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Carta do gerente do Banco Alemão
15 de mai. de 1875, sábado ver ano


 Fontes (2)

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1º fonte - 2021
Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Palavra, pena e prelo: um estudo sobre formação e ações de João Corrêa de Oliveira (1855-1889)

Com o Banco Nacional suspendendo pagamentos, o Banco Mauá pedindo moratória e, finalmente, o diretor do Banco Alemão cometendo suicídio por ser obrigado a fechar as portas, é possível se ter a dimensão das tragédias que ocorreram.O Mequetrefe, publicou a carta escrita pelo gerente do banco Alemão, August Riecke, pouco antes de cometer o ato extremo. Na carta, que tinha como destinatária sua esposa, escreveu:

“Sabereis que o Mauá, que deve ao nosso Banco mais de R$ 3,000:000$000241 quebra amanhã; Maylasky tem defraudado nosso banco (servindo-se de mim) em £ 55,000. Não posso viver para ver a calamidade” [...].

Na sequência do artigo, faz referência ao chefe do Gabinete 7 de Março: “Diz-se na praça uma cousa horrível: diz-se na praça que o Banco Allemão pretendia o direito de emitir uma certa quantia, e que o Sr. Visconde do Rio-Branco garantira a concessão, autorizando o empréstimo dos 3,000:000$000 ao Sr. Mauá; e que feito o empréstimo faltara o nobre visconde á prometida concessão (O MEQUETREFE, 17 de junho de 1875, ed. 25, p. 2)

2º fonte - 2021
Universidade Federal de Alfenas; A QUEDA DE UM IMPÉRIO: NARRATIVAS DA FALÊNCIA DO BANCO MAUÁ & CIA. NA IMPRENSA DA CORTE E NO PARLAMENTO (1874 1875)

ANEXO D Carta do gerente do Banco Alemão15 de maio de 1875

Carissima Virgie! Tereis notado que há um ou dois dias tenho estado excessivamente preocupado. Eu vos disse que alguns de meus amigos (só de nome) traíram a fé que neles depositei, e lograram-me do modo o mais ultrajante. Sabereis que o Mauá, que deve ao nosso Banco mais de 3,000:000$000 quebra amanhã; Maylasky tem defraudado o nosso Banco (servindo-se de mim) em £ 55,000. Não posso viver para ver a calamidade, mas perco a cabeça ao pensar em vós, minha caríssima Virgie, e em nossa filhinha. (Que horrível coisa!)Que momento esse, quando, há uma hora, me separei de vós! Não posso pedir-vos que me perdoe. Consenti que vos peça que quando deixares o Rio procureis meus pais, que vos receberão com bondade, minha mãe será boa para convosco e meu irmão irá vós proteger; dizei-lhes que eu imploro o seu perdão.A julgar pela experiencia não creio que vossos parentes venhão a ser bons para convosco. E agora eis chegando o derradeiro instante. Chegou a seu tormo a nossa desgraça, e tudo devido a mim. Preciso dizer-vos adeus para sempre, caríssima Virgie, a vós e à nossa filhinha.Agora chegou o derradeiro instante, já nada posso dizer adeus para sempre.

Vosso desgraçado, August Riecke Fonte: Jornal O Mequetrefe, 17 de junho de 1875, ed. 25, p. 2. [p. 126]


LUCIA15/05/1875
ANO:89
  


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