por 1685. JOÃO PAES RODRIGUESInventário e Testamento(anexo o de Anna Maria Rodrigues-1684) SAESP, Inv e Test , vol 23, fls 403 a 444Data: 6-4-1695Local: vila de São Paulo, na morada da viúvaJuiz Ordinário e dos órfãos: Paulo da Fonseca BuenoEscrivão: Diogo Gonçalves Moreira.Avaliadores:.Manuel Cardoso de Azevedo e Silvestre Gomes MadureiraDeclarante: a viúva. Assinou por ela seu irmão Francisco de Camargo Pimentel, a seu rogo. Autuação do testamento do defunto João Paes Rodrigues apresentado por seu filho e testamenteiro João Paes Rodrigues.São Paulo, 10-10-1695 anos. Título dos herdeiros do primeiro matrimonio:1- João Pires (sic), de maior2- Garcia Rodrigues, casado. Título dos herdeiros do segundo matrimonio:3- Anna Ribeiro, de 12 anos. TESTAMENTO Em nome da Santíssima (...)Aos seis de novembro de 1693, eu João Paes Rodrigues, faço este meu testamento.Encomenda a alma.Rogo ao Capitão João de Camargo Pimentel, e a meu filho João Paes Rodrigues e ao sargento mor Jose de Camargo Pimentel queiram ser meus testamenteiros.Meu corpo será sepultado na capela de Santa Teresa de quem sou irmão terceiro.Pedido de missas.Declaro que fui casado a primeira vez com Anna Maria Rodrigues de quem tive dois filhos a saber João Paes Rodrigues e Garcia Rodrigues Paes; fui casado segunda vez com Messia Ferreira de quem tenho uma filha por nome Anna Ribeiro os quais filhos assim da primeira como da segunda mulher são meus universais herdeiros.Declaro que tenho em meu serviço um bastardo por nome Sebastião Paes o qual nunca foi obrigado e na mesma conformidade o deixo por forro, e livre sem algum gênero de obrigação, e se casou com uma negra de minha administração por sua livre vontade.Declaro que meus filhos João Paes Rodrigues e Garcia Rodrigues Paes não estão inteirados do que lhe cabe de sua legitima por parte de sua mãe.Declara dividas.Depois de cumpridos meus legados deixo o restante de minha terça a minha filha Anna Ribeiro.Roguei a João Paes de Mendonça que este escrevesse por mim em que me assino feito nesta vila de são Paulo aos seis de novembro de 1693. João Paes Rodrigues - João Paes de Mendonça.Aprovação: 7-11-1693, testemunhas: Antonio Nunes de Siqueira - Fernão de Aguirre - Gaspar Martins - Manuel das Neves - Jose Pardo moradores nesta dita vila. Cumpra-se São Paulo 10 de novembro de 693. CunhaCumpra-se como nele se contem. São Paulo 10 de novembro de 693 anos.- Camargo. Codicilo - Aos 7-11-1693 Codicillo que faz João Paes.Declara mais algumas dividas. Recibos de missas, acompanhamentos (a partir de 10-11-693 anos). Dizemos herdeiros que não há nada para avaliar, segue-se somente o lançamento de gente forra. Procurador da viuva: Francisco de CamargoProcurador da órfã: sargento mor José de Camargo. ____________________________________________________________________________________________ ANNA MARIA RODRIGUESInventário e Testamento SAESP, Inv e Test , vol 23, fls 425 a 444Data: 2-2-1684Local: vila de São Paulo, nas casas do viúvo João Paes RodriguesJuiz Ordinário e dos órfãos: Salvador Cardoso de AlmeidaEscrivão: Diogo Gonçalves.Avaliadores:.Mathias da Costa e Jeronymo PedrosoDeclarante: o viúvo Título dos filhos:- João Paes Rodrigues, de 18 anos- Garcia Rodrigues, de 17 anosTodos pouco mais ou menos. TESTAMENTO Em nome de Deus. Amem.Aos 12-12-1682 faço este meu testamento.Encomenda a alma.Rogo a meu irmão Garcia Rodrigues queira ser meu testamenteiro.Meu corpo Será sepultado na igreja do seráfico São Francisco.Deixo por esmola a mais desamparada órfã que se achar um vestido de chamalote com sua capa do mesmo, já usado;Declaro que sou casada com João Paes Rodrigues e temos dois filhos a saber João e Garcia, os quais são meus legítimos herdeiros.Pagas dividas e legados deixo o remanescente de minha terça a meu filho João que se ordene de clérigo e não tomando este estado clerical repartirão a dita terça com seu irmão Garcia.Também tenho uma rapariga por nome Ventura a qual é filha de uma bastarda de minha mãe esta bastarda Ventura se criou em minha casa como filha minha própria, e como compete a minha mãe, e a mim a criação quando minha mãe a queira tirar peço que dê outra rapariga por ela para serviço de meus filhos querendo quando não parece ao menos que me devem a criação, nesta verba da rapariga não mando nada tudo deixo na disposição das justiças de Sua Alteza.Roguei ao Licenciado Pedro Teixeira de Távora que este por mim assinasse em os dois do mes de dezembro de 1682. Assino a rogo da testadora Anna Maria Rodrigues e como testemunha. Pedro Teixeira de Tavora - Ambrosio da Pena Jauffrei - Pedro Taques de Almeida ´Pedro Jacome Vieira o moço - Joachim Gonçalves Meira - João da Sylva - João Thomaz.Aprovação: aos 12-12-1682.Cumpra-se como nele se contem São Paulo 18-12-1682 Godoy.Cumpra-se como nele se contem São Paulo 18-12-1682. Recibos de missas (a partir de 20-12-1682), acompanhamentos, etc.... fls. 434 - confessou Izabel da Costa dona viuva receber como curadora de sua filha órfã um vestido de chamalote preto usado com sua capilha de seda de João Paes Rodrigues testamenteiro da defunta sua mulher Anna Maria Rodrigues por haver deixado na verba de seu testamento, e por ser verdade assinou por ela seu filho João Gonçalves. fls. 434 Rol do que posso dar a minha filha são os seguintes:Discrimina vestidos, jóias, casas, moveis, dinheiro, etc... eTerras para lavrar a saber cem braças em Juquiri donde moro, e quinhentas braças nas cabeceiras - Garcia Rodrigues Velho. Avaliações, deve-se a esta fazenda, gente da terra. Procurador ad lidem dos órfãos: o capitão Garcia Rodrigues.


O que é História?
Abraham Lincoln (1809-1865) dizia que "se não for verdade, não é História. Porém, é possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade.

Existiu um homem que pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar, aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de Marcos e reduziu uma hiperinflação, a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava a seguir a carreira artística. [28174] Você votaria neste homem Adolf Hitler (1889-1945)?



Quantos ou quais eventos são necessários para uma História?
Segundo Aluf Alba, arquivista do Arquivo Naciona: o documento, ele começa a ser memória já no seu nascimento, e os documentos que chegam no Arquivo Nacional fazem parte de um processo, político e técnico de escolhas. O que vai virar arquivo histórico, na verdade é um processo político de escolhas, daquilo que vai constituir um acervo que vai ser perene e que vai representar, de alguma forma a História daquela empresa, daquele grupo social e também do Brasil, como é o caso do Arquivo Nacional.

É sempre um processo político de escolha, por isso que é tão importante termos servidores públicos posicionados, de pessoas preparadas para estarem atuando nesse aspecto.


Mary Del Priori, historiadora:

Nós temos leis aqui no Brasil, que são inclusive eu diria bastante rigorosas. Elas não são cumpridas, mas nós temos leis para arquivos municipais, estaduais e arquivos federais, que deveriam ser cobradas pela própria população, para manutenção desses acervos, acervos que estão desaparecendo, como vimos recentemente com o Museu Nacional e agora com a Cinemateca de São Paulo. E no caso dos arquivos municipais, esses são os mais fragilizados, porque eles tem a memória das pequenas cidades e dos seus prefeitos, que muitas vezes fazem queimar ou fazem simplesmente desaparecer a documentação que não os interessa para a sua posteridade. Então esse, eu diria que essa vigilância sobre o nosso passado, sobre o valor dos nossos arquivos, ainda está faltando na nossa população.

Lia Calabre, historiadora:

A memória de Josef Stálin inclusive, ela serve para que não se repitam os mesmos erros, ela serve para que se aprenda e se caminhe. Os processos constantes de apagamento. Existe um depósito obrigatório de documentação que não é feita, na verdade se a gente pensar, desde que a capital foi para Brasília, os documentos não vieram mais para o Arquivo Nacional. [4080]

Quantos registros? Fernando Henrique Cardoso recupera a memória das mais influentes personalidades da história do país.

Uma das principais obras do barão chama-se "Efemérides Brasileiras". Foi publicada parcialmente em 1891 e mostra o serviço de um artesão. Ele colecionou os acontecimentos de cada dia da nossa história e enquanto viveu atualizou o manuscrito. Vejamos o que aconteceu no dia 8 de julho. Diz ele:

- Em 1691 o padre Samuel Fritz, missionário da província castelhana dos Omáguas, regressa a sua missão, depois de uma detenção de 22 meses na cidade de Belém do Pará (ver 11 de setembro de 1689).

- Em 1706 o rei de Portugal mandou fechar uma tipografia que funcionava no Recife.

- Em 1785 nasceu o pai do Duque de Caxias.

- Em 1827 um tenente repeliu um ataque argentino na Ilha de São Sebastião.

- Em 1869 o general Portinho obriga os paraguaios a abandonar o Piraporaru e atravessa esse rio.

- Em 1875 falece no Rio Grande do Sul o doutor Manuel Pereira da Silva Ubatuba, a quem se deve a preparação do extractum carnis, que se tornou um dos primeiros artigos de exportação daquela parte do Brasil.

Ainda bem que o barão estava morto em 2014 julho que a Alemanha fez seus 7 a 1 contra o Brasil.

(...) Quem já foi ministro das relações exteriores como eu trabalha numa mesa sobre a qual a um pequeno busto do barão. É como se ele continuasse lá vigiando seus sucessores.

Ele enfrentou as questões de fronteiras com habilidade de um advogado e a erudição de um historiador. Ele ganhava nas arbitragens porque de longe o Brasil levava a melhor documentação. Durante o litígio com a Argentina fez com que se localiza-se o mapa de 1749, que mostrava que a documentação adversária estava simplesmente errada.

Esse caso foi arbitrado pelo presidente Cleveland dos Estados Unidos e Rio Branco preparou a defesa do Brasil morando em uma pensão em Nova York. Conforme registrou passou quatro anos sem qualquer ida ao teatro ou a divertimento.

Vitorioso nas questões de fronteiras tornou-se um herói nacional. Poderia desembarcar entre um Rio, coisa que Nabuco provavelmente faria. O barão ouviu a sentença da arbitragem em Washington e quieto tomou o navio de volta para Liverpool. Preferia viver com seus livros e achava-se um desajeitado para a função de ministro.


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