Consta no já citado catálogo de Isa Adonias (p. 198). Segundo ela, “A condizer com a arrumação da costa, muito deslocada para oeste, o meridiano de Tordesilhas, traçado a vermelho e com o título de ‘Linha da demarcassão das Comquistas de Castela e Portvgal’, passa por aqueles extremos assinalados por marcos (Marco antigo). Desse modo, o vale do Prata, na sua quase totalidade, ficava dentro da soberania portuguesa. Essa era a forma típica pela qual os cartógrafos Teixeiras representavam o Brasil, antes e depois de 1640. Este mapa e outros similares tem um evidente caráter de reivindicação territorial.” Ibid. Segundo o atlas do Barão do Rio Branco, de onde tomamos esta imagem: “Adjunto ao Atlas [de João Teixeira] encontra-se uma crítica do Cosmógrafo Real Manoel Pimentel, morto em 1719. Ele declara que neste Atlas e em todos os mapas por ele vistos deste primeiro dos J. Teixeira, quase todas as posições, as distâncias e as direções da costa, são falsas” (tradução nossa). O original da Biblioteca da Ajuda não se encontra digitalizado.
Fonte: [Barão do Rio Branco]. Frontières entre le Brésil et la Guyane française. Atlas contenant un choix de cartes antérieures au traité conclu à Utrecht le 11 avril 1713 entre le Portugal et la France. Annexe au Mémoire présenté par les États Unis du Brésil au gouvernement de la Confédération Suisse, arbitre choisi selon les stipulations du traité conclu à Rio de Janeiro, le 10 avril 1897, entre le Brésil et la France. Paris, A. Lahure, 1900. Mapa 67. Disponível em Manioc : bibliothèque numérique Caraïbe, Amazonie, plateau des Guyanes: