Conselheiro Lafaiete é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, na região Sudeste do Brasil. Sua população estimada em 2024 era de 137 980 habitantes, o que o torna o 20º município mais populoso do estado.[1]HistóriaeditarOriginalmente a região era habitada por aldeamentos de povos indígenas puris denominados de forma genérica como carijós. Desde 1681, já há relatos de bandeirantes paulistas sobre a existência desses aldeamentos. Esses sertanistas adentravam a região para prear indígenas e em busca de metais e pedras preciosas. Conta-se que esses povos indígenas teriam migrado para a região depois de perder seus territórios no litoral.[8]Conselheiro Lafaiete estava próxima dos grandes centros mineradores das Minas Gerais aurífera, e serviu de ponto de apoio para os povoamentos de Itaverava, Piranga, Sabará, Ouro Preto e Mariana. Itaverava, vizinha de Conselheiro Lafaiete, já era povoada desde de 1694 e era referência de adentramento para os sertões. Conselheiro Lafaiete tornou-se lugar de parada das bandeiras que iam para Itaverava, sobretudo as de Bartolomeu Bueno. O desenvolvimento de Conselheiro Lafaiete também foi diretamente afetado pela abertura do Caminho Novo, sendo atravessado de norte a sul pela rota que escoava o ouro para os portos.[9]
Em 1709, mesmo ano da construção do Caminho Novo, foi instituída a freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós. A agricultura se desenvolveu e em meados do século XVIII a proporção de agricultores em relação a mineradores era bem maior que na maioria das outras localidades da região aurífera de Minas Gerais.[10] O distrito de Carijós foi criado em 1752.[8]Foi elevado a Vila Real de Queluz, em 19 de setembro de 1790, desmembrado da Vila de São José del Rei, hoje Tiradentes.[8] Pela Lei Provincial nº. 1.276, de 1866, foi elevada à categoria de cidade e em 1872 foi criada a Comarca de Queluz. O nome Conselheiro Lafaiete passou a vigorar a partir de 27 de marco de 1934, pelo Decreto Estadual n.° 11.274, em homenagem ao Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, quando se comemoravam o centenário de seu nascimento.[11]