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Sorocaba/SP

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Aqui Tem História T1:E5 "Solar da Marquesa"
2022, sábado ver ano
  
  
  

Muita gente sabe que D. Pedro I e Marquesa de Santos tiveram um longo relacionamento amoroso. Agora, o que poucas pessoas imaginam, que depois do fim desse caso, ela se tornou a Rainha do Camarote, nessa casa, no centro da cidade de São Paulo.

Era agosto de 1822, ás vésperas da Proclamação da Independência, D. Pedro estava casadíssimo com Maria Leopoldina, mas aqui em São Paulo ele se encanta pelo seu affair mais famoso, Domitila de Castro, Marquesa de Santos. Estava separada do primeiro marido, que inclusive tentou matá-la. Ela chamava atenção de todo mundo pela inteligência, pelo charme, pela desenvoltura. Características que fizeram o imperador "abrir os olhos".

Durante o caso os dois trocavam inúmeras cartas. Os apelidos eram demais, meu preferido "Demonão". Rolava até o que eu posso chamar do equivalente ao "nudes" da época: pelos pubianos e carta. Em 1829, a ruptura dos pombinhos. Maria Leopoldina, imperatriz, faleceu e D. Pedro I precisava se casar de novo. A escolhida não foi a Marquesa de Santos. Entre tantos argumentos, ela não tinha o "sangue azul".

Você acha que a vida da Marquesa acabou, que ela ficou "chorando pitanga"? Ah, não!. Ela se mudou para um casarão em São Paulo, casou com um político importante e realizou inúmeras festas, se tornou a "Rainha do Camarote". Tinha comemoração para tudo que é jeito, tudo o que é gosto. De sarau literário até casamento. Sempre com a presença dos figurões da época.Patrícia quais comidas rolavam nas festas daquela época?

Patrícia Ferraz, jornalista especializada em gastronomia:

As festas eram super luxuosas e a mesa muito farta. Tinha sempre uma grande mesa de doces, mas na parte salgada, basicamente, sempre leitão assado inteiro, ele era recheado, ele vinha com a pele à pururuca e aquele limão na boca. É uma receita que até hoje é muito popular que é o Leitão da Bairrada. Aí tinham guizados, que eram as carnes cozidas, de lebre, de aves, de boi e virados. Eles faziam virado de tudo, virado de feijão, virado de queijo, virado de milho, virado do que for!

E tinha tinha champanhe com foguinho também?

Nem champanhe, nem foguinho. O que eles tomavam era vinho. Basicamente vinho português, tinha vinho da Ilha da Madeira, tinha vinho do Porto e um pouco de vinho tinto.

A Rainha do Camarote sabia receber?Sem dúvidas! Sabia receber muito. A Marquesa.

A Marquesa de Santos viveu nesse casarão a partir de 1834 até 1867. Conhecida como uma das grandes protetoras dos advogados, aqui rolaram várias festas de formatura, como também rolaram vários casamentos da alta sociedade, sempre sob os olhos atentos de uma das mulheres mais poderosas do Império. Com 69 anos de vida, Marquesa de Santos viveu no Rio, viveu aqui em São Paulo e nunca viveu em Santos. Há vertentes históricas que vão defender que D. Pedro I deu esse título à ela para provocar os rivais. D. Pedro I chamou Domtila para o camarote e deixou de fora os Andradas.





EMERSON
10643
São Paulo/SP
4108 registros

112
Domitila de Castro do Canto e Mello
1797-1867
50 registros

1094
Dom Pedro I
1798-1834
258 registros

2999
Vinho
55 registros

10697
Santos/SP
789 registros

1667
José Bonifácio de Andrada e Silva
1763-1838
158 registros

1277
Maria Leopoldina de Áustria
1797-1826
27 registros

10648
Rio de Janeiro/RJ
2485 registros

3937
Milho
31 registros

3935
Porcos
38 registros

4532
Ilha da Madeira
4 registros



ANO:59
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