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Data: 01/01/1877-
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Anais da Biblioteca Nacional (RJ) - 1876 a 2018, 1877
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
1877, segunda-feira
   

Quando Afonso Sardinha, morador da vila de S. Paulo tratou no seu testemunho do voluntário cativeiro, em que o Padre José de Anchieta se foi meter para fazer as pazes com os contrários, diz assim: Ensinava ao nativo a doutrina e fé Católica, e depois de fazer a doutrina, tomava seu Breviário e se ia pelos matos a rezar, e rezando lhe vinha um passarinho muito formoso, pintado de várias cores, andar por riba de seus ombros e por riba do livro e seus braços. [Testemunho de Afonso Sardinha. p. 44]

79rol das culpas dos accusados, que, por não se encontrarem na integra as listas referentes ao periodo, não se póde saber até onde chegaram, com relação a elles, os rigores do Santo Officio (3).Inserem-se aqui as listas dos denunciantes e dos denunciados, com a noticia que foi possivel colher, fóra do texto, a respeito dos mais notaveis.Lista dos denunciantes:1 — Melchior de Bragança, natural da cidade de Marrocos, converso á fé christã, doutor, que ensinára a lingua hebraica nas universidades de Alcalá e Salamanca, na Espanha, com salario, e no Collegio da Companhia em Coimbra, sem salario, casado em Lisboa e degredado para a Bahia por culpa de morte de um homem.2 — João de Sevalhos, natural de Santa Cruz de Castanheda, arcebispado de Braga, christão velho, que havia seis annos residia na Bahia por soldado de Sua Magestade.3 — Melchior Gonçalves Barreto, natural da ilha do Porto Santo, christão velho, cidadão e morador na Bahia.4 — Bartholomeu de Vasconcellos, chantre da Sé da Bahia, natural e morador nessa cidade. Em 1591 tinha trinta e dois annos de idade e era conego prebendado da mesma Sé; a 20 de Agosto daquelle anno comparecia ali perante a mesa do Santo Officio, Confissões da Bahia, 70/72. Ao chantre refere-se Fr. Antonio de Santa Maria Jaboatão, Catalogo Genealogico, in Revista do Instituto Historico, LII, parte 1.ª, 157, como o sacerdote que recebeu em 30 de Maio de 1618 a D. Antonia de Menezes com Diogo Lopes Franco, na igreja de Pirajá, com licença do Bispo D. Constantino Barradas, sendo padrinhos Marcos da Costa e D. Catharina, mulher de Diogo Moniz Telles. D. Antonia era filha de Henrique Moniz Telles, o velho, e de sua segunda mulher D. Leonor Antunes. — Veja os ns. 8 desta lista e 32, 44 e 77 da dos denunciados.5 — Pero Villela, christão velho, natural de Parada do Pinhão, termo da Villa Real, cirurgião.(3) — Conf. J. Lucio de Azevedo, Historia dos Christãos Novos Portuguêses, 229, Lisboa, 1922. [p. 79]

De 11 a 26 de Setembro de 1618, em duas audiencias diarias, pela manhã e pela tarde, no tempo da graça, o inquisidor ouviu cincoenta e dois denunciantes, que accusaram cento e trinta e quatro pessoas; em 26 de Janeiro do anno seguinte ouvia as ratificações da viuva Margarida da Grã de Mendoça e de João Gonçalves. No periodo intermedio haviam de ter proseguido as denunciações e haviam tambem de ser tomadas as confissões, que escaparam ao códice agora publicado, escriptas em outro livro, que ainda não appareceu.

Na primeira monção o visitador devia ter voltado a Portugal, onde, talvez pelo bom desempenho da commissão, alcançou ser nomeado substituto de D. Constantino Barradas.

Antes, Marcos Teixeira, licenciado em Canones, fora conego arcediago de Evora, e ahi inquisidor, em 30 de Dezembro de 1578; desse cargo passou á Casa da Supplicação e á Mesa da Consciencia; a 9 de Junho de 1592 era deputado do Santo Officio.

Seu nome apparece nas licenças desse tribunal : de 15 de Novembro de 1594, para se reimprimir o poema "Os Lusiadas", de Luis de Camões, Lisboa, 1597; de 17 do mesmo mez e anno, para se imprimir as "Rhythmas", ainda de Camões, "editio princeps", Lisboa, 1595; de 1 de Dezembro do mesmo anno, para "O Lyma" (vinte eclogas e trinta e tres cartas), de Diogo Bernardes, Lisboa, 1596; de 17 do mesmo mez e anno, para a "Arte de Grammatica da Lingua mais usada na Costa do Brasil", de Joseph de Anchieta, Coimbra, 1595; de 6 de Fevereiro de 1597, para os "Poemas Lusitanos", do Dr. Antonio Ferreira, Lisboa, 1598; de 8 de Maio de 1597, para as "Rimas", de Camões (segunda impressão), Lisboa, 1598; de 11 de Janeiro de 1600, para a "Historia da Vida do Padre Francisco Xavier", do Padre Joam de Lucena, Lisboa, 1600; de 25 do mesmo mez e anno, para as "Chronicas dos Reis de Portugal", de Duarte Nunes de Leão, Lisboa, 1600; de 15 de Janeiro de 1602, para a "Decada quarta da Asia", de Diogo do Couto, Lisboa, 1602; de 30 de Abril do mesmo anno, para a "Decada quinta da Asia", do mesmo autor, Lisboa, 1612; de 19 de Junho de 1606, para as "Rimas" (terceira impressão), de Camões, Lisboa, 1607; da mesma data, para "Os Lusiadas", do mesmo, Lisboa, 1609; outra edição, Lisboa, 1612; de 8 de Julho de 1608, para a "Genealogia de los Reys de Portugal", de Duarte Nunes de Leão, Lisboa, 1608; de 15 de Março de 1609, para a "Descripção do Reino de Portugal", do mesmo autor, Lisboa, 1610; de 27 de [p. 99]

Em carta de 22 de setembro de 1522 dirigida por D. João III a Thomé de Souza recomendou-lhe que mais perto que pudesse ser da Sé ou pegadas com ela, construísse duas casas para o diocesano. Expressou-se assim o rei.

"Muito vos agradecerei fazerem-se as ditas casas com a mais brevidade que pode ser, as quais terão ao redor de si um chão em que se possa fazer quintal e jardim". [p. 162]

As primeiras minas descobertas na província foram as do Cuxipó-mirim, nas margens do rio deste nome, uma légua distante da cidade; é ali que em 1719 Pascoal Moreira Cabral estabeleceu o Arraial da Forquilha, o primeiro que teve Mato Grosso. Em 1721 foram descobertas por Miguel "Subtil", sorocabano, as minas do Cuyabá, no lugar em que está hoje a cidade, e só do morro do Rosário, que tem curta extensão, se extraíram em um mês 400 arrobas, sem muito trabalho, por serem os socavões pouco fundos. [Anais da Biblioteca Nacional (RJ) - 1876 a 2018, 1877. Página 269]





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Cassius Marcellus Clay Jr.
1942-2016
Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

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Dúvidas, críticas ou sugestões: Adriano César Koboyama