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Arqueologia da primeira casa de fundição de ouro do Brasil, Iguape, SP

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Arqueologia da primeira casa de fundição de ouro do Brasil, Iguape, SP

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Arqueologia da primeira casa de fundição de ouro do Brasil, Iguape, SP


JAN.
01
HOJE NA HISTóRIA
\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\hoje\01-01total.txt
2012
30/10/2025 17:34:47
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IntroduçãoAcasa onde hoje está localizado o MuseuHistórico e Arqueológico de Iguape1foi, de acordo com a informação textual, a primeira casa de fundição de ouro do Brasil2.

(2) Existe informação sobre a primeira casa de fundição terexistido na Vila de São Paulo, para fundir o ouro das minasdo Jaraguá.

Como no decorrer do tempo o local teve váriasocupações, na atualidade o edifício não apresenta evidências materiais do período em que eradesenvolvida esta atividade.Desse modo, a realização de uma escavaçãono quintal do museu constitui uma importantecontribuição para identificar e confirmar afunção passada do local.

A busca de ouro e metais preciosos sempre foi um atrativo para os portugueses em relação à exploração das novas terras, fato que pode ser documentado desde a expedição de Francisco de Chaves em 1531 3, que tinha obtido informações sobre a existência de minas na região deCananeia. Embora esta expedição tenha sido um desastre, as lendas, informações e esperanças sobre a existência de ouro continuaram a existir na antiga Capitania de São Vicente. Reforçando essas expectativas, em 1570, Heliodoro Eobanos encontrou jazidas auríferas na região de Iguape e no planalto do atual Estado do Paraná (Machado, 1997).

A descoberta do ouro na região do Vale do Ribeira que englobou Iguape, Curitiba e Paranaguá, não correspondeu à riqueza esperada e teve curta duração. Mas, tem o papel de ter dado início à história da mineração do ouro no Brasil.

A data da fundação Casa de Fundição deIguape não tem concordância entre os historiadores, sendo que os historiadores locais eYoung dão como certa a sua criação entre 1630e 1632 (Fortes, 2000). Nesse sentido Youngreforça essa posição:

Não se pode precisar a época da fundação da oficina para o recebimento dos quintos reaes do ouro, porem devia ter sido uma das primeras do Brasil, pois pela ocasião da mudança da vila, que se efetuou entre 1620 e 1625, o povo edificou, como se diz emmais de um documento, a casa de sessão da Câmara e Cadeia, e uma outra para servir de oficina para fundição do ouro”.

Outra informação dá o estabelecimentoda Casa de Fundição de Iguape em 1653, porPedro de Sousa Pereira, administrador geraldas minas. “Passou o Provedor da Fazenda, eAdministrador Geral das Minas Pedro de SouzaPereira à Villa de Paranagôa e de Igôape, afazerexame destas Minas, e por conta do estado dellasordenou por mandado seo, datado em Igôape, a30 de abril de 1653, aos officiaes da Camara deS.Paulo fizessem descer a Villa da Conceição paraonde vinha caminhando, e dispondo o que sobreo particular das Minas convinha ao serviço deS.Magestade as 3 Aldeas doseo Real Padroado, asaber: a de S.Miguel, a de Marueri; e a dos Pinheiros, com todos os Indios, e suas famílias, a cargo de Capitaens brancos, que estavam governando asditas Aldeas.....” ( Taques:87).

A proposta não foi concretizada pela intervenção dos camaristas de São Paulo, mas essacitação mostra a preocupação com o desenvolvimento do trabalho nas minas e dá uma informação importante sobre o problema da mão deobra nas minas.Assim como a sua fundação o seu fechamento também não está precisamente documentado. A indicação comum é que ela tenhafuncionado até 1760, após ter passado por umareforma e restauração em 1737.Existe carta régia, de 1719, determinandoque fossem mantidas as casas de oficinas deouro e quintos reais de Iguape e Paranaguá,ordenando ainda a nomeação de provedor,tesoureiro e escrivão para estas oficinas. Essasituação mostra a existência da Casa de Fundição de Iguape ainda nesta data, mas talvez comum funcionamento precário por não possuiros empregados oficiais necessários. A atividadede mineração de ouro existia com certeza até1735, em virtude da carta régia onde se instituíapara as minas de ouro de Iguape a cobrança dequintos por bateia, como já era praticada nasMinas Gerais.As ocupações posteriores, de quartel ecadeia4, apagaram os vestígios da antiga função.Existe a menção da transferência dos instrumentos usados na fundição de ouro terem sidoencaminhados para o Museu Nacional.5Desde 1969, o espaço passou a abrigar umnúcleo de peças composto por objetos antigos eexóticos, mais um gabinete de curiosidade, semuma definição de propósitos e de política deacervo. Essa situação foi alterada em 1989, comum projeto de reestruturação do Museu, atravésda parceria do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo e a PrefeituraMunicipal de Iguape, com o apoio da FAPESP [p. 111, 112]


Primeiro Congresso de História Nacional: Explorações Geográficas, Arqueológicas e Etnográficas
Data: 01/01/1915
Página 82


ID: 5721





EMERSON


01/01/2012
ANO:161
  testando base


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