 | | | 1º fonte - 26 de abr. de 2026, domingo | Dagoberto Mebius; Chegada dos Mebius ao Brasil. |
No cair da tarde de 26 de abril de 1900, o porto de São Francisco do Sul fervilhava como um campo de batalha silencioso. Centenas de famílias europeias, exaustas e iludidas por promessas de companhias de colonização, desembarcavam em busca de um paraíso tropical. O que encontraram, porém, foi um cenário de caos: registros apressados, condições precárias, fome, doenças e a dura realidade de terras selvagens, sem estradas, sem abrigo, sem idioma comum.
Entre elas, erguia-se a família Möbius. Max, mestre-açougueiro de Halle Salle, com seus 45 anos, trazia consigo apenas coragem e esperança. Ao lado de Emile, sua companheira de 37 anos, e dos filhos Sidônie (13), Martha (7), Alfred (4) e a pequena Dora (18 meses), enfrentaram a travessia no vapor *Rosário*, um navio que mais parecia um calabouço flutuante. O calor das fornalhas, o cheiro do coque queimado e os porões abarrotados eram o prelúdio de uma jornada marcada pela resistência.Chegaram ao Brasil debilitados, mas não derrotados. Vagaram pelo porto, subiram serras, cruzaram vilas e sertões até fixarem raízes em Rio Negro. Max, outrora artesão da carne, tornou-se lavrador, encerrando sua vida em 1910 como um guerreiro que trocou o ferro da faca pelo f