Wildcard SSL Certificates
Organizando a História

Séculos


Paste:


autr:Luís Castanho de Almeida
Jornal Pensamento e Arte, No. 140, página 13
23 de janeiro de 1955, domingo ver ano



 Mencionados (5)

len: 4196

Os historiadores e cronistas antigos, por exemplo Manuel Eufrásio de Azevedo Marques, do século XIX, e Pedro Taques de Almeida, do século XVIII, fazem confusão quanto aos dois núcleos de povoamento de Sorocaba anteriores a 1661. Julgam, e são repetidos sumariamente, que a povoação de Nossa Senhora do Montesserrate do Araçoiaba, de 1599, perdeu o seu pelourinho em favor de Sorocaba em 1661, quando, entre ambas, é preciso lembrar o povoado de Itapeva-ussu, hoje Itavuvu.

Parece que o primeiro homem branco que apareceu no Ipanema foi Afonso Sardinha, o Filho, cerca de 1590. Segundo Azevedo Marques, em 1589.

Era um famoso sertanista e procurava ouro e prata. Provavelmente levado por informações dos índios e pela orientação geral dos rios e dos montes, vindo de São Paulo pelo vale do Tietê, abandonando este em Parnaíba, subiu a serra do Piragibu no Apotribu, descendo para os campos de Pirapitingui, e daí rumou para a montanha em frente. Talvez passando pelo Itavuvu, por onde ao depois houve um caminho antigo, que evitava a pequena volta por Sorocaba. Caminho que bem podia ser o rumo dos tupis, fazendo suas andanças de Itu à encruzilhada ou à boca do Paraguaí, como dizia Nóbrega.

Não existem mais documentos manuscritos sobre Afonso Sardinha (os dois, pai e filho, mais ou menos confundidos), menos de nos contentar com as escassas informações dos cronistas. Parece que o descobridor do Araçoiaba explorou outras serras mais ou menos próximas, inclusive a de São Francisco.

Que ele passou uma temporada no Ipanema é conclusão lógica do fato de haver fundido um engenho de ferro no sertão meridional sem forno brasileiro, mas uma forja, com o fole talvez movido a água, para obter melhor e mais elevada engenho.

Pedro Taques escreveu que Sardinha tirou prata e ouro e fundiu ferro no Araçoiaba.

Foi, pois, a primeira casa do futuro município de Sorocaba, a de Afonso Sardinha, o Moço. Corria na Colônia e na Metrópole a fama das minas de prata e ouro em São Vicente, e só notícias o mesmo Sardinha tirava muito ouro de lavagem.

O governador geral do Brasil, Dom Francisco de Sousa, acreditou no sonho de Roberto Dias, que morrera sem desvendar o segredo das minas que sonhara ter descoberto. Em vista da nulidade das entradas pela Bahia, resolveu formar e conduzir uma expedição por São Paulo.

Marchando pela costa, arrecadou índios já aldeados na Vitória do Espírito Santo e que, assim, concorreram para o povoamento do Ipanema. Desembarcando em São Vicente, subiu a serra, caminhando até São Paulo, e fins de 1599, rumo para o Araçoiaba, onde logo voltou no começo de 1600.

Dom Francisco de Sousa, ou das Manhas, como o alcunhavam, criou oficialmente a vila, erguendo pelourinho e chamando-a de Nossa Senhora do Monte Serrate. Era a sua devoção predileta. Por sua ordem, ficou Nossa Senhora do Monte Serrate titular da igreja dos Beneditinos em São Paulo.

Segundo se lê em Varnhagen, seria o lugar da povoação no vale das Furnas, adiante mais alto do que o atual povoado de Ipanema.

Esta localização é devida à proximidade do engenho de ferro que, por sua vez, estava mais perto das jazidas.

De sorte que, tal como aconteceu com Sardinha, o governador viera em busca das minas de prata e só encontrou ferro em grande quantidade. De certo que algum ouro sempre foi lavado pelos índios e atraía à sua companhia.

É bem de ver que a atração dos mineiros não tinha elementos para ser vila. Chegou-se no mesmo dia ou poucos dias depois erguer pelourinho entre aqueles de lenha, provisório, e apenas delineava-se oficialmente, a situação ainda indefinida.

As crônicas não falam na primeira Câmara, cujos membros seriam nomeados pelo governador. Contavam-se da década os brancos que vieram com Dom Francisco, e, além destes, outras minas: — Diogo Gonçalves Leme, administrador de todas elas; mineiros Gaspar Gomes Molho e Miguel Pinheiro Zamarra; e o fundador Domingos Ruiz, que vieram antes, mais o capitão Pedro Aires de Aguirre (sucessor de Gonçalves Leme) e alemães Jaques de Unhalte e Geraldo Bettimk; capitão Diogo Lopes.

Em seguida à volta do governador, os documentos emudecem.




EMERSON
Balthazar Fernandes (1577-1670)
431 registros
Luís Castanho de Almeida (1904-1981)
82 registros
Afonso Sardinha "Moço" (f.1604)
27 registros
Manuel Eufrásio de Azevedo Marques (1825-1878)
34 registros
Pedro Taques de Almeida Pais Leme (1714-1777)
75 registros
Bairro Itavuvu
232 registros
Apoteroby (Pirajibú)
194 registros
Pirapitinguí
133 registros
Nossa Senhora de Montserrate
140 registros
Ouro
1428 registros
Prata
236 registros
Francisco de Sousa (1540-1611)
538 registros
Pelourinhos
83 registros
Robério Dias (n.1600)
12 registros
Gaspar Gomes Moalho
12 registros
Sabarabuçu
272 registros
Metalurgia e siderurgia
312 registros
Pedro Dias de Aguirre
10 registros
Itapeva (Serra de São Francisco)
145 registros
Tupis
60 registros
Caminho do Peabiru
501 registros
Manuel da Nóbrega (1517-1570)
181 registros
Vitória/ES
28 registros


LUCIA23/01/1955
ANO:92

23 de janeiro de 1955, domingo
Jornal Pensamento e Arte, No. 140, página 13

1958, quarta-feira
Rua Júlio Ribeiro (data estimada)

8 de dezembro de 1913, segunda-feira
Primeiro vôo planado teria ocorrido no Brasil por José Raymundo, o Voador da Fazenda da...

1 de junho de 1651, quinta-feira
“nesta vila de Santa Ana da Parnaíba, por testemunhas a saber Roque Dias Perera como ba...
  


Procurar