'José de Anchieta não matou um cara. Postado por A Catequista, em ocatequista.com.br 0 02/04/2014 Wildcard SSL Certificates
font-size:75;' color=#ffffff
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018


   2 de abril de 2014, quarta-feira
José de Anchieta não matou um cara. Postado por A Catequista, em ocatequista.com.br
      Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

  
  
  


Às vésperas da canonização de José de Anchieta, os inimigos da Santa Igreja se empenham em dar novo impulso à história de que o santo teria matado um protestante com suas próprias mãos. Esse caô é bem fácil de desmentir, pois os registros históricos mais plausíveis inocentam o Apóstolo do Brasil, e expõem a cretinice de seus caluniadores desesperados.

O rolo foi o seguinte: após cinco meses de negociações com os índios tamoios, foi selado um acordo de paz. Tendo cumprido sua missão diplomática, Anchieta deixa a tribo e retorna a São Vicente. Porém, infelizmente, a trégua durou pouco. Incitadas pelos franceses protestantes, as tribos que não haviam negociado diretamente com os jesuítas quebraram o acordo; no ano seguinte, em 1564, os tamoios da Guanabara (atual Rio de Janeiro) retomaram os ataques aos portugueses.

Para garantir a ocupação da Guanabara e reestabelecer a paz na região, era preciso expulsar de vez esse pessoal, já que os meios diplomáticos haviam sido insuficientes. Com sua influência junto aos índios tupis, Anchieta ajudou a reforçar a armada de Estácio de Sá, reunindo um grande número de guerreiros. Depois, como capelão das tropas, o santo cuidou dos feridos e ajudou a manter a moral de todos em alta.

Resultado: em 1567, a guerra terminou com a vitória portuguesa e a derrota definitiva da Confederação dos Tamoios. Cerca de dez combatentes franceses foram feitos prisioneiros e condenados à morte pela forca. Não foram condenados por heresia, mas sim por crime de invasão territorial e apoio à guerra contra os portugueses.

Era chegado o momento da execução do último francês. Para a sua desgraça, seu suplício foi aumentado por causa da incompetência do carrasco jeselito, que deu uma laçada muito mal-feita. O homem se debatia pendurado pelo pescoço, sem morrer. Para dar breve fim a essa aflição, Padre Anchieta deu uma bronca no carrasco, para que fizesse direito seu trabalho. O laço foi então refeito do modo correto, e o francês finalmente morreu, tendo abreviado os seus tormentos.

Basta um mínimo de boa vontade para notar que, em vez de desmerecer José de Anchieta, esse ato se soma aos seus incontáveis gestos de amor caridade. Ajudou o condenado a ter uma morte mais rápida e com menos sofrimento.

Porém, entrou em cena a eficiente AMHP: Agência de Manipulação Histórica Protestante. O episódio foi grotescamente distorcido para tentar manchar a trajetória do santo. Espalham por aí que o carrasco estava com peninha do francês, e por isso, estava demorando demais para aplicar a pena. Então, o Padre Anchieta o teria enforcado com suas próprias mãos.

As evidências a favor de Anchieta já foram apresentadas pelo padre Hélio Abranches Viotti, SJ. O caso foi discutido em Roma no século XVIII, e não foi considerado impedimento para a canonização do nosso maior missionário. A Igreja se pronunciou oficialmente, garantindo que Anchieta não cometeu qualquer pecado ou irregularidade nesse caso.

Em primeiro lugar, foi um gesto de compaixão. Em segundo lugar, o tal francês enforcado não era João de Bolés (Jean le Balleur), conforme afirmam os autores protestantes. Vários documentos evidenciam que o calvinista João de Bolés foi processado na Bahia, mandado para Portugal e absolvido.

Portanto, João de Bolés não morreu no Brasil, muito menos no Rio de Janeiro, conforme provam diversos documentos citados no livro do Pe. Viotti, entre eles uma carta de José de Anchieta:

“Um dos moradores desta fortaleza era um Joanes de Bolés, homem douto nas letras latinas, gregas e hebraicas e muito lido na Sagrada Escritura, mas grande herege (...). Ali começou logo a vomitar a peçonha de suas heresias. Ao qual resistiu o Pe. Luis da Grã e o fez mandar preso à Bahia de todos os Santos. E daí foi mandado pelo Bispo dom Pedro Leitão a Portugal, e de Portugal doi para a Índia e nunca mais apareceu.” - José de Anchieta. Cartas Jesuíticas, III, 312

Essa confusão protestante também foi desmascarada no livro “Villegagnon e a França Antártica: Uma Reavaliação”, de Vasco Mariz e Lucien Provençal (saiba mais aqui).“A verdade vos libertará”, ensinou Jesus. Porém, os protestantes insistem em sua estratégia suja de deturpar a história – como se já não bastasse a deturpação da doutrina cristã – para difamar o catolicismo. Nesse mundo, devemos reconhecer, eles obtêm razoável êxito. Suas mentiras levaram e ainda levam muitos católicos a abandonarem a Igreja, ou pior: estando dentro dela, rejeitam boa parte de seus ensinamentos e se deixam influenciar pelo veneno protestante.

Mas a verdade é de Cristo, e Cristo é a verdade. E o fato, que vale acrescentar, é que o Padre Anchieta conseguiu adiar em alguns dias a execução do tal francês, que estava apegado às suas heresias. Com sua peculiar doçura e sabedoria, ajudou o homem a abraçar a verdadeira fé. Sim, o pseudo-mártir protestante morreu católico!

Viva José de Anchieta! Viva Nosso Senhor Jesus Cristo! Viva a santa Igreja Católica!FONTE DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA:VIOTTI, Hélio Abranches, SJ. Anchieta - O Apóstolo do Brasil. Ed. Loyola, 1980, p. 125 a 134.


Registros mencionados

6 de fevereiro de 1564, quinta-feira
Mandado pelo seu tio, Me de Sá, Estácio chega à barra do Rio de Janeiro acompanhado de do líder nativo Araribóia, com os seus índios
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Fontes (2)

• Pessoas (4): Estácio de Sá (44 anos); Mem de Sá (64 anos); Arariboia ou Martim Afonso de Sousa (f.1589); José de Anchieta (30 anos)

• Temas (2): Tamoios; Temiminós

• Cidades (1): Rio de Janeiro/RJ

1567
O padre Balthazar Fernandes dá novas sobre o Rio de Janeiro, logo após a expulsão definitiva da pequena colônia francesa
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Fontes (5)

• Pessoas (4): Padre Balthazar (31 anos); Joanes de Bolés (f.1567); José de Anchieta (33 anos); Jacques Le Balleur

• Temas (4): Cabo Frio; Franceses no Brasil; Pau-Brasil; Tamoios

• Cidades (1): Rio de Janeiro/RJ

abril de 1567
Execução de Le Balleur em Salvador: Le Balleur teria sido queimado e José de Anchieta teria auxiliado o carrasco em seu ofício*
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Fontes (6)

• Pessoas (3): José de Anchieta (33 anos); Mem de Sá (67 anos); Jacques Le Balleur

• Temas (3): Metalurgia e siderurgia; Jesuítas; Assassinatos

• Cidades (2): Rio de Janeiro/RJ; Salvador/BA

1987 Hitler: propaganda da W/Brasil para a Folha de S. Paulo (1987) Atualizado em 02/04/2025 00:10:21 É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade. Como a "História" de

um homem que pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar, aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de Marcos e reduziu uma hiperinflação, a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava a seguir a carreira artística.

Quantos registros?


Brasilbook.com.br
Desde 27/08/2017
29078 registros, 15,203% de 191.260 (meta mínima)
663 cidades
3689 pessoas
temas

Agradecemos as duvidas, criticas e sugestoes
Contato: (15) 99706.2000 Sorocaba/SP