'Revista Trimensal do Instituto Geográfico e Etnográfico do Brasil. Tomo XXXIII 0 01/01/1870 Please click to see profile.
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   1870
Revista Trimensal do Instituto Geográfico e Etnográfico do Brasil. Tomo XXXIII
      Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

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Em São Paulo fez Antonio de Proença o seu estabelecimento em uma fazenda de terras de cultura e campos criadores, na ribeira de Ityporanga, onde teve abundantes criações de gados vaccuns, cavalares, porcos, etc., e grande searas de trigo, de cujos rendimentos fornecia o tratamento de sua casa. Assim se vê do testamento com que faleceu em São Paulo do próprio punho a 9 de junho de 1605. Cartório de órfãos de São Paulo, maço 4o. de inventários, letra A, n. 2, o de Antonio de Proença. Do seu matrimônio com D. Maria Castanho, nasceram em São Paulo cinco filhos:

1 - Francisco de Proença
2 - D. Anna de Proença
3 - D. Catharina de Almeida
4 - D. Isabel de Proença
5 - D. Maria de Almeida

Francisco de Proença, teve o foro de cavaleiro fidalgo por seu avô Antonio Rodrigues de Almeida, que tinha o mesmo fôro, como se vê no cartório 2o. de Notas de São Paulo, no maço d´inventários antigos o de Francisco de Proença. Fez muitos serviços ao rei e ao donatário senhor da capitania de São Vicente. Acompanhou de São Paulo a Diogo Martins Cam. Foi cidadão com voto nas assembleias do corpo político da republica, cujos honrosos cargos ocupou repetidas vezes. Teve estabelecimento de fazenda da mesma natureza da de seu pai, á qual estava contígua, cujos dilatados campos e férteis terras se estendeu em grande distância pelas faces da ribeira de Ityporanga, de uma parte pelo caminho de Santos até o sítio chamado Borda do Campo, e da outra pelo caminho dos Carros até o rio Jaraigbatiba, além da freguesia de Santo Amaro. Casou duas vezes: a primeira com D. Isabel Ribeira, natural de São Paulo, onde faleceu com testamento a 5 de maio de 1627, declarando nele, que era filha de Estevão Ribeiro, o moço, e de sua mulher Maria Duarte. Casou segunda vez com D. Mécia Bicuda, filha de Vicente Bicudo, natural da ilha de São Miguel, e de sua primeira mulher Anna Luiz. Em São Paulo faleceu Francisco de Proença, com testamento a 17 de junho de 1638, e se mandou sepultar na igreja dos padres jesuítas do colégio de São Paulo, no jazigo de seus pais. Do primeiro matrimônio com D. Isabel Ribeira teve: João Ribeiro de Proença. Do segundo, com D. Mécia Bicudo teve: D. Anna de Proença.

João Ribeiro de Proença, faleceu com testamento a 18 de agosto de 1670: foi nobre cidadão de São Paulo, e herdou a mesma fazenda e estabelecimento de seu pai na ribeira do Ityporanga: Casou na matriz de São Paulo a 23 de agosto de 1639 com Paula Moreira, filha do capitão João Fernandes Saavedra, e de sua mulher Maria de Godoy, ambos naturais de São Paulo. Em título de Godoy, capítulo 5o. e 6o., com descendência de dez filhos que teve.

D. Anna de Proença. Casou com Salvador Pires. Em título de Pires, cap. 5o. e 9a., sem geração, por lhe morrerem os quatro filhos que teve solteiros. Francisco de Proença, teve, em solteiro, quatro filhos mamalucos ou bastardos, que foram:

Gines de Proença, que primeiro casou em São Paulo a 25 de novembro de 1631 com Magdalena Dias, natural de São Sebastião de Bucuçanga, filha de Balthazar Nunes e de sua mulher Isabel Dias: segunda vez casou com Catharina Moreira, de quem teve dez filhos, e tem geração também do primeiro matrimônio.

Maria

Anna de Almeida, que casou em São Paulo a 16 de setembro de 1654. E tem geração.

Isabel.

Estes bastardos procriaram família dilatada em São Paulo, onde são conhecidos os seus descendentes.

D. Anna de Proença, casou com Pedro Taques, natural de Setúbal, que veio ao Brasil em 1591 com D. Francisco de Sousa, sétimo governador do Estado, feito secretário do mesmo Estado.

D. Catharina de Almeida, casou em vida de seu pai com Antonio Castanho da Silva, natural da vila de Thomar, e de nobreza qualificada. Seus pais tinham bens encapelados, cuja administração passava a ele.

Fez assento na vila de Parnahyba, em cujo termo fundou uma fazenda de cultura com um pomar de frutas de Europa. Nela teve grande número de nogueiras, que foram as primeiras que houveram naquela capitania, as quais excediam no tamanho as da Europa. Porém com o tempo que tudo destrói, veio a deixar em decadência esta grande fazenda coma morte de Antonio Castanho da Silva, tendo antes estado muitos anos ausente no reino do Perú e minas de Potossy, onde faleceu. [Páginas 211, 212, 213 e 214]

Antonio Castanho da Silva, nobre cidadão da Parnahyba, onde ficou herdando a grande fazenda de seu pai; e ali casou com Felippa Gaga, filha de Paschoal Delgado Lobo, e de sua mulher Anna da Costa; neta pela parte paterna de Paschoal Delgado, o Velho, e de sua mulher Felippa Gaga. Em título de Fernandes Povoadores, capítulo 4º e 5º número 3-1. Faleceu Antonio Castanho da Silva com testamento a 12 de agosto de 1648, e nele declarou que lhe pertencia a administração da capela em Thomar, por seu pai, na forma das Cartas de Aviso, vindas em vida de seu avô; e depois da morte dele, vindas dio reino a seu pai Antonio Castanho da Silva. (Cartório de órfãos da Parnahyba, inventário número 86, o de Antonio Castanho da Silva). E teve filha única.

Isabel de Proença e Almeida, que faleceu com testamento a 4 de abril de 1655, estando casada com Balthazar Fernandes. Em título de Fernandes Povoadores, cap. 2o., com sua descendência de doze filhos que teve.

3 - 2. Luiz Castanho de Almeida. Deixou-se ficar na pátria, e na matriz dela casou a 8 de agosto de 1639 com D. Isabel de Lara, filha de D. Diogo de Lara, o da cidade da Camora.[Página 215]



Nascimento de Paulo de Proença
Data: 01/01/1530
Créditos/Fonte: https://genearc.net/
01/01/1530


ID: 5390


Registros mencionados

9 de junho de 1605, quinta-feira
Falecimento de Antonio de Proença
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Fontes (3)

• Imagens (1)

• Pessoas (1): Antonio de Proença (1540-1605)

• Cidades (2): São Paulo/SP; Sorocaba/SP

9 de setembro de 1622, sexta-feira
Falecimento de Antonio Castanho da Silva
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Fontes (2)

• Pessoas (1): Antonio Castanho da Silva (f.1622)

• Temas (1): Peru

• Cidades (2): Sorocaba/SP; Potosí/BOL

5 de maio de 1627, quarta-feira
Testamento de Isabel Ribeira
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Fontes (1)

• Pessoas (1): Isabel Ribeiro (1592-1627)

• Cidades (1): Sorocaba/SP

10 de junho de 1638, quinta-feira
Falecimento de Francisco de Proença
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Fontes (1)

• Pessoas (1): Francisco de Sá Proença (1572-1638)

• Temas (1): Bandeirantes

• Cidades (1): São Paulo/SP

17 de julho de 1638, sábado
Falecimento
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Fontes (1)

• Imagens (1)

• Pessoas (1): Francisco de Sá Proença (1572-1638)

• Cidades (2): Santo Amaro/SP; Sorocaba/SP

23 de agosto de 1639, terça-feira
Casamento
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Fontes (1)

• Imagens (2)

• Pessoas (4): João Fernandes Saavedra (f.1667); João Ribeiro de Proença (30 anos); Maria de Godoy ; Paula Moreira

• Cidades (1): Sorocaba/SP

4 de abril de 1655, domingo
Primeiro documento assinado por Isabel
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Fontes (2)

• Imagens (1)

• Pessoas (2): Balthazar Fernandes (78 anos); Isabel de Proença Varella II (1588-1655)

• Temas (2): Bandeirantes; Pela primeira vez

• Cidades (2): Santana de Parnaíba/SP; Sorocaba/SP

18 de agosto de 1670, segunda-feira
Falecimento de João Ribeiro de Proença
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Pessoas (1): João Ribeiro de Proença (1609-1670)

1 de janeiro de 1870, sábado
Luiz Castanho de Almeida. Deixou-se ficar na pátria, e na matriz dela casou a 8 de agosto de 1639 com D. Isabel de Lara, filha de D. Diogo de Lara, o da cidade da Camora
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Pessoas (3): Isabel de Lara (f.1711); Luiz Castanho de Almeida (n.1614); Diogo de Lara (1610-1665)

O que é História?
Abraham Lincoln (1809-1865) dizia que "se não for verdade, não é História. Porém, é possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade.

Existiu um homem que pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar, aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de Marcos e reduziu uma hiperinflação, a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava a seguir a carreira artística. [28174] Você votaria neste homem Adolf Hitler (1889-1945)?



Quantos ou quais eventos são necessários para uma História?
Segundo Aluf Alba, arquivista do Arquivo Naciona: o documento, ele começa a ser memória já no seu nascimento, e os documentos que chegam no Arquivo Nacional fazem parte de um processo, político e técnico de escolhas. O que vai virar arquivo histórico, na verdade é um processo político de escolhas, daquilo que vai constituir um acervo que vai ser perene e que vai representar, de alguma forma a História daquela empresa, daquele grupo social e também do Brasil, como é o caso do Arquivo Nacional.

É sempre um processo político de escolha, por isso que é tão importante termos servidores públicos posicionados, de pessoas preparadas para estarem atuando nesse aspecto.


Mary Del Priori, historiadora:

Nós temos leis aqui no Brasil, que são inclusive eu diria bastante rigorosas. Elas não são cumpridas, mas nós temos leis para arquivos municipais, estaduais e arquivos federais, que deveriam ser cobradas pela própria população, para manutenção desses acervos, acervos que estão desaparecendo, como vimos recentemente com o Museu Nacional e agora com a Cinemateca de São Paulo. E no caso dos arquivos municipais, esses são os mais fragilizados, porque eles tem a memória das pequenas cidades e dos seus prefeitos, que muitas vezes fazem queimar ou fazem simplesmente desaparecer a documentação que não os interessa para a sua posteridade. Então esse, eu diria que essa vigilância sobre o nosso passado, sobre o valor dos nossos arquivos, ainda está faltando na nossa população.

Lia Calabre, historiadora:

A memória de Josef Stálin inclusive, ela serve para que não se repitam os mesmos erros, ela serve para que se aprenda e se caminhe. Os processos constantes de apagamento. Existe um depósito obrigatório de documentação que não é feita, na verdade se a gente pensar, desde que a capital foi para Brasília, os documentos não vieram mais para o Arquivo Nacional. [4080]

Quantos registros? Fernando Henrique Cardoso recupera a memória das mais influentes personalidades da história do país.

Uma das principais obras do barão chama-se "Efemérides Brasileiras". Foi publicada parcialmente em 1891 e mostra o serviço de um artesão. Ele colecionou os acontecimentos de cada dia da nossa história e enquanto viveu atualizou o manuscrito. Vejamos o que aconteceu no dia 8 de julho. Diz ele:

- Em 1691 o padre Samuel Fritz, missionário da província castelhana dos Omáguas, regressa a sua missão, depois de uma detenção de 22 meses na cidade de Belém do Pará (ver 11 de setembro de 1689).

- Em 1706 o rei de Portugal mandou fechar uma tipografia que funcionava no Recife.

- Em 1785 nasceu o pai do Duque de Caxias.

- Em 1827 um tenente repeliu um ataque argentino na Ilha de São Sebastião.

- Em 1869 o general Portinho obriga os paraguaios a abandonar o Piraporaru e atravessa esse rio.

- Em 1875 falece no Rio Grande do Sul o doutor Manuel Pereira da Silva Ubatuba, a quem se deve a preparação do extractum carnis, que se tornou um dos primeiros artigos de exportação daquela parte do Brasil.

Ainda bem que o barão estava morto em 2014 julho que a Alemanha fez seus 7 a 1 contra o Brasil.

(...) Quem já foi ministro das relações exteriores como eu trabalha numa mesa sobre a qual a um pequeno busto do barão. É como se ele continuasse lá vigiando seus sucessores.

Ele enfrentou as questões de fronteiras com habilidade de um advogado e a erudição de um historiador. Ele ganhava nas arbitragens porque de longe o Brasil levava a melhor documentação. Durante o litígio com a Argentina fez com que se localiza-se o mapa de 1749, que mostrava que a documentação adversária estava simplesmente errada.

Esse caso foi arbitrado pelo presidente Cleveland dos Estados Unidos e Rio Branco preparou a defesa do Brasil morando em uma pensão em Nova York. Conforme registrou passou quatro anos sem qualquer ida ao teatro ou a divertimento.

Vitorioso nas questões de fronteiras tornou-se um herói nacional. Poderia desembarcar entre um Rio, coisa que Nabuco provavelmente faria. O barão ouviu a sentença da arbitragem em Washington e quieto tomou o navio de volta para Liverpool. Preferia viver com seus livros e achava-se um desajeitado para a função de ministro.


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