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Cartografia histórica do Patrimônio Natural Serra do Voturuna e a toponímia Indígena na formação da Vila de Parnaíba
1 de janeiro de 2022, sábado ver ano



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Weber Rodrigo de CarvalhoCartografia histórica do Patrimônio Natural Serra do Voturuna e a toponímia Indígena na formação da Vila de Parnaíba.3.2 A vila de Parnaíba e seus patrimônios coloniais

A história de Parnaíba como vila remonta os primeiros passos doscolonizadores na fundação administrati va da coroa, com a criação de vilas com suascâmaras e o pelourinho que estabelecia um território sob administração da coroa àprimeira expansão territorial liderada por Antônio de Proença em 1580 criador degados no planalto para o mercado do litoral de Santos e Rio de Janeiro.

Complementando a abertura oferecida pelo crescimento do mercado dolitoral, um segundo impulso para o desenvolvimento econômico do planaltoteve como origem a iniciativa da própria Coroa portuguesa, representada napessoa de d. Francisco de Sousa. Conforme vimos no capítulo anterior, d. Francisco e seu séquito de mineiros práticos da Europa buscaram implantarum modelo integrado de atividades mineradoras, agrícolas e de manufatura.Apesar dos esforços em explorar as minas de Voturuna e Jaraguá e dasexperiências com as primeiras fábricas de ferro, foi na esfera agrícola queo projeto de d. Francisco vingou de forma mais elaborada, embora nãoexatamente do modo esperado. Um dos objetivos explícitos era atransformação de São Paulo no “celeiro do Brasil” , onde fazendas de trigo, organizadas no modelo da hacienda hispanoamericana, abasteceriam asminas e cidades. (MONTEIRO, p. 122, 1988)

Nesse contexto, o planalto era ocupado pelos Guaianás que recebiam osJesuítas e colonos com violência em 1583, na câmara aconselhava os colonos aevitarem as aldeias Guaianá e alertava sobre as consequências do crescimentodessa população.

“...Naquela ocasião, uma força aliada de Guaianá e Tupiniquim assolou uma expedição de cinquenta homens, sob a liderança de Domingos Luís Grou eAntônio Macedo, nas proximidades da futura vila de Mogi das Cruzes.Dando sequência a esta vitória, os aliados indígenas lançaram novosataques aos sítios portugueses localizados ao longo do rio Pinheiros e, como apoio dos residentes do aldeamento de Pinheiros, fizeram uma rebeliãosurpreendente contra o controle europeu da região. Da mesma forma, um ano depois, a oeste da vila, no local denominado Parnaíba, os índiosaniquilaram outra expedição escravista no rio Tietê. (MONTEIRO, p. 54,1988)

Somente com o apoio dos índigenas de João Ramalho espanhol, que vivendocom os indígenas e adaptou-se a um mundo colonial radicalmente diferente do que[p. 29]próximo às recém-descobertas minas de Jaraguá e Voturuna. Inicialmente, ao que parece, concedeu-se aos jesuítas a incumbência de administrar ossacramentos aos residentes, predominantemente Carijó e Guaianá,reservando-se à Coroa o controle sobre a distribuição da mão-de-obra. Masestas estipulações nunca foram claramente delimitadas e, por conseguinte,Barueri tornou-se objeto de conflito permanente entre interessesparticulares, municipais, eclesiásticos e da Coroa. (MONTEIRO, p. 103,1988)O sucesso gerou conflitos e os colonos exigiam a expulsão dos Jesuítas, astensões foram aumentando, os jesuítas descreviam os colonos como desordeiros ede não seguirem a bula papal que proibia a escravi zação indígena, a falta decontrole por parte da coroa deixava desguarnecida os aldeamentos e vítimas fáceisdos colonos.

A verdade, entretanto, é que estes se precaviam contra a perda de índios deBarueri para os povoadores de Parnaíba, denunciando que estes usavam deforça no recrutamento dos aldeados. Assim, por exemplo, Antonio Furtado, genro de Suzana Dias e um dos pioneiros na produção de trigo, recebeu ordens da Câmara Municipal de São Paulo para restituir ao aldeamento os índios que ele tinha tomado para servir-lhe. Poucos anos depois, quando damorte de Furtado, sua viúva Benta Dias confessou que a maior parte dosíndios de seu ser108 viço pertenciam ao aldeamento e que “ em suaconsciência os não pode deitar em inventário” .28 Mesmo o principal colono de Parnaíba, André Fernandes, filho de Suzana Dias e co-instituidor da capela original, contava com um sem-número de índios do aldeamento para seu próprio serviço, além dos mais de cem cativos que trabalhavam em sua fazenda em Parnaíba. (MONTEIRO, p. 108, 1988).

Em Parnaíba, os Fernandes estabeleceram fazendas com a mão de obraescravi zada do aldeamento de Barueri, onde o controle era disputado pela vila deSão Paulo e as fazendas de Parnaíba. Os índigenas do Aldeamento eramadministrados espiritualmente pelos jesuítas e para eles desenvolver trabalhosagrícolas a serviço da coroa, a conexão entre jesuítas e colonos espanhóis, umaspecto que salta na formação da vila de Parnaíba.Em 1612, os colonos ameaçaram expulsar os jesuítas de Barueri, alegandoque estes impediam o acesso à mão [p. 31]paulista Afonso Sardinha, como fica referido; e o rio Tietê também tem ouro desde o lugar da vila para baixo até muito além do morro de Aputerebu; ecomo a sua extração é pelo meio de água, tem cessado o labor pelodetrimento e despesa da manobra, e se empregam os mineiros na extraçãopor terra do ouro que chamam guapeára. Tem um mosteiro de monges de S. Bento com lugar de presidente, um tabelião do judicial e notas, que também serve de escrivão da Câmara, e um de órfãos, e ambos servem por donativoque anualmente pagam. Fundação da vila parnaiba – (TAUNAY, p. 192,2011).Berço do bandeirismo, força militar que no intuito de se defender dos ataquesque sofriam a vila é criado essa força paramilitar para fazer a defesa da província.Compunha essa força paramilitar, indígenas, mamelucos e poucos brancos queeram os responsáveis pela empreitada, e seguidos pelo exército de familiaresindígenas. No início do povoamento, houve uma grande fase de mineração noIbituruna. Custódia Dias, filha de Suzana Dias, casou-se com o colono GeraldoBetting, alemão e minerador profissional que estimulou a exploração mineral auríferana região.Os índios trazidos do sertão seriam colocados num aldeamento pertencenteà Coroa, prestando serviços remunerados para os colonos e para o Estado. Foi com este intuito que o mesmo d. Francisco patrocinou o estabelecimentodo aldeamento de Barueri, situado a oeste da vila de São Paulo,relativamente próximo às recém-descobertas minas de Jaraguá e Voturuna.Inicialmente, ao que parece, concedeu-se aos jesuítas a incumbência deadministrar os sacramentos aos residentes, predominantemente Carijó eGuaianá, reservando-se à Coroa o controle sobre a distribuição da mão-de-obra. Mas estas estipulações nunca foram claramente delimitadas e, porconseguinte, Barueri tornou-se objeto de conflito permanente entre interesses particulares, municipais, eclesiásticos e da Coroa.(MONTEIRO, p.103, 1988)Essa fase perdurou entre 1591 e 1602. A exploração mineral era feita embateia nos cursos d´Água, no Boturuna e num local denominado de lavras(Camargo,1971)¹, e trouxe certo desenvolvimento que tornou o povoado o principalponto de partida para o interior. Em poucos anos os dezessete fi lhos de Suzana Dias formaram famílias e ocuparam a região entorno da Serra do Ibituruna, seu filho [p. 35]Histórico: Após a morte do Vasconcellos, Benta Dias contraiu segunda núpcias comPaulo Proença de Abreu. Foi um casamento sem filhos; portanto, Proença de Abreudeve ter ficado de fora das partilhas dos bens de Benta Dias eis que o viúvo Paulode Proença Abreu teve bons motivos para se remoer por ter ficado de fora dapartilha dos bens de sua falecida mulher. Explica porque, semanas após a morte deBenta Dias, Proença de Abreu procurou seu cunhado Balthazar Fernandes e acertoua compra do moinho que pertencia ao casal.Descrição: Uma das mais antigas referências a um moinho operando no termo davila de Santana do Parnaíba está no inventário do português Antônio Furtado deVasconcellos, aberto dias após a sua morte, em 1628. Ele faleceu em Parnaíba, semdeixar filhos do seu casamento com Benta Dias. Sem herdeiros, todos os bensacumulados pelo casal passaram a pertencer à sua mulher; inclusive o “moinho deágua” avaliado em 30 mil réis “por estar danificado” (2) – O fato de o moinho estardanificado pode indicar que não seria tão recente. Poderíamos, desse modo,presumir a data de sua construção em torno de 1620 e 1625. [p. 51]

Neste trecho podemos perceber a importância da fazenda do padre e seustipos de serviços que poderiam ser oferecidos, o padre operava como um banqueirojá que esse período é marcado pela falta de centralidade da coroa quanto à vila deParnaíba essa autonomia acabou por criar uma corrida para empreender no sertãoem busca de mão de obra, a fazenda do padre e as de seus parentes acabariam porcriar uma centralidade, onde a escravização e busca por pedras preciosas dariam otom das incursões e ocupação do território Brasileiro.O estudo dos patrimônios culturais de Santana de Parnaíba levou a buscarconexões entre eles para compreender a história do lugar e o estudo da toponímiadesses patrimônios levou a reconhecimento de outros patrimônios que compartilhamsuas origens, esses lugares segundo estudos preliminares apresentam conexõescom a serra do Voturuna, um desses é Guaira e a redução de São Miguel doBituruna, segundo relatos Manuel Preto a encontra abandonada anos depois a serrareceberia o mesmo nome tupi, assim como a capela e a santa que fica no retábulo,apontado por Lucio Costa como a primeira obra de arte brasileira, o debate quanto aorigem e o feitio do retábulo gera hipóteses quanto a sua origem, já que a circulaçãode mercadoria segundo Caldeira, eram constante e possíveis para época.

A 23 de março Antônio Bicudo de Mendonça ocupava a aldeia de São Miguel de Ibituruna que encontrou deserta. Isto lhe causou enorme cólera,que o levou a emitir “espumajos por la boca”. Três dias antes outra coluna da tropa de Preto, comandada por Manuel Mourato, apossara-se de JesusMaria fazendo enorme cópia de cativos. Só homens válidos, mais de 1.500. (TAUNAY, p. 45, 1924).

A Serra do Voturuna e a redução de São Miguel do Ibituruna na foz do Iguaçucompartilham algo a ser descoberto, parte desse estudo revisou a bibliografia arespeito dos diferentes lugares e desses estudos surgiram mais dois locais quetransforma esse dois lugares como centrais para essas duas cidades Bituruna noParaná e Ibituruna a primeira cidade Mineira, aqui o estudo da toponímia é o mesmocomo origem, mas no Paraná a denominação representa uma nação indignaenquanto que na cidade mineira é denominação dado pelo bandeirante AndréFernandes, mostrando a influência dessa nação nos costumes desses bandeirantes. [p. 83]Personagens e pioneiros têm em comum em suas histórias esses lugares aserra do Voturuna e São Miguel do Ibituruna, tinham em comum a santa, mas quemsurgi u primeiro? Teriam os Biturunas ido de Parnaíba para São Miguel se afastandodo contato com portugueses? Ou a bandeira de Manuel Preto que descobri u SãoMiguel e trouxe consigo muitos dos i ndígenas que ali viviam e os instalarampróximos a serra?Na procura de entender essa migração e seus motivos surgiu uma novadescoberta, a existência de outras duas cidades uma em Minas Gerais e outro noParaná, sendo Ibituruna a primeira cidade mineira fundada em 1674 por Fernão Dias,período auge da metalurgia e influência de investimento do padre GuilhermePompeude Almeida, a entrada dessa cidade nos estudos levou a busca de outras, esim uma outra cidade mais agora chamada Bituruna antiga Palmas que possui umaserra e fundador comum com os familiares do Padre Guilherme Pompeu de Almeida,o período de ocupação é posterior e outra onde foi encontrada cerâmica comdatação de 13 mil anos, Ibituruna no Paraná, assim a patrimonialização permitiuestudos anteriores que sustentam as hipóteses de uma rede em comum a todosesses lugares.Dessa forma, foi organizada uma cartografia com mapas que apresentamessa toponímia indígena.

A montanha ou serro elevado diz-se, no tupi, Ybytyra, que, como acimadissemos, se decompõe em yby-ityra, isto é, elevação de terra ou terra alta.A alteração metaplástica desse vocábulo é a mesma dos seus elementos componentes; por isso, é freqüente encontrarem-sedenominações de lugares com as grafias do radical butur, ibitur, bitur, formas alteradas de ybytyra, as quais não se devem confundir com as do vocábulo ybytú. No tupi do Sul, o vocábulo ybytyra, contraído, deu ybyty e, de suasdiversas alterações, na composição de outros vocábulos, nasceram asformas ibitú, bitú, butú. Os nomes lbituruna, Buturuna ou Voturuna, sãoapenas formas diversas de um mesmo vocábulo - ybytyruna, que quer dizermonte negro. Butujurú é simples corruptela de ybyty-Jurú, que quer dizerboca do monte. Botucaray é a alteração de ybyty-caray, dondeUbutucaray, Butu-caray ou Botu-caray, significando monte santo. (SAMPAIO,T. p. 129, 1987.)Em Nimuendaju (1982) encontramos as referências e a existência de umanação indígena, nesta região, Gualachi no século XVII e Chiqui em 1628/ 1640 etambém os Bituruna em 1690, além de Kaiguá e Guarani em 1855. Essa cartografia





Mapa
2022, atualizado em 26/03/2026 06:17:37
Créditos/fonte:
  
0


EMERSON
2286
Suzana Dias
1540-1632
110 registros

3936
Benta Dias Fernandes
n.1590
16 registros

2668
Custódia Dias
1581-1650
29 registros

2388
Guaianase de Piratininga
75 registros

3224
Guaianás
100 registros

923
Jesuítas
562 registros

2353
Antonio de Proença
1540-1605
59 registros

10697
Santos/SP
789 registros

10648
Rio de Janeiro/RJ
2485 registros

10661
Santana de Parnaíba/SP
0 registros

3365
Gados
136 registros

2685
Pelourinhos
83 registros

2516
Rio Anhemby / Tietê
500 registros

3527
Antônio de Macedo (ou Saavedra)
1531-1590
66 registros

2330
Carijós/Guaranis
502 registros

1735
Mem de Sá
1500-1572
138 registros

2350
Bituruna, vuturuna
160 registros

4251
S Miguel do Ybituruna
16 registros

2018
Manuel Preto
1559-1630
54 registros

4150
Nheengatu
342 registros

2375
Gerhart Bettinck
1575-1611
70 registros



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