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Afonso d´Escragnolle Taunay
1876-1958
*Historia Geral das Bandeiras Paulistas Escripta á vista de avultada documentação inedita dos archivos brasileiros, hespanhoes e portuguezes Tomo Quarto - Cyclo de caça ao indio - Luctas com os hespanhoes e os Jesuitas - Invasao do Paraguay - Occupação do Sul de Matto Grosso - Expedições á Bahia - Desbravamento do Piauhy (1651 - 1683)
1928, domingo ver ano



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MENCOIONADOS
01/05/1592
Em maio de 1592 partiram da Bahia e, chegando à serra do Gariru (ou Quareru, atual Serra Branca), levantaram um forte, em cumprimento à determinação régia de que pelo menos a cada 50 léguas assim se procedesse*
Além destas duas grandes entradas bahianas quinhentistas, citemos ainda no mesmo século as de Sebastião Alvares e João Coelho de Souza no São Francisco.Morreu este no sertão e seu irmão Gabriel Soares de Souza, herdeiro de seus segredos, foi á Europa ver se a coroa lhe proporcionava os recursos necessários ás explorações enormes que pretendia encetar, em busca dos formidáveis tesouros que o irmão pretendera haver encontrado no interior do Brasil.

Obteve-os em larga escala, assim como patentes e promessas de toda a espécie, tudo isto após grandes delongas, aliás. Mas naufragou em 1590, ao voltar, á foz do Vasa-Varris, perdendo todo o seu material. Procurou valer-lhe D. Francisco de Souza, que então inaugurava o seu governo, e com estes novos elementos encetou Gabriel Soares, em 1592, a sua entrada. É d. Francisco de Souza geralmente acusado de se haver apoderado dos seus papéis e roteiros, requerendo mais tarde e obtendo-os "os mesmos privilégios e concessões outorgadas a Soares e ainda outras" no dizer de Varnhagen.
10/07/1592
Abertura do testamento de Gabriel Soares de Sousa, capitão-mor e governador da conquista e do descobrimento do Rio de São Francisco
Além destas duas grandes entradas bahianas quinhentistas, citemos ainda no mesmo século as de Sebastião Alvares e João Coelho de Souza no São Francisco.Morreu este no sertão e seu irmão Gabriel Soares de Souza, herdeiro de seus segredos, foi á Europa ver se a coroa lhe proporcionava os recursos necessários ás explorações enormes que pretendia encetar, em busca dos formidáveis tesouros que o irmão pretendera haver encontrado no interior do Brasil.

Obteve-os em larga escala, assim como patentes e promessas de toda a espécie, tudo isto após grandes delongas, aliás. Mas naufragou em 1590, ao voltar, á foz do Vasa-Varris, perdendo todo o seu material. Procurou valer-lhe D. Francisco de Souza, que então inaugurava o seu governo, e com estes novos elementos encetou Gabriel Soares, em 1592, a sua entrada. É d. Francisco de Souza geralmente acusado de se haver apoderado dos seus papéis e roteiros, requerendo mais tarde e obtendo-os "os mesmos privilégios e concessões outorgadas a Soares e ainda outras" no dizer de Varnhagen. [25586]
11/12/1611
Balthazar Gonçalves declara que pretende ir às minas de Caativa com “o mineiro alemão Oalte ou Bettimk”. Ainda em 1611 Gerrit Bettinck autorizou a venda da herança de seus pais em Doesburg
A 11 de dezembro de 1611, declarava-se a Câmara impotente para impedir o movimento entradista. Muito gente de São Paulo, "vizinhos e moradores, brancos e negros iam ao sertão". Assim, para diminuir as responsabilidades pedia ao capitão-mór loco-tenente Gaspar Conqueiro que lhe viesse dar força. Compareceu o capitão-mór á sessão, combinando-se convidar a explicações Balthazar Gonçalves, o inveterado escravista que passava por ser um dos "leaders" das entradas. Respondeu este á intimação e negou que preparasse jornada ao sertão. Pretendia, apenas, ir á minas de Caativa, com o mineiro alemão Oalte ou Bettimk por ordem do provedor Quadros. E assim se desculpou. Esta ocasião aproveitou-a a Câmara para fazer saber a Conqueiro que atras dos índios carijós que o governador d. Luiz de Sousa mandara ao sertão iam muitos brancos e escravos.
03/06/1656
Saavedra

22/02/1676
Saída de Assunção

17/11/1682
Documento
Nova prova de quanto eram hipócritas todas as disposições relativas á legislação de nativos temol-a no registro de 17 de novembro de 1682 em que o juiz de órfãos Salvador C. de Almeida pede aforamento de terras dos nativos por não as ter perto da vila "para acudir ás suas obrigações nem cercado para segurança de seus cavalhos". Prometia não prejudicar os nativos e pagar pataca e meia por ano. E assim obteve o que pretendia.

Não admira pois que numerosos outros particulares, homens e mulheres lhe seguissem os exemplos e passos pagando alguns vinténs por ano e promessa de não fazer mal aos nativos! Assim Isabel Pompeia, Manuel de Zouro e quantos mais. [Página 265]
17/03/1685
D. Francisco
sar a comsesão de que se pudese hir ao sertão, por ser a Rais de q. brotão os escrupulos aos Moradores desta vila, com o pretesto de os trazer ao gremio da Igreja, e alimentalos com o leite da fé”.

Imagine-se o alvoroto causado por tão inesperado resultado, o mais favoravel possivel aos escravistas. Assim, pelo orgão do escrivão municipal estes se derreteram em agradecimentos que iam do Padre Provincial ao Papa.

“E por esse modo se poderia seguir sem remorso a possessão e venda do dito gentio emtre os mesmos moradores, testando deles, para o que pasasem procurasão para o dito Reverendo procurador geral enviado a Roma o poder fazer com S. Mgde. q. deus guarde e sendo necesario com sua santidade; e nesta forma agradeserão ao Rd.º padre provinsial o bom e liberal animo com q. fes esta offerta e pa. q. em todo o tempo conste o q. neste negosio se assentou Mandarão fazer este termo.”

Tambem tão satisfeita ficou a Camara que fez reunir logo o bom deste povo e este “a cada hum em particular diserão era mto. boa a rezolução determinada merecendo o Padre Provincial mil agradecimentos pelo seu bom zello e liberal animo”. E ao termo assignaram dezenas de homens do maior prestigio, como Pedro Taques de Almeida, Gaspar de Godoy Collaço, Braz de Arzão, José Ortiz de Camargo, Lourenço Castanho Taques, Salvador Jorge Velho Garcia Rodrigues Velho, Isidro Tinoco de Sá, Thomé de Lara de Almeida, Domingos da Silva Bueno, Manoel Lopes de Medeiros, etc.

Tanto se alegrou a Camara com o desfecho da grave questão que a 17 de março de 1685 jubilosissima, resolvia participar ao Goverador Geral do Brasil, Marquez das Minas que á vista da atitude da população e suas autoridades haviam os jesuitas resolvido ficar.

"Um movimento popular partido da desconfiança que ha na possesão do gentio da terra originou determinação deixarem os religiosos da Companhia este Collegio e como fosse o sentimento dos bons tão grande quanto mostra a muita alegria que hoje ha por tornarem a acceitar a petição de que não deixem esta terra nos pareceu bem .... muito para socego e medicina desta chaga velha para o que se offereceu zelosamente o padre provincial Alexandre de Gusmão esperamos que a muita validade de vossa excellencia ajude a grangear esta gloria a Deus”.

E arroubadamente dizia a Camara que S. Excia. seria eternamente abençoado em terras de S. Paulo como o grande D. Francisco de Souza “cujo patrocinio fora particular a esta terra” e cuja memoria vivia sempre entre os paulistas.

No mesmo dia se escreveu ao Geral da Companhia que então era o belga De Noyelle. Significava-lhe a Camara quanto lhe doera a noticia da extincção do Collegio de S. Paulo, uma casa mais que secular.

"Por bem todas as razões que a vossa reverendissima se representaram para tirar os padres da nossa terra duram ha mais de cem annos em todos elles as toleraram os padres antigos e ..... foi o veneravel padre José de Anchieta que fundou esta villa o padre João de Almeida e outros varões apostolicos desta santa religião que habitaram este Collegio” com muita gloria dos seus e fructo das almas.

E explicava (Regulamento Geral, III, 460): Esta villa é um povo mui dilatado com outras muitas villas circumvizinhas ha muita falta de pregadores e mestres que ensinem o caminho do céu e só de indios passam de mais de sessenta mil almas em que os reverendos padres podem empregar seu santo zelo com amiudadas missões por estar esta sorte de gentio muito falta de doutrina e porque conhecemos esta falta pedimos nos tempos passados ao muito reverendo padre provincial Gaspar Alves quizesse mandar alguns missionarios que soubessem lingua do Brasil para que continuadamente andassem doutrinando os indios pelo grande serviço que nisso fazia a Deus mas nunca até agora teve effeito esta nossa petição escusando-se os reverendos dos padres com a fa... com tudo no que agora pedimos a vossa reverendissima esperamos ter despacho certo...”

Haviam os paulistas recorrido á intervenção de seu bispo e do Padre Provincial Alexandre de Gusmão, contava-se ainda. Terminava a missiva por ardente supplica. “Este nobre senado em nome de todos estes povos prostrados diante de vossa reverenda paternidade lhe pedimos seja servido por. [p. 287, 288]

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