Há um hiato de meio século nessa interpresa. Como, porém, constasse ao soberano a existência de veieiros de prata nos morros de Sorocaba, despachou ele ao reputado mineralogista fr. Pedro de Souza, em 1680 ou 1681, a examinar aquela região. (...).
O primeiro; carta do rei a João Furtado de Mendonça (que foi governador do Rio de Janeiro de 22 de abril de 1686 a 29 de junho de 1689), é de 8 de fevereiro de 1687 e se reporta a uma carta de Luis Lopes de Carvalho, de 15 de julho de 1684, em que este afirma ter aberto, com fr. Pedro, uma mina de 70 palmos, depois afundada a 105, e reclamava, para a continuação das diligências, o auxílio de nativos das aldeias reais.Os docs. de pags. 33-42 são sobremodo interessantes, e, seguindo um nosso deliberado propósito, copiámol-os na integra, pois temos visto, por triste experiência, quanto é nocivo a tais investigações o mau vezo de truncar os elementos probantes da História. Deles se colhe que Luis Lopes de Carvalho (que em 1679 era capitão-mór de São Vicente e foi o procurador do trineto de Martim Afonso de Souza, o conde da Ilha do Príncipe, quando este, a 28 de abril de 1679, reivindicou, perante a Câmara de São Vicente, os seus direitos á antiga doação régia), tentado por uns roteiros de minas de prata e esmeraldas, penetrou o sertão de Sorocaba, e, não achando tais tesouros, mas tão somente o do ferro, cuidou de levantar uma fábrica deste metal, empenhado para isso todos os seus bens. [p. 446 e 447]
Há um hiato de meio século nessa interpresa. Como, porém, constasse ao soberano a existência de veieiros de prata nos morros de Sorocaba, despachou ele ao reputado mineralogista fr. Pedro de Souza, em 1680 ou 1681, a examinar aquela região. (...).
O primeiro; carta do rei a João Furtado de Mendonça (que foi governador do Rio de Janeiro de 22 de abril de 1686 a 29 de junho de 1689), é de 8 de fevereiro de 1687 e se reporta a uma carta de Luis Lopes de Carvalho, de 15 de julho de 1684, em que este afirma ter aberto, com fr. Pedro, uma mina de 70 palmos, depois afundada a 105, e reclamava, para a continuação das diligências, o auxílio de nativos das aldeias reais.Os docs. de pags. 33-42 são sobremodo interessantes, e, seguindo um nosso deliberado propósito, copiámol-os na integra, pois temos visto, por triste experiência, quanto é nocivo a tais investigações o mau vezo de truncar os elementos probantes da História. Deles se colhe que Luis Lopes de Carvalho (que em 1679 era capitão-mór de São Vicente e foi o procurador do trineto de Martim Afonso de Souza, o conde da Ilha do Príncipe, quando este, a 28 de abril de 1679, reivindicou, perante a Câmara de São Vicente, os seus direitos á antiga doação régia), tentado por uns roteiros de minas de prata e esmeraldas, penetrou o sertão de Sorocaba, e, não achando tais tesouros, mas tão somente o do ferro, cuidou de levantar uma fábrica deste metal, empenhado para isso todos os seus bens. [p. 446 e 447]
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