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   30 de novembro de 2015, segunda-feira
Caminho do Mar coleciona nomes e histórias, Liz Batista, jornal O Estado de de São Paulo
      Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

  
  


Nascida como trilha em 1560, rota se tornou primeira estrada pavimentada da América LatinaFechada em 1985 para o tráfego de automóveis, a Estrada Velha de Santos, ou Caminho do Mar, faz parte da história de São Paulo. Muitos ainda se recordam do tempo em que aquela estrada de curvas acentuadas era o trajeto imperativo para quem se dirigia à Baixada Santista, antes da inauguração da Rodovia Anchieta em 1947.

É fato que do seu surgimento, no período colonial, até sua desativação, na década de 1980, a rota cumpriu papel fundamental para formação da capital paulista e desenvolvimento do País. As imagens do Acervo Estadão mostram um pouco dessa trajetória.

Os caminhos até o mar. A mais antiga rota do interior do País para o litoral Atlântico surgiu por volta de 1560, quando o governador Mem de Sá recorreu aos jesuítas para que abrissem uma trilha, alternativa às indígenas, para transpor a Serra do Mar. A vereda recebeu o nome de Caminho do Padre Anchieta e tornou-se o caminho usado para o transporte de ouro até Santos e para o comércio de produtos.

Em 1792, um novo trajeto foi aberto, a Calçada do Lorena. Toda pavimentada em lajes, a notável obra de engenharia do período foi idealizada para dinamizar o comércio e escoar a produção.

Foi por essa rota que o príncipe regente D. Pedro subiu a serra em direção a São Paulo para proclamar a Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822. No Brasil Império, em 1844, a rota foi melhorada e ganhou o nome de Estrada da Maioridade em homenagem ao menino regente D. Pedro II. Vinte anos depois, a estrada passou por mais uma reforma e foi reinaugurada como o nome de Estrada Vergueiro em 1864.

O Estado de S. Paulo - 24/2/1942Estrada de Rodagem. No século 20 a rota ganhou mais dois nomes e uma música. A rota chamada então de Caminho do Mar, ou Estrada do Mar, foi usada pela primeira vez por automóveis em 1908, no que ficou conhecido como o primeiro “Raid automobilístico São Paulo- Santos”. Em 1913, ela passou por obras - pedras de macadame foram usadas para cobrir a estrada - e foi adaptada para o tráfego de automóveis.Na década de 1920 foi pavimentada com concreto e se tornou a primeira rodovia da América Latina. Com a inauguração da Via Anchieta em 1947, a rota passou a ser um trajeto secundário e ganhou o nome de Estrada Velha. Em 1969, a estrada que ainda estava em atividade serviu de inspiração para a canção As curvas da estrada de Santos de Roberto Carlos. Em 1985, ela foi desativada. Desde 2004, a estrada está aberta para passeios turísticos. Além de exuberantes paisagens da Mata Atlântica, o percurso reserva um conjunto de monumentos históricos, como o Belvedere Circular e as pedras originais da Calçada de Lorena. O Estado de S. Paulo - 15/12/2002



Croqui do Peabiru na América do Sul
Data: 01/01/2012
Créditos/Fonte: Andressa Celli
Baseado em: Bond, 2011(mapa


ID: 6202


Registros mencionados

5 de abril de 1560, terça-feira
A vila de São Paulo ficou completamente fundada e reconhecida, data da respectiva provisão
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Fontes (31)

• Pessoas (10): Antonio Rodrigues "Sevilhano" (44 anos); Caiubi, senhor de Geribatiba ; Fernão d’Álvares (n.1500); João Ramalho (67 anos); José de Anchieta (26 anos); Lopo Dias Machado (45 anos); Manuel da Nóbrega (43 anos); Martim Afonso de Melo Tibiriçá (90 anos); Mem de Sá (60 anos); Piqueroby (1480-1552)

• Temas (23): Aldeia de Pinheiros; Aldeia de São Miguel (Guarapiranga); Caminho do gado; Caminho do Mar; Caminho do Padre; Caminho do Peabiru; Caminhos até São Vicente; Confederação dos Tamoios; Ermidas, capelas e igrejas; Estradas antigas; Fortes/Fortalezas; Jeribatiba (Santo Amaro); Jesuítas; Léguas; Maria Leme da Silva; Porto das Almadias; Rio Cubatão em Cubatão; São Paulo de Piratininga; Serra de Cubatão ; Serra de Paranapiacaba; Tamoios; Trilha dos Tupiniquins; Vila de Santo André da Borda

• Cidades (7): Cubatão/SP; Itu/SP; Mogi das Cruzes/SP; Santo Amaro/SP; São Miguel Paulista/SP; São Paulo/SP; São Vicente/SP

O que é História?
Abraham Lincoln (1809-1865) dizia que "se não for verdade, não é História. Porém, é possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade.

Existiu um homem que pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar, aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de Marcos e reduziu uma hiperinflação, a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava a seguir a carreira artística. [28174] Você votaria neste homem Adolf Hitler (1889-1945)?



Quantos ou quais eventos são necessários para uma História?
Segundo Aluf Alba, arquivista do Arquivo Naciona: o documento, ele começa a ser memória já no seu nascimento, e os documentos que chegam no Arquivo Nacional fazem parte de um processo, político e técnico de escolhas. O que vai virar arquivo histórico, na verdade é um processo político de escolhas, daquilo que vai constituir um acervo que vai ser perene e que vai representar, de alguma forma a História daquela empresa, daquele grupo social e também do Brasil, como é o caso do Arquivo Nacional.

É sempre um processo político de escolha, por isso que é tão importante termos servidores públicos posicionados, de pessoas preparadas para estarem atuando nesse aspecto.


Mary Del Priori, historiadora:

Nós temos leis aqui no Brasil, que são inclusive eu diria bastante rigorosas. Elas não são cumpridas, mas nós temos leis para arquivos municipais, estaduais e arquivos federais, que deveriam ser cobradas pela própria população, para manutenção desses acervos, acervos que estão desaparecendo, como vimos recentemente com o Museu Nacional e agora com a Cinemateca de São Paulo. E no caso dos arquivos municipais, esses são os mais fragilizados, porque eles tem a memória das pequenas cidades e dos seus prefeitos, que muitas vezes fazem queimar ou fazem simplesmente desaparecer a documentação que não os interessa para a sua posteridade. Então esse, eu diria que essa vigilância sobre o nosso passado, sobre o valor dos nossos arquivos, ainda está faltando na nossa população.

Lia Calabre, historiadora:

A memória de Josef Stálin inclusive, ela serve para que não se repitam os mesmos erros, ela serve para que se aprenda e se caminhe. Os processos constantes de apagamento. Existe um depósito obrigatório de documentação que não é feita, na verdade se a gente pensar, desde que a capital foi para Brasília, os documentos não vieram mais para o Arquivo Nacional. [4080]

Quantos registros? Fernando Henrique Cardoso recupera a memória das mais influentes personalidades da história do país.

Uma das principais obras do barão chama-se "Efemérides Brasileiras". Foi publicada parcialmente em 1891 e mostra o serviço de um artesão. Ele colecionou os acontecimentos de cada dia da nossa história e enquanto viveu atualizou o manuscrito. Vejamos o que aconteceu no dia 8 de julho. Diz ele:

- Em 1691 o padre Samuel Fritz, missionário da província castelhana dos Omáguas, regressa a sua missão, depois de uma detenção de 22 meses na cidade de Belém do Pará (ver 11 de setembro de 1689).

- Em 1706 o rei de Portugal mandou fechar uma tipografia que funcionava no Recife.

- Em 1785 nasceu o pai do Duque de Caxias.

- Em 1827 um tenente repeliu um ataque argentino na Ilha de São Sebastião.

- Em 1869 o general Portinho obriga os paraguaios a abandonar o Piraporaru e atravessa esse rio.

- Em 1875 falece no Rio Grande do Sul o doutor Manuel Pereira da Silva Ubatuba, a quem se deve a preparação do extractum carnis, que se tornou um dos primeiros artigos de exportação daquela parte do Brasil.

Ainda bem que o barão estava morto em 2014 julho que a Alemanha fez seus 7 a 1 contra o Brasil.

(...) Quem já foi ministro das relações exteriores como eu trabalha numa mesa sobre a qual a um pequeno busto do barão. É como se ele continuasse lá vigiando seus sucessores.

Ele enfrentou as questões de fronteiras com habilidade de um advogado e a erudição de um historiador. Ele ganhava nas arbitragens porque de longe o Brasil levava a melhor documentação. Durante o litígio com a Argentina fez com que se localiza-se o mapa de 1749, que mostrava que a documentação adversária estava simplesmente errada.

Esse caso foi arbitrado pelo presidente Cleveland dos Estados Unidos e Rio Branco preparou a defesa do Brasil morando em uma pensão em Nova York. Conforme registrou passou quatro anos sem qualquer ida ao teatro ou a divertimento.

Vitorioso nas questões de fronteiras tornou-se um herói nacional. Poderia desembarcar entre um Rio, coisa que Nabuco provavelmente faria. O barão ouviu a sentença da arbitragem em Washington e quieto tomou o navio de volta para Liverpool. Preferia viver com seus livros e achava-se um desajeitado para a função de ministro.


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