Caxias escreve ao Imperador do Quartel general do exército pacificador na cidade de Sorocaba, 20 de junho de 1842
Atualizado em 25/02/2025 04:39:21
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Luís Alves de Lima e Silva, o então Barão de Caxias entrou a galope em Sorocaba, passando às 9 horas da manhã de 20 de junho de 1842, pela ponte de madeira. [Exército Brasileiro (eb.mil.br)]
Aqui esteve para prender os revoltosos "liberais". Segundo a Tipografia Riograndense "tocou terror" entre os moradores de Sorocaba (imagem 1).
Os liberais de São Paulo e de Minas tinham recorrido às armas para libertar, segundo diziam, o jovem imperador da coação em que estava, dominado pelo ministério, e para evitar que fosse aniquilada a constituição e rebaixado o trono com a execução das leis de criação do Conselho de Estado e da reforma do Código do Processo.
Caxias apeou no Palácio do Governo onde o esperava Feijó, que ele enviou sob custódia, por não poder prendê-lo. A casa que serviu de quartel-general ficava na rua Dom Alvarenga, esquina da rua Álvaro Soares.
IMAGEM 1
Que chegando a Sorocaba faz apoderar-se das família o terror, quando tudo estava delineado, maugrado seu, e convenientemente emboscada toda infantaria muito além das avenidas, daquela cidade, a repelir a agressão empreendida, retirando-se precipitadamente com a cavalaria a título de tomar a defensiva em posição vantajosa, ordenando depois á retirada da gente emboscada, que considerando-se atraiçoadas, recolheu-se em grande número em a suas casas, cujo pretexto bastou para destroçar o resto com a ezasiva de ter isso Instruções Superiores orientando ao General contrario dessa medida como se depreende do seu ofício de 20 de junho (Jornal do Commercio no. 181) motivando desta arte a formal contradição daquele quando no seu proclama aos individuos, debandados afiança que voltarão tranquilos a suas habitações os que desarmados se apresentassem no prazo de oito dias; ao mesmo tempo que no ofício do dia subsequente endereçado ao ministério da Guerra, afirma ter dado o último garrote á rebelião com a política de desarmar os prisioneiros rebeldos sem com tudo garantir-lhes coisa alguma!!!Era o grande homem cercado pela Providência Divina para iludir abusando da boa fé dos comprometidos, que prometendo o que não pode por execução não se seja em ser perante o respeitável Público contrádirio, sem que se possa acobertar com a favorita persuação de estratégia da guerra, por isso que convencido estava da debandada da força oposicionista!Como me tenha tornado prolixo, com a enumeração desses poucos fatos, omito outros, ainda que com eles melhor convenceria o Leitor do casual de vangloria-se o nobre Ajudante de Campo e atual Presidente criado pela Providência, de tantos triunfos reservando igualmente os feitos ocorridos em Minas para penas hábeis os descreveram, visto conservar em si este ameno solo Rio Grandense atletas esclarecidos, que por convicção, e não com a mira em particular interesse defendem os direitos da sua Liberdade dadivados pela natureza!!Resta-me por agora rogar ao Liberal Redator o obzéquio de prestar a esta, no caso de a julgar admissível uma página de seu estimável Periódico. Assinado "O amigo da verdade" [Tipografia Riograndense]
Caxias escreve ao Imperador do Quartel general do exército pacificador na cidade de Sorocaba, 20 de junho de 1842
"Como já tive a honra de comunicar a V. Ex., tomei a ofensiva na noite de 11 do corrente, e dividindo a força sob meu comando, que não passava de 900 homens das três armas, em duas colunas, e marchando toda essa noite por caminhos que se julgavam impraticáveis, procurei atacar os rebeldes que então montavam a mil, de flanco e pela frente; porém estes, temerosos pela audácia dos meus movimentos, e pela bravura com que avançaram as forças ao meu mando, retiraram-se da fazenda de Caracupuiva, que ocupei.
No dia imediato, ainda dividido em duas colunas, procurei batê-los de frente e de revez; mas eles retiraram-se precipitadamente da margem esquerda do rio Baruery, que ocupavam, caindo em nosso poder uma peça de artilharia, alguma bagagem, e grande porção de mantimentos.
De então para cá perdi as esperanças de os poder atacar áquem desta cidade de Sorocaba, para onde haviam concentrado todas as suas forças, em número de 1.600 combatentes, e assestada a artilharia que tinham tirado da fábrica de ferro de São João de Ypanema; e ordenando então ao coronel Leite Pacheco, que comandava a coluna que tinha ido ocupar a cidade de Itú, abandonada pelos rebeldes, ao tenente-coronel Bezerra, comandante da de Campinas, e ao major Bloem diretor da referida fábrica e comandante das forças e Tatuy, que as machas forçadas viessem fazer junção comigo no alto de Boa Vista, um quarto de légua distante desta cidade, afim de cercar o inimigo, puz-me em marca pelas oito horas da manhã da fazenda do Passa-Três, apenas com 700 homens: e notando não encontrar durante a minha marcha algum poto avançado dos rebeldes, desconfiei de que houvessem abandonado a cidade, foco da rebelião"
Assim, no dia 20 de junho, estava o general da legalidade na casa da presidência interina, e o honrado e dedicado senador Feijó, metido em uma caleça, caminhava, guardado por numerosa escolta, para a Cidade de São Paulo, levando sobre o semblante os traços de uma alma impassível na desgraça, e os sinais de uma consciência tranquila, pela convicção de haver fielmente preenchido o seu dever.
Rafael Tobias caminhava ainda para Itapetininga, quando teve notícia do ocorrido em Sorocaba, e conhecendo a extensão dos perigos que o ameaçavam, tratou de refugiar-se, não podendo, todavia, escapar à política da traição, de que se ele queixa em seu manifesto. Assim, estava vencido, e com tão pouco custo pela parte da legalidade, aquele movimento, filho do entusiasmo, mas tão infelizmente dirigido.
No dia 20 de junho de 1842, as tropas governamentais entraram em Sorocaba, mas Tobias de Aguiar
já havia fugido e Feijó foi preso.
Bloem ficou numa situação difícil, ao fim da revolta. Consta que ele
encontrou Caxias no dia 20, horas antes da entrada em Sorocaba. Caxias deu
ordem para que ele perseguisse e prendesse Tobias.88 Bloem buscou-o nas
redondezas, sem sucesso, e retornou à Fábrica em julho. Tobias só foi preso
em novembro daquele ano, no Rio Grande do Sul. Na Corte, o jornal Sentinella
da Monarquia, ligado ao senador Bernardo Vasconcelos,89 conservador, fez
graves críticas pessoais a Bloem, acusando-o de ter ajudado Tobias antes da
chegada de Caxias, de ter comportamento duplo, de ser um “administrador
rico de uma administração pobre” e de ser um absurdo que Bloem fosse
encarregado de perseguir Tobias:
mas como poderia ser preso Tobias se o Exmo. General foi iludido na confiança que depositou no major Bloem a quem encarregou de sua captura? Como poderia ser preso o chefe
dos rebeldes de São Paulo sendo o major Bloem o incumbido de prendê-lo? O major Bloem? Que benigno astro teria presidido ao seu nascimento ou a sua chegada ao Brasil?
Destituído de préstimo, de conhecimentos, não tendo outro merecimento que alguma atividade, e esta mesma empregada em proveito individual, que de ordinário é avesso aos interesses públicos, como todos compreendem, tem obtido todavia tal consideração que se
lhe tem conferido empregos de grande importância e comissões de alta consequência, cujo
desempenho tem sido como ninguém ignora, e tal é sua feliz estrela que tem sido conservado nesses empregos, e ainda mais premiado como bom serventuário da nação.90
Aluísio de Almeida afirma que Caxias escreveu ao presidente da província,
Costa Carvalho, para “que substituísse Bloem, por não andar às boas nem com
o Freitas, de Tatuí, nem com Carlos Augusto Oliva, comandante de Sorocaba”.
Em 20 de junho o General Caxias entra em Sorocaba. Os canhões não foram disparados, afinal, a revolução, em Sorocaba, já estava derrotada. Caxias teria mandado enterrar os canhões junto a ponte do rio Sorocaba. [“Os canhões de Ipanema: tecnologia, indústria, logística e política em 1840” p.22]
Em 20 de junho seguinte aqui esteve o insigne Duque de Caxias, que, após vencer a Revolução, partiu daqui para Minas Gerais, que, também se revoltara, conjuntamente com São Paulo.
1987
Hitler: propaganda da W/Brasil para a Folha de S. Paulo (1987)
Atualizado em 02/04/2025 00:10:21
É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade. Como a "História" de
um homem que pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar, aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de Marcos e reduziu uma hiperinflação, a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava a seguir a carreira artística.