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   14 de setembro de 1968, sábado
Folha de São Paulo pública trechos das denúncias de tortura
      Atualizado em 13/02/2025 06:42:31


O Narrador Historicista, ou o sofredor do mal-dearquivo: No Jornal do Brasil, a 20 de setembro de 1968, 1ºCaderno, página 13, uma nota informava que um laudo a cargodo Instituto Médico Legal confirmava a denúncia de que houvetorturas contra 3 dos 9 suspeitos de atos terroristas do grupode Sábado Dinotos, entre eles o próprio Aladino. Havia lesõesem seu corpo, resultado de choques, socos, pontapés e detortura no pau-de-arara. Um inquérito seria instaurado e aCorregedoria exigiria explicações sobre o ocorrido, a começarpelo delegado do Departamento Estadual de InvestigaçõesCriminais, Ernesto Milton Dias. Claudio Suenaga (SUENAGA1999, p. 286) reproduz trechos da denúncia publicada pelaFolha de São Paulo, a 14 de setembro de 1968: “Membros daquadrilha do terrorismo voltam a dizer que foram torturados”.Aladino Félix declarou:Os policiais do DEIC, delegados e investigadores são doentesmentais, tarados, bestiais, ladrões, torturadores e assassinos.Fui levado para uma sala pelo delegado Ernesto Milton Dias. Fui despido e surrado. Até dentes me arrebentaram. Aí, veio osuplício nas mãos. Meus dedos foram torcidos e sovados comuma peça de madeira, até que ficaram inchados. Em seguida,fui posto no pau-de-arara. Primeiramente ligaram dois cabos debateria em meus pés e durante muito tempo fiquei sob aqueleschoques tremendos. Nem sei quanto tempo, porque cerca demeia hora após iniciarem os choques, desmaiei. Acordei depoisque me tiraram do suplício, entre 10h30min e meia e 11horas. Introduziram um fio na minha uretra e outro no ânus,e fecharam a corrente ao máximo da amperagem. O aparelhoque controla a amperagem ou a voltagem tem a semelhançade um pequeno piano, com cinco botões. Os dois últimos sãovermelhos, indicando perigo de vida. Em mim, foi ligado aomáximo durante cerca de 15 a 20 minutos. Antes, desferiramum chute nos meus testículos. Perdi a consciência. Quandome voltou a razão, introduziram um fio em cada um dos meusouvidos. Diziam que, depois daquilo eu morreria, ficaria cego oulouco, pois as minhas células cerebrais não resistiriam. À noite,voltei a ser supliciado. Amarraram um fio no meu dedinho dopé direito, enrolado com um pano molhado, para aumentar acorrente. O outro fio foi enrolado ao meu membro viril. Cargaao máximo! Gritou um dos torturadores. Meu membro viril, sobo efeito da corrente, chegou a queimar no lugar onde o fio foienrolado. Perdi a consciência outra vez. Então, para ver se euestava morto, um dos torturadores acendeu um isqueiro de gáse queimou o meu ânus. Muitos foram os torturadores, não sei osnomes de todos. Tomaram parte o delegado Ernesto Milton Diase outros delegados, os investigadores Salvio, José, Gaúcho, etc.,o soldado Lázaro da FP, um capitão do Exército, cujo nome nãosei e um coronel da FP.


O que é História?
Abraham Lincoln (1809-1865) dizia que "se não for verdade, não é História. Porém, é possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade.

Existiu um homem que pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar, aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de Marcos e reduziu uma hiperinflação, a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava a seguir a carreira artística. [28174] Você votaria neste homem Adolf Hitler (1889-1945)?



Quantos ou quais eventos são necessários para uma História?
Segundo Aluf Alba, arquivista do Arquivo Naciona: o documento, ele começa a ser memória já no seu nascimento, e os documentos que chegam no Arquivo Nacional fazem parte de um processo, político e técnico de escolhas. O que vai virar arquivo histórico, na verdade é um processo político de escolhas, daquilo que vai constituir um acervo que vai ser perene e que vai representar, de alguma forma a História daquela empresa, daquele grupo social e também do Brasil, como é o caso do Arquivo Nacional.

É sempre um processo político de escolha, por isso que é tão importante termos servidores públicos posicionados, de pessoas preparadas para estarem atuando nesse aspecto.


Mary Del Priori, historiadora:

Nós temos leis aqui no Brasil, que são inclusive eu diria bastante rigorosas. Elas não são cumpridas, mas nós temos leis para arquivos municipais, estaduais e arquivos federais, que deveriam ser cobradas pela própria população, para manutenção desses acervos, acervos que estão desaparecendo, como vimos recentemente com o Museu Nacional e agora com a Cinemateca de São Paulo. E no caso dos arquivos municipais, esses são os mais fragilizados, porque eles tem a memória das pequenas cidades e dos seus prefeitos, que muitas vezes fazem queimar ou fazem simplesmente desaparecer a documentação que não os interessa para a sua posteridade. Então esse, eu diria que essa vigilância sobre o nosso passado, sobre o valor dos nossos arquivos, ainda está faltando na nossa população.

Lia Calabre, historiadora:

A memória de Josef Stálin inclusive, ela serve para que não se repitam os mesmos erros, ela serve para que se aprenda e se caminhe. Os processos constantes de apagamento. Existe um depósito obrigatório de documentação que não é feita, na verdade se a gente pensar, desde que a capital foi para Brasília, os documentos não vieram mais para o Arquivo Nacional. [4080]

Quantos registros? Fernando Henrique Cardoso recupera a memória das mais influentes personalidades da história do país.

Uma das principais obras do barão chama-se "Efemérides Brasileiras". Foi publicada parcialmente em 1891 e mostra o serviço de um artesão. Ele colecionou os acontecimentos de cada dia da nossa história e enquanto viveu atualizou o manuscrito. Vejamos o que aconteceu no dia 8 de julho. Diz ele:

- Em 1691 o padre Samuel Fritz, missionário da província castelhana dos Omáguas, regressa a sua missão, depois de uma detenção de 22 meses na cidade de Belém do Pará (ver 11 de setembro de 1689).

- Em 1706 o rei de Portugal mandou fechar uma tipografia que funcionava no Recife.

- Em 1785 nasceu o pai do Duque de Caxias.

- Em 1827 um tenente repeliu um ataque argentino na Ilha de São Sebastião.

- Em 1869 o general Portinho obriga os paraguaios a abandonar o Piraporaru e atravessa esse rio.

- Em 1875 falece no Rio Grande do Sul o doutor Manuel Pereira da Silva Ubatuba, a quem se deve a preparação do extractum carnis, que se tornou um dos primeiros artigos de exportação daquela parte do Brasil.

Ainda bem que o barão estava morto em 2014 julho que a Alemanha fez seus 7 a 1 contra o Brasil.

(...) Quem já foi ministro das relações exteriores como eu trabalha numa mesa sobre a qual a um pequeno busto do barão. É como se ele continuasse lá vigiando seus sucessores.

Ele enfrentou as questões de fronteiras com habilidade de um advogado e a erudição de um historiador. Ele ganhava nas arbitragens porque de longe o Brasil levava a melhor documentação. Durante o litígio com a Argentina fez com que se localiza-se o mapa de 1749, que mostrava que a documentação adversária estava simplesmente errada.

Esse caso foi arbitrado pelo presidente Cleveland dos Estados Unidos e Rio Branco preparou a defesa do Brasil morando em uma pensão em Nova York. Conforme registrou passou quatro anos sem qualquer ida ao teatro ou a divertimento.

Vitorioso nas questões de fronteiras tornou-se um herói nacional. Poderia desembarcar entre um Rio, coisa que Nabuco provavelmente faria. O barão ouviu a sentença da arbitragem em Washington e quieto tomou o navio de volta para Liverpool. Preferia viver com seus livros e achava-se um desajeitado para a função de ministro.


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