'Pedro Vaz da Cunha, o Bisagudo, e o seu mapa-mundo. Por Luis Bivar de Azevedo, em memoriadanacao.blogspot.com* 0 01/11/2015 Wildcard SSL Certificates
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   1 de novembro de 2015, domingo
Pedro Vaz da Cunha, o Bisagudo, e o seu mapa-mundo. Por Luis Bivar de Azevedo, em memoriadanacao.blogspot.com*
      Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

  
  


Pedro Vaz da Cunha, o Bisagudo, alcunha que lhe deram por caçar com um cajado de 2 pontas ferradas, foi o Capitão-Mor da Armada de 20 naus, que zarpou do Tejo, em Janeiro de 1489, rumo ao Senegal, levando de regresso o Rei Bemoin Gelem. Este havia ido a Portugal solicitar apoio a D. João II no conflito que o opunha ao "Grande Foula", o Rei Galacho, que dominava a região. Bemoin oferecia em troca terras suas, com vista à construção de uma fortaleza e à instalação de uma feitoria portuguesas. Durante a sua estadia em Portugal, Bemoin foi baptizado, recebendo o nome de D. João, sendo armado cavaleiro pelo soberano português.

Pedro Vaz Bisagudo, violando as instruções reais, matou Bemoin à chegada ao Senegal, aparentemente por suspeita de traição. João de Barros, no entanto, avança outra razão:

"...o que mais condenou à morte D. João Bemoin foi começar alguma gente adoecer por ser lugar doentio que ele, Pero Vaz, mais temeu que a traição como quem havia de ficar na fortaleza depois que fosse feita." (Década I, Liv.III, Cap.VIII).

Regressado ao Reino, Pero Vaz não foi castigado, sendo este facto justificado pelos cronistas Rui de Pina e Garcia de Resende com o receio o Rei de que se descobrissem outros culpados... É, porém, possível que tivesse havido outra razão.

Com efeito, sabe-se que o Bisagudo era possuidor de um mapa onde se assinalava a "tera firme", que seria o Brasil. Esse mapa, segundo alguns autores, era uma reprodução do mapamundi de Andrea Bianco (1448), onde aparece a "ixola otintiche a ponête 1500 mile".

Desde 1486 havia a presunção de que do outro lado do oceano se estendia uma "terra firme", com localização de tal maneira aproximada, que levaria Mestre João Farás, piloto da Armada de Pedro Álvares Cabral, a escrever uma carta, de Vera Cruz, ao Rei D. Manuel I, em 1 de Maio de 1500, cujo teor é o seguinte:

"Quanto, Senhor, ao sítio desta terra, mande Vossa Alteza trazer um mapamundi que tem Pero Vaz Bisagudo, e por aí poderá ver Vossa Alteza o sítio desta terra,porém, aquele mapamundi não certifica esta terra ser habitada, ou não. É mapamundi antigo; e ali falará Vossa Alteza também a Mina" (Alguns documentos da Torre do Tombo, pag. 122)

Genealogia de Pero Vaz da Cunha, o Bisagudo

1. Álvaro PaisChanceler de D.- Pedro I e de D. Fernando I, figura destacada do patriciado urbano de Lisboa, foi um dos principais aclamadores e apoiantes do Mestre de Avis, o qual subido ao Trono, perante a recusa de Álvaro Pais em manter aquelas funções, nomeou, por sua indicação, seu enteado, o Dr. João das Regras, filho da segunda mulher de Alvaro Pais, Sentil Esteves.Álvaro Pais casou 1º com Leonor Giraldes, da qual teve:2. Diogo Álvares PaisMestre Sala dos Reis D. João I e D. Duarte. C.c.Inês Álvares.3. Luis Álvares PaisMestre Sala de D. Afonso V. C.c.D. Teresa de Albuquerque, fª de Gonçalo Vasques de Melo, I Sr. de Castanheira, Povos e Cheleiros, etc, e de Isabel de Albuquerque (fª de Vasco Martins da Cunha, o Velho, e de D. Teresa de Albuquerque)3. Gonçalo Vaz de Melo, que segue3. Pero Vaz da Cunha, o BisagudoC.1ºc. Maria Pais, fª de Paio Rodrigues Pais, Cavaleiro dos reinados de D. Duarte e D. Afonso V, Escrivão da Fazenda e Contador de Lisboa e de Isabel Nunes, de Portalegre; c.2º c. Helena da Costa, sobrinha do Cardeal D. Jorge da Costa. Sem geração de ambos os casamentos.3. Gonçalo Vaz de MeloMestre Sala de D. Afonso V e de D. João II. C.c.D. Inês de Brito, fª de Mem de Brito, Sr. do Morgado de Santo Estevão de Beja, e de D. Guiomar de Melo4. Jorge de Melo, " o Bochechas"Mestre Sala de D. Manuel I, Capitão da Ilha do Ano Bom, na Guiné, c.c. Isabel Pereira, fªa de Gonçalo Vaz de Castelo Branco, Sr. de Vila Nova de Portimão, do Morgado da Póvoa, Governador da Casa do Cível, e de D.Brites Valente5. D. Joana PereiraC.c. D. Álvaro de Abranches, Mestre Sala de D. Manuel I e de D. João III, Capitão de Tanger e Azamor, Sr. do Morgado dos Almada-Abranches, fº de D. João de Abranches, Conde de Oliva, Barão de São Vicente de Lobregal e de Molina de Rei, Sr. do Morgado dos Almada-Abranches, e de D. Mecia da Cunha6. D. Pedro de AbranchesMestre Sala de D. João III, Comendador de Ansiães, Embaixador a Carlos V. C.c. Brites de Noronha, fª herdeira de Pedro Pantoja, Alcaide-Mor de Tavira, Comendador de Santiago de Cacém, na Ordem de Santiago, e de D. Margarida de Mendoça7. D. Joana de NoronhaHerdeira dos Morgados dos Almada-Abranches (Mestres Sala) e dos Pantoja. C.c. Francisco de Mendoça Furtado, IV Alcaide-Mor de Mourão, Governador e Capitão General de Mazagão, etcCom geração em Bivar Weinholtz que segue neste blogue em "O Castelo de Mourão e os seus Alcaides Mores"


Registros mencionados

1486
Afonso Sanches
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Fontes (2)

• Pessoas (1): Afonso Sanches

• Temas (1): Descobrimento do Brazil

1 de maio de 1500, terça-feira
Cartas de Caminha e do Mestre João Emenelau Farás
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• Fontes (20)

• Imagens (2)

• Pessoas (7): Arthur Virmond de Lacerda ; Bacharel de Cananéa ; Francisca Ramalho ; João Eme ; Manuel I, o Afortunado (31 anos); Nicolau Coelho (40 anos); Pero Vaz de Caminha (1450-1500)

• Temas (17): Astronomia; Curiosidades; Degredados; Descobrimento do Brazil; Gentios; Geografia e Mapas; Grunstein (pedra verde); Léguas; Medicina e médicos; Metalurgia e siderurgia; Música; O Sol; Odontologia; Ouro; Tupiniquim; Vinho; Ybitirembá

• Cidades (1): São Paulo/SP

novembro de 2015
Armada de 20 naus zarpou do Tejo*
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

• Pessoas (1): João II, "o Príncipe Perfeito" (1455-1495)

• Temas (1): Descobrimento do Brazil

O que é História?
Abraham Lincoln (1809-1865) dizia que "se não for verdade, não é História. Porém, é possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade.

Existiu um homem que pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar, aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de Marcos e reduziu uma hiperinflação, a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava a seguir a carreira artística. [28174] Você votaria neste homem Adolf Hitler (1889-1945)?



Quantos ou quais eventos são necessários para uma História?
Segundo Aluf Alba, arquivista do Arquivo Naciona: o documento, ele começa a ser memória já no seu nascimento, e os documentos que chegam no Arquivo Nacional fazem parte de um processo, político e técnico de escolhas. O que vai virar arquivo histórico, na verdade é um processo político de escolhas, daquilo que vai constituir um acervo que vai ser perene e que vai representar, de alguma forma a História daquela empresa, daquele grupo social e também do Brasil, como é o caso do Arquivo Nacional.

É sempre um processo político de escolha, por isso que é tão importante termos servidores públicos posicionados, de pessoas preparadas para estarem atuando nesse aspecto.


Mary Del Priori, historiadora:

Nós temos leis aqui no Brasil, que são inclusive eu diria bastante rigorosas. Elas não são cumpridas, mas nós temos leis para arquivos municipais, estaduais e arquivos federais, que deveriam ser cobradas pela própria população, para manutenção desses acervos, acervos que estão desaparecendo, como vimos recentemente com o Museu Nacional e agora com a Cinemateca de São Paulo. E no caso dos arquivos municipais, esses são os mais fragilizados, porque eles tem a memória das pequenas cidades e dos seus prefeitos, que muitas vezes fazem queimar ou fazem simplesmente desaparecer a documentação que não os interessa para a sua posteridade. Então esse, eu diria que essa vigilância sobre o nosso passado, sobre o valor dos nossos arquivos, ainda está faltando na nossa população.

Lia Calabre, historiadora:

A memória de Josef Stálin inclusive, ela serve para que não se repitam os mesmos erros, ela serve para que se aprenda e se caminhe. Os processos constantes de apagamento. Existe um depósito obrigatório de documentação que não é feita, na verdade se a gente pensar, desde que a capital foi para Brasília, os documentos não vieram mais para o Arquivo Nacional. [4080]

Quantos registros? Fernando Henrique Cardoso recupera a memória das mais influentes personalidades da história do país.

Uma das principais obras do barão chama-se "Efemérides Brasileiras". Foi publicada parcialmente em 1891 e mostra o serviço de um artesão. Ele colecionou os acontecimentos de cada dia da nossa história e enquanto viveu atualizou o manuscrito. Vejamos o que aconteceu no dia 8 de julho. Diz ele:

- Em 1691 o padre Samuel Fritz, missionário da província castelhana dos Omáguas, regressa a sua missão, depois de uma detenção de 22 meses na cidade de Belém do Pará (ver 11 de setembro de 1689).

- Em 1706 o rei de Portugal mandou fechar uma tipografia que funcionava no Recife.

- Em 1785 nasceu o pai do Duque de Caxias.

- Em 1827 um tenente repeliu um ataque argentino na Ilha de São Sebastião.

- Em 1869 o general Portinho obriga os paraguaios a abandonar o Piraporaru e atravessa esse rio.

- Em 1875 falece no Rio Grande do Sul o doutor Manuel Pereira da Silva Ubatuba, a quem se deve a preparação do extractum carnis, que se tornou um dos primeiros artigos de exportação daquela parte do Brasil.

Ainda bem que o barão estava morto em 2014 julho que a Alemanha fez seus 7 a 1 contra o Brasil.

(...) Quem já foi ministro das relações exteriores como eu trabalha numa mesa sobre a qual a um pequeno busto do barão. É como se ele continuasse lá vigiando seus sucessores.

Ele enfrentou as questões de fronteiras com habilidade de um advogado e a erudição de um historiador. Ele ganhava nas arbitragens porque de longe o Brasil levava a melhor documentação. Durante o litígio com a Argentina fez com que se localiza-se o mapa de 1749, que mostrava que a documentação adversária estava simplesmente errada.

Esse caso foi arbitrado pelo presidente Cleveland dos Estados Unidos e Rio Branco preparou a defesa do Brasil morando em uma pensão em Nova York. Conforme registrou passou quatro anos sem qualquer ida ao teatro ou a divertimento.

Vitorioso nas questões de fronteiras tornou-se um herói nacional. Poderia desembarcar entre um Rio, coisa que Nabuco provavelmente faria. O barão ouviu a sentença da arbitragem em Washington e quieto tomou o navio de volta para Liverpool. Preferia viver com seus livros e achava-se um desajeitado para a função de ministro.


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