Escrevendo o Brasi | Capistrano de Abreu por Rebeca Gontijo. Canal da Associação Nacional de História - Anpuh Brasil
Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
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Muito obrigado Profa. Rebeca por essa excelente introdução, na qual a gente pode, de fato, ter uma noção sobre a concepção de História do Capistrano, em especial em relação a diferença que ele possuía em relação a geração anterior de historiadores, em especial em relação ao VarnhagenLevando em consideração que Capistrano é o grande nome da historiografia do Brasil, principalmente nesse ano de celebração do bicentenário da independência do Brasil (...) eu queria te perguntar, considerando que o Capistrano é bastante conhecido por ser um historiador interessado no período colonialeu queria saber se tem também na obra desse historiador alguma espécie de reflexão sobre o século 19 e talvez, mais especificamente sobre o evento da independência do Brasil. Capistrano se interessa por este tema?
No livro Capítulos da História Colonial, que eu entendo que é uma História do processo colonizador, tenta apontar o sentido dessa História, a narrativa se encerra em 1800. Ele não contempla o momento da independência nesse livro. Contudo, o Capistrano publicou um texto sobre o século 19, incluindo resenhas de obras sobre esse período, inclusive obras que tratam da independência do Brasil.Por exemplo, durante as comemorações do 7 de setembro de 1881, ele publicou um artigo que ele chama atenção para a firmação dessa data na consciência nacional. Naquele momento, segundo ele, o 7 de setembro, até 1881, não era lembrado como uma data importante, ele era lembrado como um mero ato dinástico.
Mas a partir daquele momento ele despontava como um marco na nossa História. Ao contrário do Varnhagen que atribui papel decisivo a personagens históricos, sobretudo aqueles da Casa de Bragança, Varnhagen atribui um grande papel decisivo à D. Pedro na independência do Brasil.Já o Capistrano levou em conta um movimento de longa duração, segundo ele, um movimento que é germinado nas bandeiras paulistas, nos arraiais de Pernambuco e na Inconfidência Mineira. Então ele, quando pensa a independência ele procura, ele a trata como algo inevitável, que antecede 1822.
Embora ele concordasse com a comemoração do 7 de setembro, ele também argumenta nesse texto que isso deveria ser feito a luz de outro evento, 15 de novembro de 1825, quando D. João VI, outorgou a Carta de Lei, ratificando o Tratado de Aliança e Paz, que reconhecia a autonomia do Brasil em relação a Portugal (...)
E no ano seguinte, em 1882, Capistrano publicou um texto em que ele apresenta uma periodização da História do Brasil, e ele procurava identificar as caracteristicas que distinguem os diversos períodos da nossa História, algo que, segundo ele, Varnhagen não conseguiu realizar.
E, resumidamente o período de 1750 a 1808, representava a consolidação do sistema colonial, e já o período seguinte, de 1808 a 1850, período que inclui a data de 7 de setembro de 1822, esse período teria sido da decomposição desse sistema, cujo golpe inicial teria sido a abertura dos portos por D. João VI, continuando por Pedro I ao proclamar a independência e concluído pelas regências e por Pedro II ao derrotar as tentativas separatistas. Ele acha que que esse outro evento é tão importante quanto (...)
Então todos esses eventos que marcaram o início do século 19, Capistrano entende que são eventos que marcam a decomposição, que é o termo que ele usa, do sistema colonial. É notável o esforço que ele faz de sintetizar esse longo processo, e o destaque que ele dá aos conflitos, as lutas, as rivalidades seculares. Ele considera não apenas as ações individuais e eventos isolados, mas a longa duração do movimento.
E ele comentou também desde o início da colonização. A diferenciação entre colonia e metrópole era um fato inevitável, marcado por uma série de lutas, cada uma delas dando sentido a um período histórico.
Então, é importante lembrar, que para o Capistrano a independência está inserida nesse período de decomposição do sistema colonial e sua inevitabilidade não está vinculada a uma espécie de continuidade do sistema colonizador português, como aparece no Varnhagen. No Varnhagen a colonização seria um movimento guiado por Portugal, no sentido da criação e amadurecimento do Brasil, evidenciando a continuidade, desde a colonização, até a emancipação proclamada pelo herdeiro do trono.
Em Capistrano não. Em Capistrano a independência fazia parte de um contexto de decomposição, relacionando eventos ocorridos dentro e fora do Brasil, eventos ocorridos na Europa, da Revolução Francesa, a Revolução das Cortes de Lisboa, passando pelas invasões napoleônicas Tudo produziu um efeito, resultou na vinda da Corte para o Brasil e na abertura dos portos em 1808, que é uma data que Capistrano considerava uma das mais importantes para a História do Brasil. Segundo ele, tais eventos teriam arrastado personagens como Pedro I em direção a causa separatista, nascida no século anterior
• Pessoas (6): Antonio Ruiz de Montoya (1595-1652); Braz Rodrigues de Arzão (1626-1692); João Capistrano Honório de Abreu (54 anos); Luis de Céspedes García Xería (n.1588); Konyan-bébe ; Ruy Pinto (f.1549)
• Temas (10): Carijós/Guaranis; Estradas antigas; Guayrá; Inhapambuçu; Missões/Reduções jesuíticas; Rio Paranapanema; Rio Sorocaba; Tordesilhas; Ordem de Cristo; Tupinambás
• Cidades (4): Assunção/PAR; Sorocaba/SP; Bertioga/SP; Cabo Frio/RJ
• Pessoas (1): João Capistrano Honório de Abreu (1853-1923)
1987
Hitler: propaganda da W/Brasil para a Folha de S. Paulo (1987)
Atualizado em 02/04/2025 00:10:21
É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade. Como a "História" de
um homem que pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar, aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de Marcos e reduziu uma hiperinflação, a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava a seguir a carreira artística.