Wildcard SSL Certificates
ImagensImagensPessoasCategoriasRedeSocialCidades


select * from imgsc where titulo<>'nulo' and data like '%/' order by atualizacao desc
 (0) (0) (0)() (0)

save:
<
I.D.:  Senha:  

Super Interessante
Como eram os rituais de canibalismo dos índios brasileiros?
22 de novembro de 2000, quarta-feira ver ano




Carne humana era bem mais que um petisco para os antropófagos brasileiros. O canibalismo, na cultura desses povos, envolvia cerimônias que evocavam o sobrenatural. “Eles acreditavam que o indivíduo ganha força pela assimilação de outros, poderosos e perigosos, sejam guerreiros inimigos, sejam parentes mortos”, afirma o historiador John Monteiro, da Unicamp.

Os inimigos mais poderosos que essas populações tinham eram os portugueses. Os lusos se tornaram o prato favorito da taba, o que salvou o aventureiro Hans Staden de arder no moquém. Por ser alemão, Staden foi poupado pelos tupinambás que o capturaram em Ubatuba (litoral de São Paulo), em 1549. Prisioneiro dos índios, ele presenciou rituais antropofágicos. Seu relato – ilustrado pelo contemporâneo belga Théodore de Bry – é o mais detalhado já feito sob

Não se sabe exatamente quantos grupos indígenas praticavam a antropofagia. O hábito durou até o século 17, quando a catequização acabou com ele nos territórios controlados pelos colonizadores. “Mas a lógica antropofágica permaneceu forte, inclusive na forma pela qual os índios assimilaram os rituais católicos, que incluem a ingestão do ‘sangue’ e do ‘corpo’ de Cristo”, diz John. Hoje, só os ianomâmis conservam o hábito de comer cinzas de cadáver, como forma de homenagear um amigo morto.

Sardinha na brasa

Além dos tupinambás, os caetés que habitavam o litoral do Nordeste fizeram história com seu costume alimentar. Conta-se que, em 16 de junho de 1556, eles souberam do naufrágio de uma embarcação portuguesa em mares brasileiros e ficaram na praia aguardando os pratos de seu jantar. Assim que pisaram na areia, os 90 tripulantes e o primeiro bispo do Brasil, dom Pedro Fernandes de Sardinha, foram capturados e devorados pelos índios. A história se espalhou e ficou registrada em cartas de jesuítas da época.

No entanto, de acordo com John Monteiro, não há como afirmar com certeza a veracidade do ocorrido, já que “os relatos são todos marcados pela intenção de condenar os caetés e torná-los sujeitos à escravização”. Os caetés foram considerados “inimigos da civilização” pelos portugueses e europeus em geral. Em 1562, o governador-geral Mem de Sá determinou que fossem “escravizados todos, sem exceção”. Como conseqüência, os indígenas foram extintos em 5 anos.

Ê, oô, vida de gadoComo os tupinambás preparavam os prisioneiros para o banquete em que seriam o prato principal (segundo o relato de Hans Staden)

A engorda

No ritual tupinambá, a vítima nunca era morta na mesma hora que chegava à aldeia. A preparação para sua degustação podia levar dias, até meses. Na chegada, o inimigo era levado para uma cabana só com mulheres e crianças. Elas o agrediam e cantavam canções de vingança. Depois, penas cinzentas eram coladas ao seu corpo e suas sobrancelhas eram raspadas. Amarrado no centro da aldeia, ele tinha à sua volta uma roda com todos os índios, que cantavam e dançavam por horas. A partir daí, o prisioneiro era tratado com rei. Davam-lhe uma mulher para servi-lo. Se ela tivesse um filho dessa relação, os índios o criariam até a idade adulta – para então dar-lhe o mesmo destino do pai. A tribo convidava amigos de outras aldeias para participar do banquete. O ritual em si começava quando as vasilhas estavam cheias de uma beberagem à base de raízes fortes e todos os convivas estavam presentes. O prisioneiro participava da farra da taba, que atravessava a noite com danças e bebida farta. Enquanto isso, em uma das cabanas, era pendurado o tacape que daria o golpe fatal no pobre coitado.

O abate

No dia seguinte, nada de curtir a ressaca na rede: os índios construíam uma cabana só para o inimigo morrer. Lá, ele passaria a noite bem vigiado. De madrugada, os algozes entravam na cabana para cantar e dançar em volta do prisioneiro até o nascer do Sol. Então, eles derrubavam a cabana e faziam uma fogueira a dois passos dele. Todos se pintavam com uma tinta cinza. O cacique pegava o tacape (1) e golpeava o prisioneiro na nuca. As mulheres levavam o morto para o fogo, raspavam-lhe toda a pele e tapavam-lhe o ânus com um pau, para que nada escapasse por ali.

O talho

Depois da raspagem, um dos homens da tribo fazia as vezes de açougueiro: cortava as pernas do defunto acima dos joelhos (1) e os braços rente ao tronco. Chegavam, então, 4 mulheres que pegavam um pedaço cada uma e corriam com eles em volta das cabanas, cantando e gritando – era o ponto alto da festa, quando toda a tribo entrava em êxtase. Então chegava a hora de assar a carne e reparti-la entre os convidados. Os miúdos, assim como a cabeça, eram dados às mulheres, que preparavam com eles uma sopa, servida só a elas e às crianças.





EMERSON
2310

Domingos Luís Grou
Imagens (0) / Registros (284)

2555

Simão Álvares Martins (Jorge)
Imagens (0) / Registros (29)

2609

Alvaro Rodrigues
Imagens (0) / Registros (5)

2862

Hilaria Luis Grou
Imagens (0) / Registros (15)

3804

Maria da Peña
Imagens (0) / Registros (18)

3985

Jerônimo de Brito
Imagens (0) / Registros (2)

3998

Guiomar Bicudo
Imagens (0) / Registros (6)

4091

Isabel de Pinha Cortez
Imagens (0) / Registros (2)

4919

Vicente Eanes Bicudo "Moço"
Imagens (0) / Registros (6)

4510

Caetés
Imagens (0) / Registros (13)

4614

Canibalismo
Imagens (1) / Registros (79)

220

Escravizados
Imagens (9) / Registros (746)

2618

Hans Staden
Imagens (0) / Registros (77)

3340

Jesus Cristo
Imagens (1) / Registros (79)

9537

John Manuel Monteiro
Imagens (0) / Registros (5)

1735

Mem de Sá
Imagens (1) / Registros (138)

4389

O Sol
Imagens (1) / Registros (105)

1704

Pedro Fernandes Sardinha
Imagens (0) / Registros (43)

2334

Tupinambás
Imagens (5) / Registros (177)

10739

Ubatuba/SP
Imagens (0) / Registros (81)

4488

Yanomamis
Imagens (0) / Registros (10)

1562

Super Interessante
Imagens (0) / Registros (23)



ANO:59
25 de junho de 2024, terça-feira
É possível criar um vírus em laboratório?
14 de abril de 2024, domingo
Quem foram as primeiras mulheres a chegar ao Brasil. Texto: Tiago Cordeiro, consulta em...
6 de março de 2024, quarta-feira
Qual a diferença entre barão, marquês, duque, conde e visconde? super.abril.com.br
22 de fevereiro de 2024, quinta-feira
A origem dos 15 sobrenomes brasileiros mais populares - super.abril.com.br
22 de fevereiro de 2024, quinta-feira
Qual a diferença entre império e reino? Por Redação Mundo Estranho, em super.abril.com.br
16 de junho de 2023, sexta-feira
Antes da colonização, os indígenas do Brasil achavam que a Terra era redonda? Por Bruno...
2021, sexta-feira
Notas históricas dos princípios da povoação desta cidade de Sorocaba em 1661 coligidas ...
1 de maio de 2020, sexta-feira
Pedro Álvares Cabral ganhou R$ 5 milhões para chefiar sua expedição. Por Alexandre Vers...
1 de janeiro de 2017, domingo
A primeira em que mãe e bebê sobreviveram, no caso. E foi em 1337. Por Helô D´Angelo
2 de dezembro de 2016, sexta-feira
Quem foi o primeiro bandeirante?, Adriana Vera e Silva, Revista Super Interessante
31 de outubro de 2016, segunda-feira
Europa, ano 1000 - super.abril.com.br
31 de outubro de 2016, segunda-feira
A língua do Brasil. Por Claudio Angelo, em Revista Super Interessante
4 de maio de 2016, quarta-feira
Sumiço de agrônomo que deixou sinais em lavoura em MT completa 1 ano sem nenhuma pista
erro
10 de dezembro de 2012, segunda-feira
Família de homem que teve olhos roubados há 17 anos busca culpados
31 de outubro de 2007, quarta-feira
O primeiro japonês brasileiro. super.abril.com.br
erro
8 de agosto de 2007, quarta-feira
Elaine Paiva, de 27 anos, se entregou ao Ministério Público alegando que estaria sendo ...
erro
28 de junho de 2007, quinta-feira
Programa Linha Direta, da Rede Globo, dedicado ao caso “Priscila Belfort”
22 de novembro de 2000, quarta-feira
Como eram os rituais de canibalismo dos índios brasileiros?
31 de março de 2000, sexta-feira
Os brutos que conquistaram o Brasil, super.abril.com.br
23 de junho de 1996, domingo
Caso PC Farias: 5 fatos enigmáticos sobre o crime
erro
19 de abril de 1972, quarta-feira
O caso da “Loira Desconhecida”
erro
17 de agosto de 1966, quarta-feira
Mistério das máscaras de chumbo
erro
9 de fevereiro de 1887, quarta-feira
Homem de 3 palmos de altura
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br