O mistério do maior feito da navegação - Por Charlie Flesch, mergulhador, biólogo, educador, navegador. Canal Homo Sapiens
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
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Esse feito foi sem dúvida a missão mais ousada jamais feita pela humanidade até aquele momento. Seria o equivalente dos tempos modernos a botar uma pessoa na Lua.
(...) Para elucidar essa História, primeiro vamos entender como é que Fernão de Magalhães conseguiu colocar em prática essa ideia tão mirabolante, mesmo envolvendo tantos conflitos e tantas traições.
Fernão de Magalhães era português, e teve o privilégio de receber o mais alto grau de escolaridade da época, tendo inclusive participado da organização das expedições portuguesas e embarcado como tripulante para os confins distantes, depois de Vasco da Gama.
Fernão queria executar um plano mirabolante, ele queria encontrar as lendárias Ilhas das especiarias, de onde vinha, o cravo. Por 3 vezes ele pediu apoio ao rei D. Manuel de Portugal e por 3 vezes o rei recusou. Na última vez, em 1517, Fernão então pediu permissão para continuar oferecendo o seu plano em outras paragens. O rei demonstrou desprezo, mas permitiu.
15 anos antes, em 1492, a corôa espanhola financiou a primeira expedição do navegador italiano Cristóvão Colombo, que partiu alegando ser capaz de chegar nas Índias indo para o oeste, ao invés de ao redor da África. E foi assim que o Caribe, América do Sul e Central foram descobertas. Mas a tal rota para as Índias continuou sendo uma lenda.
Tendo Colombo como seu maior ídolo, Fernão de Magalhães teve a ideia de pedir o apoio da corôa espanhola para finalmente conseguir o que Colombo não tinha sido capaz.
Mas acontece que o domínio dos mares necessariamente dependia do conhecimento geográfico e as cartas náuticas que casa nação desenvolvia e cada nova expedição, eram segredos de estado, e nisso Fernão de Magalhães era especialista.
Portugal e Espanha apesar de vizinhos, eram inimigos mortais. O que Fernão fez seria o equivalente a, no auge da Guerra Fria, alguém da URSS ou dos EUA oferecer segredos nucleares para a nação inimiga.
Ele mostrou a rota que planejava e mencionou um tal estreito que estaria localizado em algum lugar da América do Sul e que conectaria o Pacífico ao Atlântico. Mas a verdade é que não se sabe até hoje de onde ele tirou essa informação, já que nenhum documento que sobreviveu daquela época mostra evidências da existência de um estreito nessa região.
Para sorte dele, uma rota direta para a terra das especiarias indo para o oeste, era tudo que a corôa espanhola sonhava, porque eles não mais precisariam navegar pelo hemisfério português.
O aceite da corôa finalmente veio quando Magalhães assegurou que as ilhas estavam situadas dentro da metade espanhola do Tratado de Tordesilhas.
Uma frotilha de 5 caravelas foi montada e denominada "Armada de Moluca", em homenagem as ilhas Molucas, as tais ilhas das especiarias, onde hoje é a Indonésia.
Mas como seria possível um desconhecido, de uma nação inimiga, comandar algo tão importante? O rei da Espanha confiava nele, mas poucos espanhóis estavam dispostos a aceitar suas ordens, e entre os que estavam dispostos, alguns acreditavam que ele era um espião e planejaram matá-lo no caminho. Quem também planejava matar Magalhães pela sua traição, era a corôa portuguesa.
Na tripulação tinha um italiano, chamado Antonio Pigafetta, que pelo seu alto grau de escolarização tinha função de ser o cronista e registrar tudo, e principalmente, graças a ele, que se conhece tão bem essa História.
• Pessoas (4): Fernão de Magalhães (39 anos); Gonçalo Hernandes Eanes (f.1521); João Lopes de Carvalho “Carvalhinho” ; Antonio Pigafetta (ou Lombardo) (28 anos)
• Temas (3): Metalurgia e siderurgia; Estreito de Magalhães; Marinha
• Pessoas (3): Fernão de Magalhães (39 anos); João Lopes de Carvalho “Carvalhinho” ; Gonçalo Hernandes Eanes (f.1521)
• Temas (4): Antártida; Metalurgia e siderurgia; Pela primeira vez; Tordesilhas
• Cidades (1): Sevilha/ESP
1987
Hitler: propaganda da W/Brasil para a Folha de S. Paulo (1987)
Atualizado em 02/04/2025 00:10:21
É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade. Como a "História" de
um homem que pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar, aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de Marcos e reduziu uma hiperinflação, a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava a seguir a carreira artística.